Vasconcelos garante que se vai submeter “às próximas eleições com a mesma vontade”

Bernardino Vasconcelos, presidente da Câmara Municipal da Trofa, insurgiu-se ao final da tarde desta terça-feira contra um panfleto que alegadamente circula e que o acusa a ele, à sua família e a “colegas das lides autárquicas” de alegado envolvimento em diferentes actos ilícitos.

 Um panfleto anónimo que alegadamente circula pelo concelho deixou Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia trofense “revoltado, triste e ofendido”.

Este “ataque” ao autarca é qualificado como “cobarde e anónimo”, “grave e violador da honra e da dignidade a que qualquer um tem direito”, afirmou Vasconcelos em conferência de imprensa, esta terça-feira.

O autarca diz que “nunca”, em dez anos à frente dos destinos do concelho da Trofa, se sentiu “tão revoltado, triste e ofendido”, anunciou depois de tomar conhecimento da alegada circulação de panfletos que alegadamente o acusam de envolvimento em diferentes actos ilícitos.

“As insinuações e afirmações são tão baixas, feias e negativas que se não fosse a noção do dever e as responsabilidades que assumi quando a maioria dos trofenses me confiou os destinos do Município, teria grandes dificuldades em aguentar estes momentos de desilusão e de desgosto”, afirmou o presidente da autarquia trofense.

Bernardino Vasconcelos garantiu que tem recebido “palavras, por um lado de incentivo e de solidariedade e por outro de repúdio por quem recorre a tais métodos”.

“Palavras do povo anónimo e amigo que me encontra na rua, de dirigentes de instituições, de responsáveis da CDU e do CDS. São estas palavras que me fazem acreditar que, apesar de todos os sofrimentos, vale a pena continuar a trabalhar por uma Trofa melhor e maior”, acrescentou.

De consciência tranquila, o autarca trofense afirmou: “vou colocar ao dispor das autoridades toda a minha vida, sem medo, e, na firme convicção de será feita justiça, sendo os caluniadores descobertos, julgados e condenados”.

Bernardino Vasconcelos apelidou de “ratos de esgoto os autores do panfleto, e adiantou “temos alguns elementos que nos indicam caminhos, a verdade será encontrada através de investigação”, explicou.

“Considero que este acto se enquadra num acto político”, confirmou Vasconcelos, afirmando que “estando perto de um acto eleitoral, houve quem quisesse acertar baterias de uma forma nojenta contra aquele e aqueles que o povo elegeu”.

Admitindo que irá concorrer novamente ao cargo de presidente da Câmara no próximo acto eleitoral “com a mesma vontade”, o autarca declarou: “os meus actos e decisões são públicos. Sempre me responsabilizei por eles. Porque será que alguns, em vez do debate democrático, recorrem a estes meios cobardes e caluniosos? Não têm propostas e projectos válidos e julgam que podem ter êxito eleitoral recorrendo ao ataque pessoal cobarde e criminoso. Os Trofenses não se deixarão enganar, nem aceitarão tal forma de actuar”.

“Honro-me do meu passado como homem e como médico. Honro-me de também estar na origem deste grande Concelho. Honro-me de tudo o que fiz na qualidade de primeiro Presidente de Câmara deste Concelho. Prosseguirei o meu trabalho ao serviço dos trofenses, servindo o nosso concelho, servindo a Trofa”, concluiu.