A terceira reunião de Câmara descentralizada ficou marcada pela atribuição de dois subsídios, um para a conclusão da Casa Mortuária de Guidões e outro para possibilitar a entrada em funcionamento dos elevadores da urbanização da Barca, em S. Martinho de Bougado.

Os guidoenses não podiam ter ficado mais satisfeitos com a Reunião de Câmara que decorreu na sede da sua Junta de Freguesia, na sexta-feira, 1 de julho. Depois de Covelas e S. Mamede do Coronado, foi a vez de Guidões receber o executivo, que aprovou por unanimidade a atribuição de um subsídio de 70 mil euros para a conclusão da Casa Mortuária.

“Neste momento, Guidões tem um problema para resolver que se chama Casa Mortuária. Este é um projeto que, sem dúvida alguma, já não é para este tempo, dado o contexto em que vivemos de poupança e de poucos recursos financeiros. No entanto, é um projeto lindíssimo, que tem que se terminar, caso contrário deita-se por terra todo o dinheiro que já se investiu”, explicou a presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima. A edil reconheceu que existem “outras prioridades mais pequenas”, mas que a primazia é “terminar esta obra”, para que “o trabalho feito não se degrade”.

A atribuição do subsídio foi aprovado por unanimidade, no entanto, a edil ressalvou que este não vai ser atribuído de forma imediata: “O senhor presidente vai, com certeza, desenvolver e adjudicar a obra, embora não seja possível transferir as verbas para já, mas está orçamentado, uma vez que nós não propomos nenhum subsídio sem cabimentação”. “De qualquer forma, queremos agradecer a deliberação da verba para a Casa Mortuária, porque é uma obra que está parada há dois anos e cuja conclusão é de grande necessidade”, afirmou o presidente da Junta de Freguesia, Bernardino Maia.

Outra das “necessidades” da freguesia é a construção da sede da Junta de Freguesia. Todavia, a edil trofense sublinhou que este é um projeto que deve ser “revisto”, adequando-se ao momento que o país atravessa.

Esta foi a terceira sessão fora da sede do município e a ideia foi muito bem acolhida em Guidões. Bernardino Maia sublinhou que, com esta iniciativa, o executivo camarário “demonstra um desejo de proximidade com a população de todo o concelho.

Nesta sessão foi ainda atribuído um subsídio de cinco mil e 800 euros para que seja possível a entrada em funcionamento dos elevadores dos prédios da Urbanização da Barca. A autarquia já tinha atribuído cerca de 400 mil euros para esta empreitada.

A requalificação dos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro esteve também em cima da mesa, com executivo e vereadores a chegar a acordo sobre a assinatura de uma Carta de Conforto para entregar à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

“A comissão não assina o contrato sem, pelo menos, evidências fortes que não vai haver retrocesso por parte da empresa Metro do Porto. Refutei, atestando que não poderíamos apontar uma arma à cabeça de ninguém para que assinassem o documento, pelo que nos foi sugerido a elaboração de uma Carta de Conforto, onde a autarquia assume que, depois de esgotarmos todos os meios possíveis e imaginários de exigir que a Metro nos faça a intervenção, que tem obrigação de fazer, não vai ficar um buraco entre os Parques”, explicou Joana Lima.

Esta carta é “a forma de avançar com o processo”, pelo que, depois de reunirem, os vereadores sociais-democratas decidiram aprovar o documento, ressalvando que “a Metro do Porto deve ter conhecimento do conteúdo” da missiva, como explicou António Pontes.

Numa iniciativa inédita, a Câmara Municipal decidiu descentralizar as reuniões ordinárias, realizando-as em todas as freguesias do concelho.

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