quant
Fique ligado

Edição 725

Associação de Pais da Portela apoia escola na era Covid-19

Publicado

em

A 2 de outubro, pelas 20h45, realiza-se a eleição dos novos órgãos dirigentes da Associação de Pais (AP) da Escola Básica e Jardim de Infância da Portela.
Em comunicado, o presidente da AP, André Santos, apelou “a todos os associados” que marquem presença no sufrágio e desafiou os encarregados de educação que ainda não são, que se tornem sócios “pelo benefício de uma escola mais forte e cooperante”.

Considerando que uma associação de pais “tem uma voz ativa no espaço escolar”, André Santos defende que esta entidade deve garantir um “trabalho construtivo” no apoio aos pais, ao corpo docente e, especialmente, aos alunos.

Do ano letivo passado, marcado pela chegada da pandemia de Covid-19, o presidente da AP da Portela destacou o desenvolvimento de várias atividades, como a garantia do ATL e de aulas de ginástica, apoio em visitas externas, oferta de presentes no Natal, distribuição de lanches, aquisição de colunas e reparação da aparelhagem de som e envolvimento no desfile do Carnaval.

“Logo após este evento, as escolas fecharam devido à Covid-19. Apesar desta situação, a Associação continuou a trabalhar com os professores em busca de soluções para minimizar este novo tempo e todas as crianças, pais e professores estão de parabéns pelo trabalho efetuado, pois o estudo em casa foi uma novidade para todos e o esforço foi tremendo para todas as partes”, sublinhou André Santos.

De forma a ajudar com novas tecnologias, a Associação de Pais ofereceu à escola dois computadores e uma SmarTV com carrinho móvel. Existem, atualmente, duas salas com computador próprio e, se possível, num futuro próximo, serão equipadas as restantes duas salas, “num investimento de mil euros”, detalhou o presidente da associação, que relevou também o papel da coordenadora da escola, Orquídea Matos.

Mas nem tudo são rosas. Como a escola é “muito pobre” em locais cobertos, que possam abrigar as crianças em tempo de chuva, a AP “fez uma exposição” à Câmara Municipal para que essa situação seja resolvida.

“Ainda não obtivemos qualquer resposta nem sensibilidade para análise em conjunto. Neste momento, com a situação de pandemia, e não podendo misturar as crianças das várias turmas, as nossas crianças terão que passar o tempo todo dentro da sala de aula”, alertou André Santos, que considera “urgente” a colaboração do Município.

Publicidade

A AP envolveu-se ainda na preparação do ano letivo, tendo em conta o plano de contingência elaborado para cumprir as orientações das autoridades de saúde, tendo investido “mais de mil euros” em “armários para todas as salas, fita de várias cores para marcar o chão e facilitar a circulação no espaço, tapete de higienização de pés com líquido apropriado e pintura do espaço comum”.

Continuar a ler...
Publicidade

Edição 725

Social virtual

Publicado

em

Por

Já era tarde e, também, tardava a fechar o computador. Apesar do dia ter corrido bem, na vida real, ao serão ainda não tinha conseguido “postar” nada queriducho, estilo “eu dava a vida pelo pai natal”, ou pseudo-inteligente, do tipo que ninguém percebe, mas onde se faz um “like” por via das dúvidas para não se fazer má figura. Algo que também me estava a deixar tenso era o facto de ainda não ter recebido nenhum pedido de amizade, confirmando a estatística do facebook de um por dia, uma das razões porque abdiquei da realidade, em prol do “social virtual”!

Era já muito tarde quando “cai” um pedido de amizade. Sôfrego, clico no ícone para avistar o pedido. Era uma figura estranha, com um nome estranho e que vive na Índia. De imediato aceitei, aliviado fechei o computador e fui-me deitar. Este novo amigo relaxou-me o suficiente para não ter que tomar a medicação para dormir: – Obrigado bom amigo! – pensei…

De manhã, acordo de um pesadelo, em que estava no meio de uma tempestade, com o sol a entrar pela janela! É sábado de manhã, o momento oportuno para partilhar algo ligeiro e queriducho, que não tinha conseguido postar na noite anterior: – Estava a sonhar com água e está sol…LOL! 

Fiquei paralisado, sentado na cama, à espera de ânimo para seguir a minha vida! Essa fonte de energia, para carregar as minhas “baterias vazias”, chegou trinta e sete minutos depois, com um “like” do meu novo amigo indiano! Levantei-me, preparei-me e fui até ao café. Não combinei nada com ninguém…aparece sempre alguém conhecido!

Quando entro na pastelaria, lá estavam três amigos, não daqueles “old fashion”, que esboçam emoções quando nos vêem, mas daqueles, do “social virtual”, que nos fazem parecer invisíveis aos seus olhos, mesmo estando ao lado deles. Como mandam as regras destas amizades que nos acrescentam valor, nem nos olhamos!

Já na mesa, a empregada pousa a chávena de café que pedi. Tiro uma fotografia à chávena, que partilho no Facebook com o comentário: – Pedi um café curto e a chávena veio, quase cheia!

Num curto espaço de tempo, os meus três amigos, espalhados em três mesas da pastelaria, fizeram “like”, ou comentaram a minha fotografia, a que se juntaram mais pessoas comentando que lhes aconteceu o mesmo nessa pastelaria…aos poucos fomos descobrindo que a máquina devia ter um problema de dosagem…e assim fomos trocando opiniões sobre o assunto, enquanto a realidade crua aparecia nas notícias que passavam na televisão!

