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Ano 2011

Assembleia reivindica reparação das ruas de Alvarelhos

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Assembleia de Freguesia aprovou, por unanimidade, uma nova moção sobre o estado das ruas de Alvarelhos. Objetivo é trazer elementos da Assembleia Municipal à freguesia para constatar in loco o estado “calamitoso” das artérias.

O estado “calamitoso” das ruas de Alvarelhos foi o tema mais debatido na última Assembleia de Freguesia, realizada no dia 22 de setembro. Na sessão foi dada a conhecer a resposta da empresa municipal Trofáguas à moção apresentada pelos deputados alvarelhenses ao presidente da Assembleia Municipal, João Fernandes, para sensibilizar a autarquia para a recuperação das artérias, que foram alvo de intervenções para a empreitada do saneamento e abastecimento de água.

Segundo a resposta apresentada, o Departamento de Projetos, Obras, Águas e Águas Residuais da empresa municipal alega que no “levantamento fotográfico” das ruas “inclui-se diversos defeitos/anomalias encontrados nos arruamentos e que não possuem qualquer conexão com a intervenção das empreitadas de água e saneamento”.

No entanto, a Trofáguas reconhece “irregularidades no pavimento”, “cuja causa principal se deve a uma deficiente drenagem de águas pluviais escoadas para esses arruamentos”, imputando “responsabilidade do empreiteiro”.

Notificado, o empreiteiro alegou que não há “qualquer necessidade de intervenção urgente, tendo apenas constatado assentamentos pontuais que considera normais que não colocam em risco a circulação segura”.

Depois de, novamente, contactado pela autarquia para proceder às reparações, o empreiteiro “não se opôs” às deliberações. Mas, segundo o documento, “perante o descrito na lei, só quando o empreiteiro não reclame ou seja indeferida a sua reclamação e não efetue no prazo estipulado as reparações e modificações é que poderá assistir ao dono da obra o direito de as mandar executar a cargo do empreiteiro, ativando as garantias previstas no contrato”.

Relativamente à rua de Felgueiras, a Trofáguas justificou que “o pavimento já se encontrava bastante degradado antes da empreitada, constatando-se até que a zona intervencionada é a que, presentemente, se encontra em melhor estado”. “Ainda assim, esclarece-se que no seguimento da deteção de assentamentos da zona da vala em local totalmente desfasado do constante no levantamento topográfico, foi notificado o empreiteiro a proceder à recuperação”, pode ainda ler-se no documento.

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A resposta da empresa municipal motivou uma reunião entre os elementos dos partidos representados na Assembleia de Freguesia, na qual resultou uma nova moção para apresentar à Assembleia Municipal, convidando os elementos deste órgão a “visitar a freguesia, de forma a constatar in loco a situação calamitosa das artérias e vias que compõem a rede viária e, por sua vez, a rede viária do concelho da Trofa no prazo de um mês”.

No novo documento, aprovado por unanimidade, os elementos da Assembleia de Freguesia condenam a “atitude passiva da Câmara Municipal da Trofa” relativamente à primeira moção apresentada, acrescentando que “serviu apenas de correio entre a Assembleia Municipal e a Trofáguas”.

 

Presidente da Junta considera “vergonhosa” a gestão autárquica

Relativamente a este assunto, Joaquim Oliveira, presidente da Junta de Freguesia, não poupou críticas à gestão autárquica, referindo que o que está descrito na resposta à moção demonstra “uma total desresponsabilização e inexistência de qualquer ato de fiscalização” por parte da Câmara e da Trofáguas.

O autarca afirmou que o executivo alvarelhense “vem, desde 2007, diligenciando mês atrás de mês, semana atrás de semana, ano atrás de ano, a intervenção da Câmara e da Trofáguas no sentido de fazer com que o empreiteiro assuma as suas responsabilidades”, acrescentando que analisou os cadernos de encargos para verificar que estes “defendem os interesses do dono da obra” e que o empreiteiro “é sempre responsável pela má execução dos trabalhos”.

Criticando o facto de já ter passado “três meses” desde a última comunicação da autarquia ao executor da obra, Joaquim Oliveira foi perentório: “É vergonhoso termos alguém que nos dirige desta forma”, asseverou.

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O alvarelhense Pedro Sousa interveio na reta final da assembleia para, num tom irónico, comentar a resposta da Trofáguas sobre o estado das ruas da freguesia: “Fiquei a saber que o mau estado da Rua das Flores deve-se à obra do destino ou as placas tectónicas mexeram-se lá por baixo e, afinal, não teve qualquer problema devido as obras do saneamento. Ainda vai aparecer lá petróleo e Alvarelhos vai ser a freguesia mais rica do País”.

 

Placas de sinalização para “breve”

Nos assuntos de interesse para a freguesia, Adriano Teixeira, do PS, questionou Joaquim Oliveira sobre o ponto de situação do projeto para colocação de placas de sinalização na freguesia.

O presidente da Junta afirmou que “há mais de um ano e meio” pediu “apoio à Câmara”. “A resposta foi ‘não’ como em muitas comunicações que fazemos, a maioria até nem tem resposta. Mas quando se é chato, a resposta é ‘não posso’, embora saibamos que para festas, principalmente, na cidade não falta dinheiro”, frisou. No entanto, Joaquim Oliveira afirmou que “tão breve quanto possível” as placas serão uma realidade na freguesia.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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