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Edição 445

Biblioteca dos Bombeiros da Trofa está a funcionar em pleno

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Desde outubro que a biblioteca situada no espaço Cultural Engenheiro Hernâni Gonçalves Cunha, no quartel/sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, está aberta ao público.

“A biblioteca já está em pleno funcionamento”. Foi desta forma que Ana Luísa Oliveira, arquiteta responsável pela Biblioteca e Museu da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT), anunciou que a biblioteca está aberta à comunidade desde outubro.

Até há bem pouco tempo, para usufruir da biblioteca ou do museu “as pessoas tinham que fazer marcação para poderem visitar” ou então um bombeiro mostrava as instalações a quem aparecesse. Agora, a biblioteca está “oficialmente aberta ao público”, havendo um “horário de funcionamento”, que pode ser aproveitado pelas pessoas para consultarem livros ou estudarem. A biblioteca está aberta às terças e quintas-feiras, das 10 às 12 horas, e às quartas-feiras e sábados, das 14 às 17 horas.

A responsável por estas valências tem ainda contado com a “ajuda de um elemento da Biblioteca da Casa da Cultura no processo de catalogação dos livros”. O próximo passo é disponibilizar os livros para quem os quiser ler em casa. Segundo Ana Luísa Oliveira, que está a coordenar a biblioteca e museu em colaboração com a direção da AHBVT, embora “ainda não haja o sistema de requisição digital de livros”, inicialmente será feito de forma “manual”, para que as pessoas “possam usufruir um bocadinho mais das vantagens”.

De forma a atrair utentes à biblioteca, a responsável quer organizar “eventos periódicos, como por exemplo apresentações de obras de pessoas da Trofa, workshops e seminários” e criar “um cantinho infantil”. Para Ana Luísa Oliveira, com este espaço no “centro da cidade”, “as pessoas, principalmente os jovens, têm um espaço para estudar”, ou para “consultar livros, que são muito úteis”. “Queremos que haja movimento para as pessoas poderem perceber que têm este espaço tão à mão”, frisou.

O museu estará aberto nos mesmos horários, mas “para já” o objetivo passa por atrair “mais gente” à biblioteca. Ana Luísa Oliveira conta ter o museu a “funcionar a cem por cento até ao final deste ano”, estando já a “tratar do guião e do inventário de todas as peças que existem no museu”, para depois começar “a organizar as visitas guiadas”. “A ideia é poder trazer pessoas de todas as faixas etárias, abrangendo toda a comunidade. Estes projetos, a par da Creche e Jardim de Infância e da Universidade Sénior Rotary da Trofa vêm completar um dos principais objetivos da AHBVT: abranger a comunidade, desde os mais novos aos seniores, servindo como elo de ligação entre gerações e conseguindo desta forma criar uma vertente social, única a nível nacional”, concluiu.

Pode acompanhar estas valências no sítio da internet (http://bombeiros.ahbvtrofa.pt/).

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Edição 445

Conversas da “Consumição”

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As adaptações… “As adaptações que os diversos organismos vivos possuem são um aspeto central no estudo da biologia. Todas as características que adequam os seus possuidores a algo, geralmente, são ditas adaptativas e permitem que os seres vivos desenvolvam uma certa harmonia com o ambiente, ajustando-se, assim, para a sua sobrevivência em um determinado local.” [fonte: wikipedia]

Existem outras – e uma delas refere-se ao ciclo da água -, que sob a perspetiva das crianças, podem assumir a seguinte ambiência:

Adaptem-se o melhor possível ao Vosso lugar e escutem!

Era uma vez […]

– Ontem, estivemos a ver a história do ciclo da água. Ela cai das nuvens e vai para a….

– Ribeira…

– Da ribeira corre para o…

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– Rio! E corre também para a torneira. Antes de chegar ao mar!

– Têm razão, alguma dela corre do rio para as torneiras. Na história que vos contei, também vimos que nem toda a água que existe no planeta Terra é água potável. Nem toda serve para nós bebermos. Onde é que existe água que não podemos beber?

– No charco!

– Não podemos beber, porquê?

– Porque é a casa dos animais.

– Quais?

– Rãs, libelinhas, aranhas, alfaiates, aranhas…

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– As aranhas não moram nos charcos; quando fizemos o nosso, estava lá uma porque caiu.

– E tu salvaste-a.

– Exatamente! Onde é que a aranha mora?

– Na teia.

Destramente, na Educação Pré-Escolar fazem-se adaptações para que o processo Ensino-Aprendizagem seja contemplado com atividades, relativamente à Educação para o Desenvolvimento Sustentável, junto das crianças. É relevante que, na infância, se promovam os princípios da preservação e da partilha dos bens comuns de toda a humanidade, como é o caso da água.

