Uma cerimónia de bênção de duas imagens de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, feita pelo pároco de S. Martinho de Bougado, Luciano Lagoa serviu de mote para a visita do presidente da Câmara Municipal da Trofa e dos vereadores às obras do túnel da variante ferroviária.

 Depois da "vitória política" referente à publicação em Diário da República do concurso público para a construção do túnel, da variante Ferroviária da Linha do Minho, anunciada em 2006 pelo Governo, Bernardino Vasconcelos teve oportunidade de ver já "obra em curso", na passada quinta-feira, em Paradela, S. Martinho de Bougado.

Com conclusão prevista para 2010, esta obra foi avaliada em 20.601.714,00 euros e é considerada como um dos factores fundamentais para o desenvolvimento da Trofa.

A visita foi complementada com uma cerimónia de bênção de duas imagens de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, feita pelo pároco de S. Martinho de Bougado, Luciano Lagoa.

Depois da bênção Bernardino Vasconcelos interveio para desejar "boa sorte a todos os trabalhadores que iniciaram esta grande obra para o concelho". O edil referiu que a obra "tem os seus perigos", mas preferiu palavras de apoio aos colaboradores para que "nada aconteça a não ser o prazer da obra feita".

Segundo o presidente da autarquia, a empreitada tem um alcance que "as pessoas não imaginam, porque daqui a cem anos não terá os mesmos problemas que tem a actual linha de caminho-de-ferro". Esta obra "do futuro" vai fazer com que a Linha do Minho saia do centro da Trofa e permita que se construa, juntamente com o Parque Dr. Lima Carneiro e Nossa Senhora das Dores, a "sala de visitas" do concelho.

O túnel já está em execução, falta agora começarem as obras para a linha de caminhos-de-ferro à superfície. Vasconcelos anunciou que foi lançado o concurso para esta parcela da empreitada, na passada quarta-feira, e as obras serão precedentes de restabelecimentos rodoviários para "criar o menor constrangimento possível".

"É o nosso ponto de referência. A Trofa com esta obra, com o metro e com as variantes rodoviárias, vai sofrer um desenvolvimento extraordinário num período de dez anos", sublinhou.

Sobre a vinda do Metro, o presidente confirmou a reunião com o presidente da comissão da Metro do Porto, que "mostrou vontade de começar esta obra o mais depressa possível". No entanto, "há procedimentos a decorrer, nomeadamente a finalização do projecto que já está entregue, passando depois pelo concurso e a conclusão da obra", que está também prevista para 2010. "Em Abril as obras poderão já estar no terreno", afirmou.

Sobre o número de vias que terá o Metro, Vasconcelos garantiu que "qualquer que seja o projecto, há sempre o espaço para o canal de via dupla", concluiu.

Cátia Veloso