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Edição 416

Bloco de Esquerda prepara projeto para as autárquicas na Trofa (C/Video)

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Numa sessão pública, que decorreu no sábado, dia 23 de março, o núcleo da Trofa do Bloco de Esquerda discutiu a importância dos serviços públicos e anunciou que vai concorrer às autárquicas.

 Quase um ano depois de se apresentar à população, o Bloco de Esquerda (BE) prepara-se para concorrer às eleições autárquicas na Trofa. A ponta do véu foi levantada por Gualter Costa, coordenador concelhio BE da Trofa, em declarações ao NT e à TrofaTv, à margem da sessão pública que o núcleo concelhio do partido promoveu, para discutir os serviços públicos de proximidade, numa sessão que decorreru no sábado, no auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado.

Gualter Costa adiantou que a concelhia está “a ultimar” o seu projeto autárquico, avançando que, “em princípio”, o Bloco de Esquerda vai concorrer à Câmara e à Assembleia Municipal e muito provavelmente a “algumas juntas de freguesia”.

João Teixeira Lopes, dirigente nacional do BE, foi um dos oradores da sessão e não se escudou a falar da importância de o partido estar representado no concelho da Trofa. “Como é um concelho emergente e que tem tido protagonismo no mapa da região do Porto, é necessário que o BE esteja presente para ser uma voz que incomode o poder, defenda as populações e que nunca fechará os olhos perante situações de corrupção e de compadrio. Creio que para a democracia local e para a Trofa, o BE será mais um contributo e um contributo muito vivo e provavelmente decisivo”, sustentou.

Para além deste anúncio, o núcleo da Trofa do BE discutiu a “importância dos serviços públicos” para a comunidade, bem como para “a dinamização da economia local”. A intervenção de João Teixeira Lopes visava dar “algumas luzes” de como a concelhia do partido devia “orientar o projeto autárquico para suprimir a falha de serviços públicos que existem no centro da Trofa”.

Durante a sua intervenção, Gualter Costa, delineou “as linhas mestras do projeto do Bloco na Trofa”, seguido de uma “pequena visita guiada” pela Trofa, através de fotografias, através das quais mencionou que o centro da cidade é o local onde se tem que “atuar urgentemente, para salvar o comércio, que está a ficar decadente, e para o salvar da fuga de pessoas”.

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No momento em que confrontou o “perímetro do centro da Trofa com a oferta de serviços públicos atualmente existentes”, Gualter Costa verificou que “praticamente não existem” e que esta situação está relacionada com “a degradação do centro”, tendo feito ainda “uma pequena comparação” entre a oferta de serviços públicos da periferia e a do concelho da Trofa.

O “desemprego na Trofa” também não foi tema esquecido: “Fiz uma comparação da taxa de desemprego da Trofa com a taxa de desemprego dos concelhos vizinhos, para realçar a importância dos serviços públicos também na criação de emprego”.

E como o tema da sessão versava sobre os serviços públicos, a vinda do Metro para a Trofa também esteve em destaque. Gualter Costa salientou que o Metro “sempre foi e será uma prioridade” para o BE, recordando que na Assembleia da República o partido apresentou um projeto que previa “a adjudicação imediata” e que foi reprovada pelo PSD e CDS. “Na altura, o PSD entendeu que não era economicamente viável. Nós entendemos que é e inclusive já apresentamos na Assembleia Municipal uma proposta de expansão do traçado do Metro até junto do Parque das Azenhas, para servir a Mabor, que é um dos maiores empregadores nacionais com milhares de trabalhadores, sendo uma boa fonte de passageiros para o Metro. Achamos que essa extensão de 400 ou 500 metros não tem grandes custos e serviria muito melhor a Trofa, sendo também um argumento para contrariar o economicista que nos impede de termos este meio de transporte”, explicou.

