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Edição 554

Assoreamento da foz do rio Trofa agrava inundações em Santiago

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O cenário – após várias horas de precipitação intensa – era caótico, no cruzamento entre as Ruas do Toural e Fundo da Aldeia: água a atingir uma altura considerável, ao ponto de os moradores terem de deixar o automóvel a vários metros de distância e irem a pé, ou de trator, para casa. Alguns viram mesmo a água invadir o interior das habitações. Mas nada que já não tivessem previsto. Daniela Padrão, residente na Rua do Toural, afirmou ao NT que as inundações “são recorrentes” naquele local, mas antes das obras do Parque das Azenhas, “nunca, mesmo em anos de piores cheias”, ficou “retida em casa pela altura da água”, que “impediu a circulação de pessoas e automóveis na rua”. A razão, diz, é “o assoreamento da foz do rio Trofa” que, ao impedir que a água escoe normalmente para o Rio Ave, cria uma bacia de água nas margens do Rio Trofa, inundando a Rua Fundo da Aldeia e cercando a Rua do Toural, que fica isolada com as várias habitações. Outras ruas perto do rio também foram cortadas pelo avanço das águas.
Daniela Padrão afirmou que, no início de 2013, a foz “deixou de ter cerca de dois metros de profundidade” e o primeiro alerta sobre o assoreamento “foi feito à Câmara Municipal da Trofa e Junta de Freguesia de Bougado em janeiro de 2014”, pouco tempo depois de se ter verificado “a primeira situação problemática com as inundações”. Foram “expostas soluções” para “minimizar os inconvenientes”, disse Daniela Padrão, e “aguardou-se que as entidades competentes atuassem”, mas “os meses passaram e não houve nenhuma intervenção, apesar de terem sido feitos mais alertas”.
O cenário previsto acabou por se confirmar: a 4 de janeiro, o nível da água impediu a circulação de pessoas e automóveis e houve quem arriscasse a passar e tenha ficado com a viatura avariada.
Questionado pelo NT, o presidente da Junta de Freguesia de Bougado, Luís Paulo, confirmou ao NT ter sido “alertado por alguns moradores” e afirmou que “a situação foi reportada à Câmara Municipal”. “Pelo que sei, a autarquia já remeteu o assunto para a ARH (Administração da Região Hidrográfica) do Norte, que é quem tem a competência”.
A Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, que estabelece o Regime Jurídico das autarquias locais, refere, no artigo 33.º, alínea ‘uu’, que compete à Câmara Municipal “deliberar sobre a administração dos recursos hídricos que integram o domínio público do município”.
 Já segundo a Lei 58/2005, Lei da Água, o artigo 33.º refere que as “medidas de conservação e reabilitação da rede hidrográfica e zonas ribeirinhas”, refere que “devem ser executadas sob orientação da autoridade nacional da água”, sendo da responsabilidade “dos municípios, nos aglomerados urbanos”.
Por sua vez, a Câmara Municipal da Trofa não respondeu às questões enviadas pelo NT. Já a ARH-Norte foi questionada sobre se foi interpelada pela autarquia para a execução do desassoreamento da foz do rio Trofa, mas não conseguiu responder em tempo útil.
Independentemente de quem seja a competência, a espera desagrada  os moradores daquelas ruas, que só querem ver o problema resolvido e não ter de ver mais a água a inundar as suas habitações ou o acesso a casa intransitável.

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Edição 554

Duas ou três notas sobre 2016

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Ricardo Garcia

Depois do habitual e saudável estado de embriaguez típica do Natal e do ano novo, o ano de 2016 aí está e a reactivação de todos os nossos sentidos e faculdades, juntamente com a ressaca inevitável, leva-nos a ter logo nos primeiros dias do ano de construirmos mentalmente os nossos desejos e projectos e a escrevê-los mentalmente (se forem como eu, o melhor mesmo é escreverem numa agenda daquelas que se vendem em livrarias).
Depois das uvas passas e de todos gritarmos que vamos tentar ser melhores pessoas (eu por mim peço sempre para não piorar) ou dizer que nos vamos inscrever no ginásio (desejo que dura até Fevereiro), a chapada do mundo, acompanhada no nosso caso de chuva e frio, é uma inevitabilidade como as reportagens da neve a cair na Serra da Estrela (tenho para mim que é sempre a mesma reportagem todos os anos). As primeiras semanas de Janeiro serão marcadas com a campanha presidencial e a saída do fatigante Cavaco Silva, sendo eu adepto de uma acção de crowdfunding para ajudar o casal Cavaco e Maria a comprar uma pequena pirâmide no Egipto decorada pela Joana Vasconcelos, pois a reforma de dez mil euros não dá para a renda. Saído este, temos em curso a beatificação de Marcelo, de forma a ser levado em andor para a cadeira de presidente. Depois de vários anos de evangelização dominical, o homem que agora parece um acérrimo defensor do Serviço Nacional de Saúde, da Educação Pública e da Segurança Social, mas que nunca deixou de apoiar as matrizes da sua área política que levaram à degradação destes mesmos pilares da sociedade portuguesa, quer transmitir um (falso) distanciamento da sua matriz ideológica. Por falar em televangelismo, não podemos esquecer as sempre muito esperadas entrevistas (?) a José Sócrates.
Depois do quadro parlamentar saído das últimas eleições legislativas, o parlamento teve um novo fôlego. Se para muitos é uma geringonça, para mim chama-se discussão, avanços, cedências, acordos. Chama-se democracia.
O plano internacional será marcado por dois acontecimentos que marcarão a política internacional dos próximos anos: as eleições nos EUA e a contínua baixa do crude. Para os europeus, as primárias do Partido Republicano parecem uma stand-up comedy de Donald Trump. O problema é que muitos americanos, como se pode ver pelas sondagens, parecem levar a sério esta personagem que inalou laca em excesso.
A baixa do petróleo terá como consequência problemas políticos, sociais e económicos  nos países que têm como principal fonte de receita a exportação desta matéria-prima, com destaque para o Médio Oriente, Brasil e Angola, estes dois com laços fortes com Portugal.
E agora para algo completamente diferente, aconselho os que estão a ler estes caracteres a comprar mais jornais, ir ao cinema, comprar música em formato físico e redescobrir o que é um álbum ou tirar cinco minutos diários para ler um bom livro. Sei que é difícil conciliar tempo e disponibilidade financeira, mas experimentem entrar num alfarrabista ou numa loja de música em 2ª mão. Sem querer entrar na porta da nostalgia, vão ver que alguns hábitos antigos ainda fazem sentido.

