Pode passar despercebida a muitos, mas a associação que o trofense Luís Cameirão preside faz por relembrá-la pela importância que teve há quase 130 anos. A Associação Cívica e Cultural (ACC) 31 de Janeiro vai assinalar os 129 anos da revolta de 31 de janeiro de 1891, que aconteceu no Porto, com levantamento militar contra as cedências do Governo ao ultimato britânico de 1890, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique.

Tratou-se do primeiro movimento revolucionários para a implantação do regime republicano e, todos os anos, tem merecido, por parte da associação que o representa, uma evocação simbólica.

Este ano, há um programa que dura todo o ano e que inicia, no último dia deste mês, com a homenagem aos chamados “heróis 31 de Janeiro de 1891”, com concentração no cemitério do Prado do Repouso, às 10 horas, seguida de cortejo com destino ao monumento, existente no portão do Largo Padre Baltazar Guedes. Aí será içada a bandeira e entoado o Hino Nacional, assim como colocada uma coroa de flores.

Existirá também um momento musical, com a Orquestra de clarinetes da ESMAE-Porto, que será seguido de intervenções de representantes da Associação Nacional de Sargentos e do Grando Oriente Lusitano, assim como de Luís Cameirão, presidente da ACC 31 de Janeiro.

Estão previstas ainda as intervenções de Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, e de Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Área Metropolitana do Porto.

Durante o ano, as comemorações prosseguem em forma de colóquios, com temas como “António Ribeiro dos Santos – o prenúncio do liberalismo”, “13 de Abril – Porto Capital da Liberdade e do Municipalismo”, “A Revolução Liberal Portuense”, “A Martinhada” e “Eleições para as Cortes Constituintes”.

Em agosto, dia 24, às 21.30 horas, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto, há um concerto de INVICTUS, para clarinete e piano.
Antes, a 12 de março, às 18 horas, na Casa do Infante, Rua da Alfândega, também no Porto, está prevista a apresentação dos livros “1820 – O Liberalismo em Portugal”, de Rui Albuquerque, e “Portugal Pós-Liberal”, de José Adelino Maltez.