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Edição 446

Augusto Veloso regressa ao comando técnico do Bougadense

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João Cruz abandonou o comando da equipa sénior do Atlético Clube do Bougadense, depois de ter colocado o seu lugar à disposição na 3ª jornada, no dia 13 de outubro. Augusto Veloso foi a escolha da direção do clube.

Sete épocas após ter abandonado a equipa técnica do Atlético Clube do Bougadense, Augusto Veloso regressa como treinador do clube, depois de João Cruz ter colocado o seu lugar à disposição.

Em declarações ao NT, Augusto Veloso afirmou que o convite surgiu na segunda-feira, dia 4 de novembro, quando o presidente, Adalberto Maia, o contactou, para sua “surpresa”. A direção apenas lhe pediu “a manutenção”, mas o técnico “quer ganhar os jogos todos”. Coelho, que já foi guarda-redes no Bougadense, vai acompanha-lo na equipa técnica.

Augusto Veloso vai contar com “18 jogadores e dois guarda-redes” e, nos próximos jogos, vai “ver as lacunas para tentar arranjar mais um ou dois jogadores”. O técnico está a avaliar “as qualidades” de um jogador francês que está a “trabalhar à experiência”.

Recorde-se que Augusto Veloso abandonou o clube na época 2006/2007, por não ter aceitado a “proposta de dispensa de alguns jogadores e um corte no seu próprio salário”.

A nova equipa técnica já coordenou os treinos de terça-feira, 5 de novembro, depois de uma reunião com João Cruz, que se despediu dos jogadores.

O ex-treinador informou que já na “3ª jornada tinha pedido para sair e que as coisas tinham que ser resolvidas até ao jogo com o Vila Chã”. A decisão de colocar o seu lugar à disposição está relacionada com “acumular das situações e resultados pouco favoráveis”. “Comuniquei aos jogadores e regressei por eles na altura. Não foi o que estava à espera e não foi com falta de vontade de treinar, sai porque não consegui trabalhar assim. Não são os resultados que me assustam”, explicando.

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O ex-técnico do Bougadense não quis contar “o que se passou”, deixando no ar que alguma coisa tem que “mudar” e que “toda a gente sabe o que é”. “Passaram por aqui muitos treinadores com boas equipas. Não sei se a culpa é dos treinadores. Repare que veio cá uma equipa que tinha sete ou seis jogadores da Trofa. Não querem jogar no clube mais representativa do concelho por alguma razão é”, atirou, frisando que a sua “saída foi pacífica”.

João Cruz referiu que o Bougadense tem “uma grande equipa para fazer um campeonato muito bom” e “estar nos cinco primeiros”. Contudo, frisou que para conquistar os cinco primeiros é preciso “muita coisa”, pois “uma equipa não joga sozinha” e tem que existir “organização, uma estrutura bem montada e várias coisas”. “Não saio magoado com o grupo, muito pelo contrário se pudesse levava o grupo todo comigo, pois não estou descontente com nenhum jogador. Os jogadores são de abraço e levo grandes amigos”, declarou.

Quanto à nova equipa técnica, João Cruz contou que Coelho tinha sido convidado por ele, mas que na altura “não aceitou porque as condições não eram favoráveis e agora veio”.

A direção “sabe” que o ex-treinador recebeu um convite por parte de um clube, mas que “não aceitou”, não descartando a possibilidade de “amanhã estar a treinar alguém”. “As experiências más fazem parte da vida, ao menos fazem-nos crescer”, conclui.  

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Feira de Tradições com concentração de veículos antigos

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Feira-de-Tradições1

Feira-de-Tradições1 

“ Participar numa tarde cheia de surpresas, com artigos artesanais, animação e convívio” é o desafio lançado pela Associação Cultural e Paroquial de S. Martinho de Bougado, que está a preparar mais uma edição da Feira de Tradições.

A iniciativa, que decorre no dia 17 de novembro na zona envolvente à Capela de Nossa Senhora das Dores, conta, este ano, com uma concentração de bicicletas, motas e carros antigos, pelas 9.30 horas, no parque da Igreja Nova. Meia hora depois será dado o tiro de partida, com os veículos a percorrerem a Estrada Nacional 104, passando pelos lugares da Maganha, Monte de S. Gens, Carriça, S. Romão do Coronado e Covelas até ao local da partida.