Publicidade

Lá tomei o café cheio, que tinha pedido curto, paguei e saí, sem olhar os meus amigos! No regresso a casa, cruzo-me com o Joquinha, amigo de adolescência, que rasga um sorriso e me cumprimenta com alegria.

Envergonhado e olhando para o chão, digo-lhe: – Tudo bem? – e apresso o passo. Continuo a minha caminhada e já recomposto do triste episódio, vejo que em sentido contrário vem a Lurdes, minha amiga virtual e com quem nunca falei pessoalmente, como mandam as regras.

Depois de nos cruzarmos, ela a olhar para a direita e eu para o ar, ouço um berro. Olho para trás e vejo a Lurdes deitada, agarrada à perna. Volto atrás, “saco” de telemóvel e com um braço por cima da Lurdes e virado para a câmara, com um sorriso bonito, tiro uma fotografia e sigo caminho. Durante o trajecto “posto” a fotografia com a mensagem: – A Lurdes está deitada, com um entorse, na Avenida da Estação Nova. Bora lá ajudar, agradeço a partilha!

Este meu gesto, fez-me sentir bem e leve, e foi suficiente para não me deixar abater pelos cinco mendigos e crianças a chorar, por quem me cruzei a seguir…

Durante o dia as partilhas foram-se sucedendo e já ao final da tarde, o Telmo, cuja amizade estamos a tentar recuperar, após o ter cumprimentado quando nos cruzamos na rua, depois de uma amizade solidificada no “social virtual”, “posta” nova fotografia da Lurdes, com a mensagem: – A Lurdes já não está no mesmo sítio! Arrastou-se e continua agarrada à perna no Largo de S. Martinho! Partilhem.

Novamente ansioso, desta vez para recuperar uma amizade, partilhei a fotografia da Lurdes, para ajudar o Telmo a sentir-se bonzinho!
Sorte da Lurdes em ter-nos como amigos!

Publicidade
Continuar a ler...

Edição 725

Memórias e Histórias da Trofa: Retrospetiva história da Igreja Paroquial de Alvarelhos

Publicado

em

Por

Desde o início destas crónicas – já lá vão 4 anos – que o objetivo passou sempre por descentralizar os conteúdos e tentar chegar um pouco a todas as freguesias deste jovem concelho. Uma freguesia que tem sido abordada escassas vezes e que faz com que eu me penitencie perante vós é a de Alvarelhos que, apesar da sua enorme história que atravessa vários séculos e é transversal a várias épocas, tem estado um pouco ausente destas inquirições pela história.

Conhecida em termos históricos, sobretudo pelo seu castro, Alvarelhos tem outros pontos de interesse no seu património, concretamente a sua igreja paroquial, que é um dos seus maiores ex-libris, marcando, obviamente, a vivência da sua comunidade.

Uma igreja com uma arquitetura bastante interessante, que, em 1574, pertencia ao padroado real e integrava a Diocese do Porto. Na prática, era a concretização da influência do poder político na esfera regular da atividade religiosa, podendo ser encarado como um sinal da importância desta comunidade na sua região.

Nos anos seguintes, irão surgir os habituais registos de casamento, óbito, os normais procedimentos administrativos na Igreja, todavia, o atual edifício é de apenas do início do século XVII. Numa fase inicial, irá receber grandes e imponentes romarias, justificando alguns estudiosos que as mesmas eram provocadas devido à devoção de S. Caetano.

Percebendo que S. Caetano tinha falecido algumas dezenas de anos antes, e atendendo ao empenho desta figura nas causas religiosas, concretamente a Ordem dos Cléricos Regulares, é normal que gozasse de bastante prestígio e fosse também bastante venerado.

Na estrutura física deste monumento religioso é possível observar várias datas que são elementos fundamentais para tentar descobrir a história daquele importante espaço. Essas datas são: 1643, 1682, estendendo-se ao longo dos tempos e torna possível perceber que era uma igreja bastante importante com um número crescente de fiéis, atendendo a que os momentos de crescimento são suportados por esses elementos.
Uma importante achega é que as datas são bastante próximas, podendo ser justificado como um sinal de crescimento exponencial e contínuo comprovando a argumentação referida no parágrafo anterior.

Se é leitor assíduo destas crónicas, saberá certamente que em tempos idos foi abordada a seguinte problemática: a popularidade dos santos era crescente ou então pura e simplesmente o seu culto era substituído por outro que, por razões várias, era acolhido de forma mais intensa pela comunidade.

Publicidade

Na freguesia de Alvarelhos irá acontecer o segundo ponto da explicação, supramencionado que era resultar com que nos anos da década de 1730 a comemoração de S. Caetano fosse terminada, desconhecendo a razão para esse facto.

Uma romaria que apenas se iria realizar durante um século, sendo uma marca do passado longínquo desta comunidade, que iria no decorrer desse século nas memórias paroquiais referir que a paróquia era dedicada a Santa Maria, tal como no presente.

Sem deixar de sugerir que esta é uma igreja que merece uma visita, termino com a referência importantíssima que Alvarelhos é uma paróquia com bastante importância no passado recente, sendo inclusivamente das freguesias com mais dinamismo económico e social do futuro concelho da Trofa no início da era contemporânea, comprovando a sua enorme vitalidade.

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também