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Ano 2011

Encerramento de escola em Alvarelhos dependente “de estudo”

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 O encerramento da Giesta 2, os Paços do Concelho e a participação da Metro do Porto no projeto da regeneração urbana foram alguns dos temas discutidos na Assembleia Municipal.

Foi com um esclarecimento de Joana Lima, presidente da Câmara, sobre as buscas que a Polícia Judiciária encetou na Câmara Municipal que começou a Assembleia Municipal, de 30 de junho. A autarca leu o documento que enviou a todos os órgãos de comunicação social, no qual diz aguardar “serena e tranquilamente” pelo desenrolar da investigação, que nasceu através de escutas telefónicas com o vereador de Matosinhos, Narciso Miranda. Joana Lima escusou-se a prestar mais esclarecimentos no decorrer da investigação da PJ.

Mas um dos pontos “quentes” desta sessão foi o possível encerramento do jardim de infância de Giesta, em Alvarelhos, e a transferência dos alunos da EB 1 de Giesta 2 para a Giesta 1. Depois de questionada por Sónia Maia, do PSD, Joana Lima foi com o presidente da Associação de Pais da de Giesta 2 que, no período de intervenção do público, mostrou o seu descontentamento pela medida. Vítor Silva defende que “se for por motivos de saúde”, devido à existência de uma vacaria perto do estabelecimento, então “quem tem que fechar é a vacaria”, porque “é posterior à escola, que é centenária”. O encarregado de educação fala de “injustiça” e considera que “pelo interesse público, as crianças estão em primeiro lugar”.

“Neste momento, na Giesta 1 não entra um carro de bombeiros e já que falamos em contenção de despesas, o que é que é melhor, alugar um contentor e pagar milhares de euros por mês ou a meia dúzia de euros para reformar o jardim de infância (JI) e ter as duas escolas abertas?”, questionou.

Joana Lima explicou que “ainda não ficou decidido nada”, mostrando alguma surpresa pela intervenção do presidente da Associação de Pais, pois “houve já uma reunião, na qual tinha sido delineada uma estratégia”.

A presidente da Câmara explicou que já “no outro ano letivo” esteve em cima da mesa a hipótese de se encerrar o estabelecimento. “A situação complicou-se, tem umas instalações muito más e temos muito poucos alunos para iniciar o ano letivo na Giesta 2”, explicou. Joana Lima afirmou que a solução “não é definitiva” e está dependente “de um estudo”. Depois, o executivo voltará “a reunir com os intervenientes da comunidade escolar”.

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O social-democrata António Barbosa introduziu o tema do Plano Diretor Municipal (PDM), para questionar o ponto de situação do processo. Joana Lima assegurou que o documento “não está suspenso”, apenas se encontra a seguir “os trâmites legais”. “Com a discussão pública houve 600 reclamações e estão a elaborar o relatório final”, explicou. Mas, a autarquia espera também pela possibilidade de “alterar a qualificação do solo em determinado lugar por causa dos Paços do Concelho (PC) e de obras para o futuro”.

Sobre o projeto do edifício da Câmara Municipal da Trofa, ponto introduzido por António Azevedo, presidente da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, e Jorge Curval, do CDS, Joana Lima reconheceu que “a realidade é diferente” do que o executivo esperava, quando escolheu a zona da antiga estação de comboios para a construção dos PC. “O terreno é muito caro e há outras possibilidades que podem ficar mais baratas, que estão a ser estudadas”, referiu.

Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, interveio para saber quando o executivo vai proceder à requalificação da Estrada Nacional 318. A edil da Trofa assegurou que “se está a desenvolver o procedimento” para a colocação de “um tapete para resolver a situação, pelo menos, por mais um ano” para depois “ser possível fazer o projeto definitivo”.

No período de intervenção do público, Luís Pinheiro colocou em causa a participação da Metro do Porto no projeto da requalificação dos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro. Joana Lima reconheceu que, caso a empresa não se comprometa a participar na obra, a autarquia avança para os tribunais. “A Metro do Porto é parceira na regeneração urbana e se não avançar com a parte que lhe compete iremos para as instâncias que forem necessárias para que assuma a sua responsabilidade”, asseverou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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