As acessibilidades do concelho da Trofa foi outro ponto abordado pelo coordenador concelhio, que “propôs” que se fizessem “duas travessias de proximidade”: uma “junto à antiga Mabor”, outra “junto a essa estação do Metro” e outra “junto à Ricon”, de modo a “não tirarem o trânsito do centro”, mas sim a “dispersá-lo”. “Comparado com os custos da variante que está projetada, são 200 milhões de euros, parecem-me ser um bocado inexequíveis na atual realidade”, declarou.

A concelhia da Trofa do BE defendeu ainda “a manutenção das estradas” e a “iluminação noturna total das três estradas que atravessam o concelho”, para que, além de terem um “bom piso”, proporcionem “boas condições de segurança e circulação”.

 

Cidadãos “devem ser ouvidos” nos grandes projetos

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O dirigente Nacional do BE, João Teixeira Lopes, também esteve presente na sessão pública, onde falou sobre a importância da participação dos cidadãos nas decisões políticas. Para João Teixeira é “importante” que as pessoas “sejam ouvidas” quando, por exemplo, existe “um grande projeto que vai modificar uma cidade” e que “quem está numa câmara municipal” explique “pormenorizadamente o impacto que o projeto vai ter e o que vai mudar na vida das pessoas”, para que estas se “possam pronunciar”. “A sua opinião depois é ouvida e pode servir para alterar os projetos. Porque os técnicos, nos seus gabinetes, muitas vezes não sabem o que se passa no terreno e na vida das pessoas. Por isso, temos de ter essa flexibilidade para escutar atentamente e saber incorporar críticas”, denotou.

Quanto ao orçamento participativo jovem, dinamizado pela autarquia trofense, o dirigente nacional frisou que este devia ser “mais alargado”, dando a “possibilidade às pessoas de decidirem quais são as prioridades do investimento”.  

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Um gesto nobre pela vida

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Armindo-Campos-DS

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No âmbito do Dia do Dador de Sangue (27 de março), o NT foi à procura daqueles que regularmente se disponibilizam em prol de outrem. Descobrimos dois dadores que integram a instituição Lions Clube da Trofa, que batalha todos os dias a favor desta luta pela vida.

 Tudo começou numa campanha de recolha de sangue. Armindo Campos nunca tinha estado ligado a movimentos deste género, mas naquele dia “houve qualquer coisa” que o “tocou” e o fez apresentar-se diante dos responsáveis da associação, para “contribuir” com uma dádiva de sangue. Estava “nervoso”, confessa, mas “ao mesmo tempo também estava calmo”, porque havia pessoas “a aconselhar como se devia ou não fazer”.

Ao contrário do colega, Jorge Machado já fazia parte da organização do Lions Clube da Trofa, mas sem participar como dador. Um dia, casualmente, começou a dar sangue. “Não houve nenhuma necessidade de ser dador”, documenta, antes, porém, de colocar um parêntesis: “Tinha o sentido de dar uma ajuda também àqueles que têm necessidade de sangue”.

Para estes homens, ser dador “é um gesto bastante nobre”, pois “há pessoas que necessitam de sangue” e a eles, como à maioria da população, “não faz diferença doar, porque não se esgota”, referem.

Muitas pessoas têm a vontade de se tornarem dadoras de sangue, porém existem algumas condições, como ser saudável, ter entre 18 e 65 anos, ter um peso acima dos 50 quilos e não ter doenças crónicas.

Dos cinco a seis litros que circulam no nosso organismo, só é doado aproximadamente 450 mililitros, que é reposto rapidamente pelo organismo.

Os dadores homens podem doar sangue a cada 60 dias, as mulheres a cada 90 dias. “Pouco mais se passa do que uma análise ao sangue”, reforça Armindo Campos quanto à facilidade do gesto.

