O filho, pai exemplar, amigo e político Vitor Azevedo foi-se embora…para sempre. O choque da notícia colheu-me indefeso. Ainda estou incrédulo!

Convivi com o Vítor desde os meus vinte e um anos. Não convivi de forma intensa e consistente, mas os períodos em que convivemos foram intensos e, essencialmente, de natureza política.

Não estivemos sempre de acordo. Aliás, estivemos durante muito tempo em campos opostos a apoiar projetos diferentes. Mas sempre nos respeitámos. Conheci-o nas eleições legislativas de 1991 e fomos mantendo contacto. Tempos depois, assumi a presidência da Comissão Política da JSD do Concelho de Santo Tirso, tendo como um dos compromissos eleitorais a formalização da vontade, motivação, irreverência e energia de um conjunto de jovens de Alvarelhos que teimavam em mudar as coisas na sua freguesia. Eram muitos. Lembro-me do Vítor, do Sérgio Quelhas, do Nilton, do Fernando, do Abílio e tantos outros, que lhes peço desculpa de não nomear.

Pouco tempo depois seguimos caminhos diferentes dentro do partido. Fora dele, lutámos pelos mesmos objetivos. Nessa altura, e após uma derrota dentro da JSD de Santo Tirso, afastei-me para terminar o curso. Aquele grupo de jovens liderados pelo Vítor Azevedo continuou a lutar para melhorar a sua terra. O grupo aumentou, mais velhos e mais novos sentiram que era altura de mudar o rumo da sua Freguesia. Todos juntos, conseguiram mudar Alvarelhos para bem melhor.

Voltei a contactar mais intensamente com o Vítor nos conhecidos combates políticos do PSD após a criação do nosso Concelho. Mais uma vez em campos diferentes, mais uma vez respeitando-nos numa altura de muita turbulência interna. O Vítor podia discordar internamente, mas lutava pela sua Freguesia e pelo seu Concelho. Por isso era fácil estarmos lado-a-lado na defesa de um projeto partidário para o Concelho.

Foi assim nas eleições autárquicas de 2001. Nas eleições de 2005 e 2009, o projeto interno e externo voltou a ser o mesmo. Era muito fácil trabalhar com o Vítor Azevedo. Era tranquilo deixar várias tarefas a seu cargo, pois todas tinham resolução. Sei que nestas alturas a emoção faz sobrevalorizar as pessoas que se vão embora, mas não lhe faço nenhum favor ao dizer que o Vítor Azevedo era um homem de trabalho, dedicação e esforço notáveis.

O Vítor foi um excelente membro da direção de campanha. Mas, também foi Vereador, esteve presente nos orgãos políticos da freguesia e foi adjunto do Presidente de Câmara. A disponibilidade, o respeito, o empenho e a dedicação no exercício das suas funções institucionais foi o registo da sua atuação. 

A sua família e amigos podem orgulhar-se do seu percurso – Alvarelhos e a Trofa ganharam com o seu contributo.

Até um dia, Companheiro!

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