Um pouco por todo o concelho, associações assinalaram o magusto, nos dias 9 e 10 de novembro.

O magusto é uma festa popular que junta grupos de amigos e famílias à volta de uma fogueira, onde se assam castanhas, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras e cantam-se cantigas. A celebração está associada à lenda de um soldado romano, mais tarde conhecido por Martinho de Tours, que, ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada. Estava um dia chuvoso e diz-se que, nesse preciso momento, parou de chover, derivando daí a expressão “Verão de S. Martinho”.

Pelo concelho da Trofa, foram várias as associações que anteciparam a celebração do magusto, tradicionalmente comemorado no dia 11 de novembro.

A Associação de Pais (AP) da EB1/JI de Finzes realizou a festa na tarde de sábado, oferecendo castanhas e broa à comunidade educativa. Para passar o serão, a associação organizou “vários jogos tradicionais com as crianças” e tinha previstas “algumas atividades para os adultos”. Do programa constava ainda o salto à fogueira, mas S. Pedro não deu tréguas.

Segundo o presidente da AP, Gaspar Venâncio, esta festa é uma forma de proporcionar “convívio entre os pais e a comunidade”, ao mesmo tempo que “ajuda a associação a suportar despesas que tem na escola”, através da compra de senhas para as comidas e bebidas.

Também na EB1/JI de Paradela, pais e alunos juntaram-se na escola para assinalar esta data. Catarina Inácio, presidente da AP da EB1/JI de Paradela, contou que “é bom” haver “interação” e “convívio entre pais e alunos na escola”, sendo também uma ajuda para a associação, que, através da venda de comes e bebes e sobremesas, oferecidas pelos pais, conseguem angariar verbas para as “várias atividades que dinamizam ao longo do ano”. “Se conseguirmos fazer um convívio com os pais, onde sabem o porquê e para quê que estão a ajudar a angariar estes fundos, o balanço é sempre positivo, desde que seja em prol das crianças”, averbou.

O programa contou com um “palhaço para entreter as crianças” e “ música ao vivo para dinamizar a festa”, onde não faltou as “bifanas, barriguinhas, panados e febras”.

A chuva também “estragou” os planos da ACRABE – Associação Cultural e Recreativa da Abelheira – que tinha previsto dinamizar uma festa do magusto ao ar livre, com uma “fogueira”. Como não foi possível, Carlos Silva, presidente da ACRABE, teve que “recorrer a uma padaria para assar as castanhas”, que foram oferecidas aos associados e comunidade presente. O serão foi animado pelo Grupo de Amigos das Concertinas da Maia.

A associação já está a preparar a Ceia de Natal, que se realiza no dia 14 de dezembro. Já estão abertas as inscrições, que são “limitadas” e devem ser feitas na sede da coletividade. O custo é de 7,50 euros para adultos, crianças até aos dez anos pagam metade e até aos seis não pagam. O Pai Natal já confirmou a sua presença e promete entregar lembranças às crianças.

Já no domingo, o S. Pedro lá deu tréguas, não fosse ele o santo padroeiro da Associação Recreativa da Maganha, que assinalou o dia de S. Martinho, com um magusto na sede, onde foram oferecidas castanhas, figos e nozes. A animação esteve a cargo do Grupo Musical “Cantares D`outrora”.

António Castro, presidente da coletividade, contou que a atividade “é já uma tradição”, que começou por ser “um convívio para quem trabalhava para as festas de S. Pedro da Maganha” e, mais tarde, foi “aberta à comunidade”.

A retoma das obras da sede está “para começar”, estando a direção apenas à espera das “verbas do Plano de Apoio à Economia Local (PAEL) e do Programa de Equipamentos com o Governo”. O presidente asseverou que “o dinheiro não chega para concluir a obra”, estando previstos “peditórios e leilões” para “angariar verbas”. A tasquinha da associação funciona todos os sábados das 9 às 22 horas. A próxima atividade é um passeio de BTT, no início de dezembro.