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“Quando chegamos, apresentamo-nos às pessoas que estão na receção, preenchemos um formulário em que há várias questões”, explicou Armindo Campos.
No questionário que os serviços administrativos entregam ao dador, este declara que leu e compreendeu toda a informação, bem como que respondeu às questões com verdade, consciência e responsabilidade. Caso isso não aconteça, o dador pode prejudicar a dádiva de sangue. Jorge Machado atenta para a relevância da verdade neste inquérito: “Se a uma perguntaque esteja lá, por exemplo se já foi operado, a pessoa responde que não e é sim, essa resposta trocada pode causar problemas, não ao dador, mas a quem vai receber esse sangue”.

Após o questionário, é feita uma avaliação médica da tensão arterial, frequência cardíaca e é realizado o teste para a determinação do valor de hemoglobina. Se houver alguma anomalia em qualquer um dos testes, a dádiva poderá ser suspensa temporária ou definitivamente, dependendo da situação. No entanto, caso o aval do médico seja positivo, o dador passa para a próxima etapa, dirigindo-se para a sala de colheita de sangue: “Senta-se na cadeira e em cerca de dez minutos está pronto.

Porém, desengane-se se pensa que o processo termina aqui. Não. “Existe a preocupação do próprio hospital em indicar ao dador se tem algum problema”. Sendo feita a colheita de sangue, a amostra é analisada para que se saiba se pode ou não ser doada a quem precisa. “Normalmente, em oito dias, o dador recebe uma carta em casa, que vem com o resultado da análise que é feita pelo hospital. Se estiver tudo bem, podemos continuar a dar sangue, se por algum motivo for detetado algum problema, o hospital chama essa pessoa para uma consulta”.

 

A importância de doar sangue

O sangue funciona como transportador de substâncias de extrema importância para o funcionamento do corpo. É um tecido que não pode ser substituído por outro e por isso a doação é tão importante.

Em 2012, foi registada uma quebra de 12 por cento nas dádivas de sangue a nível nacional. No início deste ano, embora as equipas de colheita tenham aumentado, a quebra permaneceu. O Instituto Português do Sangue admite que em 2013 será um desafio manter as reservas de sangue. Por isso, a nível nacional, as equipas continuam a trabalhar para que o sangue não se esgote.

“Eu acho que é importante por vários aspetos, um deles é saber que o sangue que nós doamos é um bem necessário para salvar muitas vidas, porque há muitas pessoas que dependem dele”, realçou Armindo Campos.

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O sangue continua e continuará a ser necessário. Esta necessidade só pode ser complementada com a doação voluntária da população. “É muito importante, estarmos sensibilizados e atentos a este problema, visto existir escassez de sangue. Todos nós devíamos, os que fossem saudáveis, contribuir ou colaborar o melhor possível para que nunca chegue a faltar o sangue”, rematou.

José Carneiro, diretor do pelouro do Sangue, do Lions Clube da Trofa afirma que “o reconhecimento da dádiva de sangue é necessário” e como o sangue tem um tempo médio de duração para que possa ser transmitido a alguém “é preciso continuar a aumentar as dádivas de sangue para que não falte nos hospitais e para que não sejam adiadas operações que necessitam dele”.

 

As taxas moderadoras e os dadores

Um dos motivos para a diminuição de dádivas foi a retirada, por parte do Governo, da isenção das taxas moderadoras. Muitos dadores “desanimaram” após esta notícia e renunciaram à doação.

Armindo Campos pensa que os dadores deveriam ser “superiores”, porque “esta causa é bastante nobre” e a melhor recompensa que podem ter “não é a monetária, mas sim a satisfação que temos quando sabemos que estamos a ajudar alguém”.

Jorge Machado compartilha da mesma opinião, afirmando que é “uma asneira” as pessoas não doarem sangue, porque foram retiradas as taxas moderadoras: “Quem precisa do sangue é o doente e não o hospital”, concluiu.