Já pelas 12 horas há a abertura da Feira de Tradições, que decorre até às 18 horas. O almoço para os participantes é pelas 13 horas no salão paroquial de S. Martinho.

Para participar com um stand na feira, pode inscrever-se no Cartório Paroquial e pagar um “valor simbólico de 12 euros”.

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E o teu concelho, vai ser “agregado” ?

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Gualter-Costa

Movido pela curiosidade e pelos rumores que há meses circulam na praça pública sobre a intenção deste governo para uma “agregação” forçada de municípios (na novilíngua do governo o termo extinção é estratégica e eufemisticamente substituído pelo termo agregação), e dada a debilitante situação financeira do nosso município, o seu reduzido número de eleitores, efetuei uma análise ao ponto 3.4 “Agregar municípios, mais descentralização de competências” do guião da reforma do Estado recentemente apresentado. Este foi um dos pontos que obrigou aos sucessivos adiamentos da divulgação pública deste guião, para que tal só ocorresse após as eleições autárquicas e estivesse pela via do adiamento, privado do julgamento e do sufrágio universal do povo Português.

Confesso que contava encontrar neste manifesto alguma informação concreta que fundamentasse de uma forma irrefutável a badalada inevitabilidade da agregação de municípios. Deparo-me neste capítulo de capital importância para Autonomia Local, em que se pretende delinear o futuro do municipalismo, apenas com duas redutoras páginas (sim duas únicas páginas). Duas páginas cheias de nada. Duas páginas desprovidas de conteúdo ou ideias úteis, sem qualquer vislumbre de fundamentação que sustente a inevitabilidade da agregação de municípios. Um conjunto de ideias vagas notoriamente escritas de uma forma apressada, marteladas pelo preconceito ideológico, e que cuja utilidade para uma reforma autárquica séria é nula.

Encontramos aí orientações abstratas e indefinidas (e por isso perigosas) como: “o Governo não deve deixar isolada a reforma das freguesias, e deve abrir um diálogo com a Associação Nacional de Municípios … para um processo de reforma dos municípios aberto e contínuo, que facilite e promova a sua agregação”; “Preparar novo processo de transferência de competências da Administração Central para os municípios e para as entidades intermunicipais” (estas últimas não eleitas diretamente pelo povo); “Concluir, publicitar e colocar em discussão o estudo sobre a racionalização de serviços e equipamentos do Estado pelo território“ (leia-se redução de serviços públicos essenciais), entre algumas outras de igual abstração.

Onde estão descritos com o pormenor que se exige em tal documento, os diversos tipos de critérios e de métricas (territoriais e demográficos, financeiros, económicos, socioculturais e até políticos) que devem nortear um correto e sério processo de agregação de municípios? Onde estão os estudos (quando conveniente, PSD e CDS têm sempre uma obsessão patológica por estudos) que fundamentem a necessidade de extinção de municípios? Qual a nova arquitetura territorial que emergirá das ditas “agregações”? Quais as novas competências e a distribuição espacial dos serviços municipais nos municípios agregados? Haverá reduções nos quadros de pessoal das autarquias? Em que número ou percentagem?

Infelizmente, o vazio e a mediocridade desta sebenta neoliberal, que ambiciona ser o guião para o desmantelamento do Estado Social e da Autonomia Local, não se limitam ao ponto específico da agregação de municípios. O populismo, a cegueira ideológica e desconhecimento do país real estão vertidos do primeiro ao último ponto deste alfarrábio pobre e amador.

Ao vazio absoluto de soluções e de ideias para o país do senhor primeiro-ministro, soma-se agora o elemento neutro que é este guião para a reforma do Estado, da autoria do seu vice primeiro-ministro.

Mais uma vez a soma de um mais um continua a dar zero.

Mais uma vez se comprova a necessidade e a urgência de eleições antecipadas e de uma forte aposta em políticas alternativas à esquerda. De novas políticas que dignifiquem o Estado Social, que respeitem e apostem na Autonomia Local, que coloquem as pessoas e os seus direitos acima da especulação dos mercados e da ditadura do capital.

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Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

 

 

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