A conclusão da capela mortuária, o melhoramento das acessibilidades e a construção da sede da Junta de Freguesia são os projectos já definidos por Bernardino Maia, que tomou posse como presidente do executivo de Guidões.

Ao contrário do que habitualmente acontece nas assembleias de freguesia, a sede da Junta de Guidões foi pequena para todos aqueles que quinta-feira quiseram assistir à instalação do executivo e dos elementos que constituem a nova Assembleia de Freguesia. Para Bernardino Maia, que volta a liderar os destinos dos guidoenses, “o ritmo das assembleias continuará o mesmo que tem sido até agora”. Depois de tomar posse, o autarca quer começar a desenvolver os projectos na freguesia, sendo que “o projecto prioritário nunca deixará de ser, neste momento, a conclusão da capela mortuária. Não podemos esquecer as acessibilidades que temos para fazer, como algumas ruas no lugar do Cerro, continuar a limpeza e a imagem da freguesia que é a mais bonita e mais limpa do concelho”, lembrou. A construção da nova sede da Junta de Freguesia é para Bernardino Maia outro “projecto ambicioso”. Esclarecendo que não quer fazer desta obra “um compromisso”, o líder do executivo guidoense garante que irá “fazer tudo para que esse edifício arranque”.

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Renato Costa, que substitui Aires Ferreira na presidência da Assembleia de Freguesia, estava satisfeito com a eleição e adiantou que o seu objectivo principal para os próximos quatro anos é procurar “zelar pelo bom desempenho da Assembleia de Freguesia, para que esta seja participada pelo maior número de guidoenses”. “A minha postura será de apaziguador e de procurar amenizar as discussões mais acesas que possam surgir, tendo em conta o bem maior que é o bem dos guidoenses”. Renato Costa espera um “mandato frutuoso” e considera que com uma Junta de Freguesia e uma Câmara Municipal do Partido Socialista “os próximos quatro anos serão risonhos e de grande desenvolvimento para a freguesia”.

Do lado da oposição, Atanagildo Lobo, membro eleito pela CDU, criticou a forma como decorreu a votação na assembleia, afirmando que a mesma foi realizada “sem dignidade”, motivo pelo qual decidiu abster-se no voto.”Entendemos que votar desta forma não dignifica a assembleia, nem tão pouco os membros da assembleia, no mínimo o que se exigia era que houvesse a apresentação de um nome e que se votasse sim ou não, que houvesse um sítio recatado para cada pessoa que pudesse votar e não assim no meio de toda a gente em que não há nenhum secretismo nem sigilo”, acusou. Garantindo que a CDU irá manter a postura marcada pela crítica construtiva, Atanagildo Lobo lembrou a necessidade de algumas infra-estruturas para a freguesia, entre elas a sede da Junta, na medida em que a actual é “pequena demais e exígua”. Na opinião do membro da CDU, pertinente seriam ainda outras polivalências adjacentes à nova sede da edilidade guidoense, como “uma biblioteca ou um salão para dar asas a iniciativas de carácter recreativo e cultural”.

Já Henrique Araújo garante que a voz do PSD irá fazer-se ouvir na assembleia, esperando que “tudo corra dentro da normalidade”. “Sempre que acharmos que devemos intervir para fazer propostas iremos fazê-lo, sempre com seriedade e isenção para o bem de Guidões, estaremos atentos para vermos se de facto vão ser cumpridas as promessas do PS”, assegurou.

Na constituição da nova Assembleia de Freguesia de Guidões são cinco os elementos eleitos pelo Partido Socialista e três pela bancada do PSD, enquanto a CDU mantém um eleito.