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Edição 554

Invertem-se os papéis políticos e os trofenses estão na mesma…

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João Pedro Costa

Incontornáveis os problemas das inundações que, ano após ano, transformam a Trofa na “Veneza do norte”, mas sem os proveitos turísticos que goza a conhecida cidade italiana. O problema diz-se, e foi repetido por todos os autarcas com funções executivas desde 1998, Bernardino Vasconcelos, Joana Lima e Sérgio Humberto, que o sucedido tem a ver com umas tais construções que foram feitas sobre o leito de um rio, nas décadas de 80 e 90, do século passado! Sacode-se assim, de forma literal, a água do capote…
Quanto ao discurso político estamos falados e, certamente, o leitor recordou um dos momentos, pelo menos duas cheias por ano nos últimos 17 anos (onde não nos podemos queixar de autonomia administrativa para delinear soluções para os nossos próprios problemas), que perfazem pelo menos 34 ocasiões em que aos decisores políticos atrás citados foram sendo convidados pelos órgãos de comunicação social, locais e nacionais, para se justificarem relativamente a cada uma das catástrofes. Catástrofes, sim! É disso que falamos, os prejuízos materiais ascendem a milhões de euros, por cada um dos episódios, não sendo muitos deles seguráveis, pois as zonas são consideradas de elevado risco, a que acresce a desvalorização de terrenos que alagam e ficam impróprios para cultivo e as construções efetuadas tornam-se pouco atrativas, quer para as empresas, quer para particulares – é a Trofa moderna que temos, onde se diz o futuro passa por aqui!
Quem chega promete soluções e é destas que me interessa falar, pois não posso esquecer setembro de 2013, véspera do ato legislativo que viria a ditar a vitória de Sérgio Humberto, data em que o Parque das Azenhas sofreu uma tremenda inundação (similar à desta semana) e com ela Joana Lima perdeu as eleições. Passou de um estado de graça na festa da apressada inauguração de um projeto inacabado, para alvo de chacota e ridicularização nas redes sociais, jornais e conversas de café. Normal (ou talvez não), o importante era ganhar eleições e tudo servia de pretexto. Com o novo candidato tudo seria diferente, aclamava-se! Passaram mais de 2 anos desde essa data, em dias passam mais de 800 e o que se conhece de demarches para resolver o problema, nada! O discurso, esse, continua igual. Foi feito algum estudo para resolver este impedimento que faz a Trofa dar 2 passos à frente e 1 atrás, marcando passo no progresso que almejamos e vemos acontecer nos concelhos vizinhos? Alguém conhece um projeto, um único que seja, para resolver (ou pelo menos atenuar) este cancro que a Trofa padece em dois eixos de grande relevância face a duas Estradas Nacionais (Nº14 e Nº104)? Ainda dentro das preocupações do executivo deveria estar a destruição dos seus próprios pertences, já que o edifício da Câmara Municipal fica em pleno coração da cidade submersa, obrigando inclusive a constantes paragens de produtividade dos seus funcionários a que acrescem depois trabalhos extras em claro prejuízo do erário público. O que está pensado para alterar a localização da Câmara? Não perca tempo a pensar, caro leitor, nada!

De regresso a um dos ex-libris da Trofa, o Parque das Azenhas, projeto lançada por Bernardino Vasconcelos, e obra aprovada por Joana Lima, teve sempre acompanhamento do arquiteto António Charro na qualidade de “Chefe de Divisão Planeamento e Urbanismo da Câmara Municipal da Trofa” que até mereceu um voto de confiança do executivo liderado por Sérgio Humberto promovendo-o a “Diretor de Departamento de Administração do Território do Município da Trofa”! Em conjunto, estes responsáveis, respondem pelo investimento de dois milhões e setecentos mil euros de fundos comunitários de uma obra que já deveria estar encerrada de modo a evitar a perda de mais fundos comunitários, como já aconteceu no recém-inaugurado Parque Dr. Lima Carneiro, com a inacabada Concha Acústica (Palco), onde foram subtraídos aos trofenses 200 mil euros e sem culpados, técnicos ou políticos!
Numa obra que ficou em fase de remate, desde 2013, com trabalhos extra de cerca de mais 500 mil euros aprovados em Assembleia Municipal, de 2014, para fazerem face à destruição que penalizou Joana Lima, de que se queixa o atual executivo para terminar a obra? O mais difícil, que para muitos era mesmo impossível foi feito por Joana Lima, o processo de negociação para expropriação de terrenos, será que Sérgio Humberto ainda se vai encorajar e atribuir novamente culpas à ex-autarca, esquecendo os mais de 800 dias de inércia para concluir os trabalhos e oferecer uma obra lindíssima para usufruto dos trofenses?! Ou, ao invés, irá assumir as suas responsabilidades políticas e iniciar o apuramento de responsabilidades técnicas, se elas existirem? Estamos atentos.

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Edição de 09 de fevereiro de 2023

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