Decorre até ao próximo dia 26 de maio mais uma edição da iniciativa “Na Escola com os Meus Avós!”. Este projeto, desenvolvido pelo Colégio A Torre dos Pequeninos, convida todos os avós de cada uma das turmas da Creche e do Jardim de Infância, a passar uma manhã, na companhia dos seus netos em ambiente escolar.
O colégio estima que participem cerca de 180 avós, o que representará uma adesão superior a 90%.
De acordo com o diretor executivo, Amílcar Sousa, “esta é mais uma iniciativa que já ninguém dispensa e de grande importância para a consolidação do ambiente de escola que pretendemos”.
De acordo com um casal de avós presentes, Francisco e Marília Botelho Moniz, “sentimo-nos reconfortados sempre que vimos a esta festa, pois ficamos com a certeza de que os nossos netos são muito bem acompanhados nesta fase da sua vida ainda curta. Parabéns pelo trabalho efetuado e pelo sorriso permanente que exibem.”
“Temos avós que percorrem centenas de quilómetros e outros que programam antecipadamente a sua agenda, abdicando de compromissos profissionais, para estarem presentes neste dia. O nosso compromisso de envolvimento com as famílias é um pilar estrutural do nosso trabalho. Desde sempre que temos essa preocupação; fomos pioneiros ao introduzir essa componente nas dinâmicas diárias do nosso projeto de escola. Assistimos subitamente a uma narrativa associada a grandes inovações, experimentalismos e a um discurso de qualidade de vários projetos educativos na região. Importa, contudo, esclarecer e refletir para evitar eventuais constrangimentos futuros, como os que vivemos recentemente acerca dos Contratos de Associação. As famílias que, por esta altura, começam a pensar na escolha da primeira escola para os seus filhos devem ter claro que têm 3 opções genéricas: rede pública, rede privada com fins lucrativos e a rede social (Instituições Privadas de Solidariedade Social – IPSS, Misericórdias e equiparadas) que, sendo privada, depende em mais de 80% do financiamento público, nomeadamente através dos Contratos de Cooperação. Existem algumas questões essenciais que devem merecer reflexão: quanto é que cada IPSS recebe por aluno, para além do valor que é suportado pelos pais? Os projetos educativos dessas IPSS são sustentáveis sem o financiamento dos contribuintes? Existem garantias de que o apoio financeiro do Estado se manterá ao longo dos próximos anos, quer se trate de um ciclo de Creche e/ou de Jardim de Infância? Na Torre dos Pequeninos, ao longo dos últimos 18 anos, apenas dependemos da nossa capacidade de atrair as famílias através da prestação de um serviço diferenciador e de grande qualidade, financiado exclusivamente pelos pais. Desde sempre que defendemos a alteração do modelo de financiamento do sistema de ensino: o apoio deve ser concedido às famílias, para que possam optar livremente pela escola que pretendem, e não às instituições. Deste modo teríamos um sistema menos dispendioso, mais justo e mais eficiente,” assegura o diretor da Torre dos Pequeninos.