Gonçalo de Amarante O.P (da Ordem dos Pregadores-Dominicano) foi um eclesiástico português que nasceu em 1187, no lugar de Arriconha, freguesia de Tagilde, atual concelho de Vizela.

De origem de família nobre (família dos Pereira), terá efetuado os seus estudos com um sacerdote, conforme os costumes da época. O arcebispo que governava nessa altura a arquidiocese de Braga admitiu-o como familiar, protegendo-o. Entretanto, estudou as disciplinas eclesiásticas na escola-catedral da Sé arquiepiscopal, vindo a ser ordenado sacerdote tendo-lhe sido confiada a paróquia de São Paio de Vizela.

Desejoso de visitar os lugares santos da Palestina, obteve licença diocesana e encetou a viagem, tendo deixado a paróquia ao seu sobrinho, que, quando Gonçalo voltou, não o quis reconhecer como verdadeiro pároco e escorraçou-o após ter inventado mentiras (com documentos falsos) do falecimento do tio… Gonçalo vai pregar o Evangelho na zona do rio Tâmega, erguendo uma pequena ermida, que mais tarde deu origem à Igreja e Convento de São Gonçalo em Amarante.

Faleceu em 10 de janeiro de 1262, em Amarante. Foram abertos três processos de beatificação e canonização, o último dos quais pelo bispo do Porto D. Rodrigo Pinheiro, em 1561, tendo sido beatificado no dia 16 de setembro.

O povo fê-lo advogado dos ossos fraturados, dos males da vida conjugal e dos casamentos das “velhas”. Conta-se que S. Gonçalo terá casado religiosamente alguns casais de uma aldeia chamada Ovelha que viviam “maritalmente”. Daí designarem-no como “o casamenteiro dos da Ovelha” e depois para a versão de “casamenteiro das velhas”.