As chaves das últimas habitações sociais foram na passada quinta-feira entregues, pelas mãos do presidente da Câmara Municipal, a quatro famílias carenciadas do concelho. Os empreendimentos de habitação social construídos pela autarquia em S. Martinho de Bougado e S. Romão do Coronado, para albergar famílias carenciadas, estão com lotação esgotada, sobrando apenas uma fracção destinada a resolver “situações de emergência”.

Maria das Dores e Amândio Azevedo constituem uma das famílias recebidas nos Paços do Concelho pelo presidente da autarquia, Bernardino Vasconcelos, que entregou pessoalmente as chaves da nova habitação, bem como um exemplar do contrato de arrendamento e um Manual do Morador, com as principais normas para viver em comunidade. O casal contemplado tem agora a possibilidade de começar uma vida nova, num novo lar, no qual falta apenas ligar a água, o gás e a electricidade. Maria das Dores e Amândio, juntamente com o filho mais novo de 13 anos, vão ficar alojados num apartamento do Complexo de Habitação Social de S. Romão do Coronado. Para trás deixam uma vida difícil numa casa sem condições de habitabilidade em S. Mamede do Coronado. “A casa era muito fria e húmida e não tinha condições nenhumas para se viver”, contou Maria das Dores ao NT/TrofaTv. Com uma renda agora adaptada às possibilidades da família, o casal espera um futuro confortável “com muita felicidade e saúde”. Maria das Dores está actualmente a tirar um curso e Amândio, que se encontra de baixa médica devido a problemas de saúde, espera em breve poder voltar a trabalhar.

Recorde-se que a construção dos complexos habitacionais a custos controlados com 124 apartamentos, que receberam os primeiros inquilinos em Outubro de 2007, destinou-se a famílias carenciadas do concelho que se encontravam em condições de precaridade. Os complexos são constituídos por apartamentos com tipologias T1 a T5, bem como apartamentos adaptados a cidadãos portadores de deficiência, sendo o valor da renda calculado de acordo com o rendimento das famílias.

“Pelo menos três destas famílias a quem hoje entregámos casa viviam em condições degradantes, em anexos ou barracos já em estado de muita degradação”, afirmou ao NT/TrofaTv Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia, acrescentando que “são famílias também com dificuldades económicas”, sendo a renda destas quatro casas no valor máximo de cerca de 15 euros. “Uma das famílias é uma mulher vítima de violência doméstica, que acolhemos no âmbito do protocolo com o Porto de Abrigo, que prevê o acolhimento de vítimas de violências doméstica”, adiantou o edil.

Com a entrega das últimas quatro habitações, três no pólo habitacional de S. Martinho de Bougado e uma no complexo de S. Romão do Coronado, ficam preenchidos quase na totalidade os 124 fogos habitacionais entregues pela autarquia. “Fica a sobrar apenas uma única fracção neste empreendimento da habitação social, que já estava sinalizada mas teve uma desistência e que, em princípio, vai ficar reservada para situações de emergência”, avançou Bernardino Vasconcelos.

De acordo com o edil, concluída a primeira etapa, a autarquia põe a possibilidade de no futuro concretizar a integração de mais famílias carenciadas, “dando-lhes um espaço a que eles têm direito, com o mínimo de qualidade para viver. Essa pode ser de duas maneiras, ou seja, reproduzindo este tipo de investimento ou então desenvolver um outro conceito, que é tentar acolhê-los em zonas mais individualizadas e até apoiando-os naquilo que é a reformulação da própria residência, no fundo mantê-los fixos nos locais onde nasceram e onde vivem actualmente”, afirmou.

As famílias alojadas vão agora poder contar com o acompanhamento da autarquia para a sua integração, tendo ao seu dispor um Gabinete de Acompanhamento a funcionar em cada um dos pólos habitacionais.

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