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Ano 2008

Balanço negativo na primeira volta do S. Romão

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  A faltar apenas o jogo com o Águas Santas para o final da primeira volta, a formação do S. Romão revela resultados poucos satisfatórios. Eduardo Fernandes, técnico da equipa há quatro jornadas, mostrou-se satisfeito com o trabalho conseguido e aponta o abandono do último lugar como um objectivo que será alcançado.

Um empate no reduto do Ramaldense e duas vitórias em casa, frente ao Inter de Milheirós e Sporting Cruz são os resultados responsáveis pelos sete pontos que a equipa romanense conseguiu conquistar em 2008/2009.

Ocupando a última posição da tabela classificativa, devido às dez derrotas acumuladas em treze jogos, a equipa de vermelho e branco apresenta a pior defesa da 2ª Divisão Distrital, Série 1, com um total de trinta e oito golos sofridos.

A primeira volta, prestes a terminar, foi pouco feliz para a formação de S. Romão, que entrou com o “pé esquerdo” neste campeonato. Entre sucessivas derrotas, a equipa sénior viu-se confrontada com a mudança da equipa técnica: a época começou sob comando de José Carvalho, mas em meados de Novembro, Eduardo Fernandes tomou as lides da equipa, juntamente com o preparador físico Ricardo, e os seus métodos têm provocado melhorias na performance dos jogadores.

A equipa fez um balanço pouco positivo da primeira volta, pelas sucessivas derrotas com que se confrontaram, mas mostram-se optimistas e moralizados para o segundo ciclo de jogos, trabalhando em busca de vitórias e na saída da cauda da tabela.

 

A posição do S.Romão não é o fundo da tabela”

“Começamos mal. Derrota após derrota a equipa foi desmoralizando. Felizmente conseguimos começar a pontuar, com duas vitórias e um empate frente a adversários directos. Com a chegada do novo treinador as coisas têm melhorado bastante, notando-se outro espírito dentro de campo”, relatou o capitão da equipa romanense, Carlos.

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A justificação apontada para a maior motivação do plantel relaciona-se com “os pontos que conseguimos conquistar nestes últimos jogos e essencialmente com o trabalho desenvolvido pelo novo treinador. Temos treinos mais consistentes e estamos a recuperar a condição física, que era uma das principias lacunas deste conjunto”.

“O nosso objectivo é dar o nosso melhor para colocar o S. Romão na posição que habitualmente conquista, um quinto ou sexto lugar, porque a posição do S. Romão não é no fundo da tabela”, sublinhou.

 

Uma meta realista é uma classificação a meio da tabela”

“Ainda não tivemos tempo suficiente para consolidar os nossos métodos de trabalho e no futebol não há milagres”, confessou ao NT a dupla que actualmente comanda a equipa sénior do S. Romão.

“A segunda volta será complicada, porque temos um número reduzido de jogadores e isso notou-se bem no jogo passado, porque sem alternativas no banco não conseguimos pôr em prática as nossas estratégias. Ainda assim, acredito numa segunda volta bastante diferente da primeira, porque tirando o jogo mais complicado com o Vilar Pinheiro que é uma equipa do topo da tabela, os restantes jogos sob nosso comando foram bastante equilibrados. Vamos enfrentar adversários fortes como Pedroso e Salgueiros, mas para esses jogos iremos redobrar o nosso trabalho e a nossa disponibilidade”, adiantou Eduardo Fernandes.

O entrosamento entre a equipa técnica e os jogadores foi rápido e o treinador revelou que “os jogadores têm evidenciado alguma alegria no treino e interiorizado bem os nossos métodos. Acho que quem acompanha de perto o S. Romão nota que há algumas diferenças, mas nós somos suspeitos a falar de nós mesmos. Se sentisse que era apenas mais um aqui, já tinha saído, mas estou muito satisfeito com eles, têm-se esforçado bastante”.

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Outra das metas a atingir por Eduardo Fernandes é estabilizar o “onze” titular: “Não tem sido fácil, porque ou há elementos castigados ou estão lesionados e isso acaba por mexer com a organização ofensiva e defensiva, por haver a necessidade de mudar jogadores de posição”, referiu.

“Se tivesse tido a possibilidade de acompanhar esta equipa desde o início do campeonato, com a pré-época, o S. Romão não estaria certamente em último lugar. Mas a realidade é outra e uma meta realista é uma classificação a meio da tabela, porque esta equipa tem qualidade para sair do lugar em que está. Subir é quase impossível, mas cá estamos para fazer “estragos” a muitas equipas. Mas nunca se sabe, a beleza do futebol reside na sua imprevisibilidade”, concluiu.

Diana Azevedo

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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