Representantes dos pais da Escola Secundária reclamam que este foi o “pior” início de ano letivo em sete anos. Presidente da Comissão Administrativa Provisória do novo agrupamento, há dois meses no cargo, explicou que adaptação à nova realidade tem sido complexa.

Agitado é uma das palavras que melhor caracteriza o início do ano letivo na Trofa. Que o diga Paulino Macedo, presidente da Comissão Administrativa Provisória (CAP) do Agrupamento de Escolas da Trofa, para quem as 24 horas do dia são poucas para tantas diligências que tem de tomar para colocar um ponto de ordem no maior mega-agrupamento do distrito do Porto e um dos maiores do País, com 3207 alunos.

Depois da tomada de posse, a 4 de julho, mudou-se de malas e bagagens para a nova sede da estrutura – Secundária da Trofa – e em dois meses debateu-se com uma realidade que, apesar de não ser nova, confere-lhe o dobro do trabalho. Já perdeu a conta às vezes que “saltou” desta escola para a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques e de lá para a Secundária. 

O processo de gestão do mega-agrupamento foi um desafio que Paulino Macedo aceitou, ciente de que não seria “pera doce”. “Não tem sido fácil. Dois projetos educativos diferentes, duas culturas pedagógicas diferentes, as deslocações de uma para outra escola, os constrangimentos tecnológicos com que diariamente nos deparamos, a distribuição da componente letiva por grupos de recrutamento uniformizados mas em exercício de funções em escolas diferentes, a construção de bases de dados de alunos e docentes únicas e ainda a gestão do pessoal não docente tutelado pela autarquia e pelo Ministério da Educação tem sido tarefa árdua”, frisou.

A transição também criou algum “ruído” no seio da Escola Secundária, nomeadamente junto dos elementos da Associação de Pais, que já apelidou este começo de ano letivo como “o pior” desde há “sete anos”. Os representantes dos encarregados de educação apontam várias críticas à nova gestão da escola, entre elas a constituição de turmas, a não abertura do curso de Artes Visuais, a afixação tardia dos cursos profissionais e a não adoção dos mesmos livros na EB 2/3 e na Secundária.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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