Matilde Neto (educadora de infância) | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

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http://valedocoronado.blogspot.com

 

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Edição 445

Metro para a Serra-Muro, já!

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Nunca é demais lembrar, e os tempos assim o exigem, que a construção do Metro de Superfície para a Trofa estava projetada para a 1ª fase da construção do Metro do Porto, com a conclusão da obra prevista para 2003. Para que tal acontecesse era preciso arrancar a linha do caminho-de-ferro, o que veio a acontecer em 2002, provocando a extinção do meio de transporte habitual, que servia as populações há quase um século. O comboio acabou, mas o Metro ainda não arrancou!

A situação financeira do país tem sido a desculpa dos governantes, mas não passa de um chorrilho de mentiras, pois entretanto foram feitas muitas obras de prolongamento do Metro do Porto, como por exemplo: a ligação (linha D) do centro de Vila Nova de Gaia ao extremo Norte do Concelho do Porto, junto ao Polo Universitário, na extensão de 5,7 quilómetros, com sérios constrangimentos nas escavações do túnel, no centro do Porto para além de ter obrigado à construção de uma nova travessia rodoviária sobre o Rio Douro – a Ponte do Infante – uma vez que o tabuleiro superior da Ponte D. Luís teve de ser fechada ao trânsito automóvel e convertido para o Metro; a ligação entre o Polo Universitário e o Hospital de S. João, na extensão de 1,2 quilómetros, com pequenos melhoramentos para o acesso à Escola Superior de Enfermagem; a conclusão da primeira fase da rede, sem a ligação à Trofa, entrando em funcionamento a ligação (linha E) da Baixa do Porto ao Aeroporto Sá Carneiro, numa extensão de quase 15 quilómetros.

Com a 2ª fase da construção do Metro do Porto, o Metro de Superfície chegou a Gaia, a Gondomar e a Pedras Rubras (para tudo isto houve dinheiro!), mas para a conclusão da 1ª fase, que ainda falta a ligação do ISMAI à Trofa, a desculpa tem sido a crise financeira. A Assembleia da República recomendou ao Governo, por mais de uma vez, para retomar o projeto de ligação do Metro do Porto até à Trofa, de acordo com resoluções publicadas em Diário da República. Também foi debatida, na Assembleia da República, uma petição assinada por mais de 8 mil pessoas a exigir o Metro até à Trofa. Tudo, sem qualquer efeito prático. O que tem existido é falta de vontade política.

A empresa Metro do Porto tem disponibilizado um serviço alternativo, em autocarros, entre o centro da Trofa e o ISMAI, cujos custos, até à data, já ultrapassaram os 2 milhões de euros. Por ser desajustado, não cativa as populações, que ficaram sem o seu meio de transporte habitual. Mesmo assim, regista mais de 120 mil validações por ano e viajam nesses autocarros mais de meio milhar de pessoas por dia. E a maioria não utiliza este serviço alternativo, pois tem de utilizar o seu próprio meio de transporte, para se deslocar para o trabalho.

Uma boa solução é a construção do Metro à Trofa em duas fases, sendo que a 1ª fase deverá ser a ligação do ISMAI à Serra-Muro, que servirá a maioria da população que ficou sem transporte. Aliás, esta proposta constou do programa sufragada nas últimas eleições autárquicas e que mereceu o voto maioritário dos trofenses. A 1ª fase terá um custo insignificante, pois o canal já existe e não necessita de grandes obras. A futura estação do Metro Serra-Muro, que já está projetada, tem uma excelente localização, para servir as populações da Trofa, que necessitem de viajar de Metro para o Porto, assim como uma parte significativa das populações do Muro, Guidões e Alvarelhos, para além da população laboriosa das Zonas Industriais de Lantemil-Bougado, Soeiro-Coronado, Monte Grande-Guilhabreu e Carriça-Muro, que são em número significativo. Sem esquecer o CICCOPN e o Parque de Avioso da Maia. O número de utentes aumentará exponencialmente, com o prolongamento da linha do Metro de Superfície. É um potencial enorme, que não tem tido cabimento nos pseudo-estudos de viabilidade do investimento.

A solução da 1ª fase, com a ligação do ISMAI até à Serra-Muro é uma opção inteligente. A futura estação Serra-Muro, para além da excelente localização, tem bons acessos e bons espaços para o estacionamento de viaturas. O poder central, não pode, nem deve escudar-se em estudos enganadores de reavaliação do projeto ou de verificação de condições para potenciar os rácios de custo-benefício do investimento, pois o que está em causa é a reposição de um meio de transporte, que foi surripiado às populações, há mais de uma década. Esta é a triste realidade. Metro para a Serra-Muro, já!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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www.moreiradasilva.pt

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