Na noite de 24 de Novembro o mítico Teatro Sá da Bandeira no Porto despiu-se das cadeiras que habitualmente preenchem a plateia e encheu-se de espectadores para o segundo concerto dos Beach House no nosso país. Depois de na noite anterior terem alegrado os fãs de Lisboa no Armazém F, chegou a vez do Porto na fria noite de 3.ª feira.

A passagem por Portugal aconteceu no fecho da mais recente tournée da banda e numa altura em que Victoria Legrand e Alex Scally regressam aos álbuns de estúdio, e logo em dose dupla, com Depression Cherry e Thank Your Lucky Stars.

O espectáculo, que contou com a atuação de Dustin Wong na primeira parte começou com algum atraso, ao qual não terá sido alheio o reforço da segurança à entrada da sala, ainda no rescaldo dos atentados de Paris no Le Bataclan.

O duo de Baltimore, que atua numa quase penumbra, cria nos seus concertos um ambiente um tanto ou quanto soturno, intimista e melancólico. Com um alinhamento que percorreu os diversos registos de estúdio da banda, Teen Dream, Bloom e os dois novos trabalhos, escutaram-se temas como Levitation, Walk in the Park, One Thing, Sparks, Space SongWishes, entre outros. No muito pedido e superiormente celebrado encore escutaram.se os temas The Traveller e Irene.

No final muitas palmas e almas aquecidas pela melancolia pseudo electrónica dos Beach House, que em concerto debitam canções que vão crescendo lentamente até que rebentam na “cara” de quem assiste. Para isso contribuem a bateria, os teclados e as guitarras em ritmo desenfreado acompanhados da voz rouca de Legrand, que escondida por trás dos longos cabelos é a perfeita mestre-de-cerimónias dos espetáculos pseudo-sombrios dos Beach House.

Texto: Joana Vaz Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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