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Para além da isenção das taxas moderadoras, os dadores têm um cartão que os identifica e que serve para revelar quantas dádivas realizaram, se podiam ou não estar isentos das taxas e até para visitar doentes nos hospitais. Contudo, “as máquinas que dão a informação do cartão não estão a funcionar”, revela Jorge Machado. Sendo assim, este cartão não tem qualquer utilidade, pois não é possível fazer atualizações.

Hoje o cartão serve apenas para “identificação que é dador”. Porém, “diz-se que vão ser feitos novos cartões e máquinas para que se possam apresentar nos postos de saúde e em todos os sítios que seja necessário a pessoa apresentar-se como dador de sangue”, frisou.

 

Dar sangue é dar vida!

Membro do Lions Clube da Trofa, Armindo Campos, dador há cerca de 25 anos e Jorge Machado, há cerca de 30, têm uma enorme quantidade de dádivas realizadas. Por isso, fazem um apelo a todas as pessoas saudáveis: “A todas as pessoas saudáveis com mais de 18 anos, um dia venham experimentar dar sangue. Pode ser que amanhã venham a ser grandes dadores, porque nós precisamos deles, precisamos de toda a gente. Àquelas que têm possibilidade, apareçam e deem sangue, porque ele faz falta”.

Daniela Ferreira

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Responsável da Ricon anuncia investimento da Everjets no Aeroporto Sá Carneiro

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 A empresa Everjets anunicou na sexta-feira, dia 22 de março, o valor do investimento num hangar/sede no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.

 “Quatro milhões de euros”. Este é o valor do investimento num hangar/sede no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, a cargo da Everjets, empresa que ganhou o concurso público de fornecimento ao Estado de 25 helicópteros ligeiros de combate aos fogos florestais, e que “já está em fase final da construção”.

Para Pedro Silva, presidente do Conselho de Administração da Everjets e líder do Grupo Ricon, este investimento permitirá “o desenvolvimento e internacionalização da empresa de aviação executiva”, uma vez que o “novo hangar”, com “uma área coberta de 3,5 mil metros quadrados e uma área total de cinco mil metros quadrados”, poderá receber “aeronaves de grande porte para trabalhos de manutenção”, sendo “uma infraestrutura que não existia no Aeroporto Sá Carneiro nem em nenhum outro ponto do País para além de Lisboa”. “Estas características não só dotam o maior aeroporto do Norte do País de uma infraestrutura muito importante para o seu desenvolvimento, como permitem à Everjets ampliar o seu portefólio de serviços, uma vez que poderá ceder o seu hangar para operações de manutenção a grandes aviões, que até agora tinham de ser executadas em Lisboa ou fora do país”, referiu.

Para além de uma escola de pilotagem, o novo hangar albergará ainda a nova sede da Everjets, que concentrará e desenvolverá toda a sua operação a partir do Aeroporto Sá Carneiro, sendo “a única empresa de aviação executiva” sediada no Porto e a operar a partir da capital do Norte do País.

Pedro Silva anunciou ainda que o contrato com a EMA/INEM, que prevê o fornecimento de 25 helicópteros ligeiros de combate aos fogos florestais, será “assinado dentro de poucos dias”, explicando que a “entidade adjudicante” ter entrado com “uma resolução fundamentada no Tribunal de Sintra”, o que “anula os efeitos da providência cautelar que tinha sido proposta pelo concorrente derrotado”. Recorde-se que no dia 22 de fevereiro, a Everjets entregou “à entidade adjudicante todos os documentos contratualmente exigíveis, assim como prestou a caução exigida, no valor de cerca de dois milhões de euros – a mais elevada de sempre e pela primeira vez apresentada antes da assinatura do contrato”.

Será José Pereira, diretor operacional da Everjets e “um piloto comandante com milhares de horas de voo e uma larga experiência na operação de combate aos fogos florestais”, que vai “coordenar todo o dispositivo que compete à Everjets”. Os primeiros três helicópteros serão apresentados para operação a 1 de junho.

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