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Ano 2011

Austeridade para todos? Não parece

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Não creio que o novo governo tenha começado da melhor maneira na escolha das medidas de austeridade.

Todos sabemos que a herança não foi boa e o Primeiro-Ministro terá um longo estado de graça, na medida em que o anterior está a arcar com todas as culpas da nossa crise económica.

O Eng.º José Sócrates, para além de erros cometidos, foi vítima da crise internacional que está a ter repercussões em todo o mundo e, muito particularmente, na Europa.

Há três países que já foram objecto das três Instituições internacionais a que chamam Troika (Grécia, Irlanda e Portugal) e há novos candidatos è mesma intervenção, sendo a Espanha e a Itália as próximas “presas”, falando-se já noutros países europeus.

Os portugueses estão todos preparados psicologicamente para as medidas de austeridade, mas não sei se é acertado avançar com novas medidas antes que as anteriores produzam os seus efeitos.

Não me pareceu justo que se baixassem os salários dos funcionários públicos embora não me chocasse tanto que se criasse um imposto temporário, com um final definido, para que o Estado pudesse aumentar as suas receitas.

A baixa de salários dá alguma folga ao Estado que, assim, demora mais tempo a fazer a sua própria poupança. Mas admito que não disponho de informação nem formação económica suficiente e, porventura, essa medida tenha sido inevitável. Admito mas não me convenço.

Também não me convenço da medida adicional que incide sobre o subsídio de Natal.

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Diz-se tratar-se de medida preventiva para acalmar os mercados que, ao contrário de muitas opiniões, são importantes porque é ao mercado que o Estado vai financiar-se quando sente necessidade. E quanto mais calmo estiver o mercado, ou os mercados, mais baixos poderão ser o juros, e menos teremos, todos, que pagar.

As medidas preventivas costumam ser positivas porque são tomadas atempadamente e, por isso, são mais ponderadas e menos injustas. Ora, não me parece ser isso que está a acontecer com o imposto extraordinário.

Não parece haver dúvidas que se privilegiou a cobrança deste imposto sobre as pessoas que vivem de salário, a julgar pelo volume de cobrança previsto. Os trabalhadores por conta de outrem, os reformados e todos os que recebem um rendimento periódico, são os principais pagadores, embora haja outros rendimentos também sujeitos.

Que razões há para que certos rendimentos fiquem de fora, como os rendimentos bolsistas?

Embora eu não embarque na diabolização dos investidores na Bolsa de Valores, porque há lá muita gente humilde e com pequenas poupanças aí aplicadas, não creio que esse rendimento devesse ficar de fora do imposto extraordinário, pelo contrário.

Se todos os rendimentos fossem taxados na mesma proporção, talvez a incidência do imposto sobre os rendimentos sujeitos a retenção na fonte não fosse tão violenta.

Esta opção é muito definidora das opções ideológicas do governo que é identificado como excessivamente liberal.

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Não sei se o governo tinha como evitar tal imposto e defendo que todos devemos procurar, cada um com o contributo possível, para que Portugal saia da crise. Mas entendo que o governo, neste imposto, actuou sem preocupações de justiça.

Afonso Paixão

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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