Maior parte do investimento previsto para conclusão das obras no S. Pantaleão

A maior parte do investimento da Junta de Freguesia do Muro para o ano 2014 será canalizada nas obras da zona envolvente à capela de S. Pantaleão. Assembleia aprovou orçamento, com a abstenção dos elementos da coligação PSD/CDS.

O Orçamento e o Plano Plurianual de investimentos (PPI) para 2014 da Junta de Freguesia do Muro foram aprovados em Assembleia pela maioria independente, com a abstenção dos quatro elementos da coligação PSD/CDS, na noite de quinta-feira, 26 de dezembro.

Carlos Martins, presidente do executivo murense, anunciou que o documento financeiro prevê receitas no valor de “80 mil euros, para além dos 50 mil inscritos no subsídio da autarquia para as obras de requalificação da zona envolvente à Capela de S. Pantaleão”. Dos 80 mil, acrescentou, “quase 60 por cento é para pagar a funcionários e 20 por cento para investir”. O autarca reiterou que a Junta de Freguesia estará focada na conclusão da empreitada de S. Pantaleão, onde “já gastou 17 mil euros” e terá de gastar mais dez mil, além dos 50 mil euros subsidiados pela autarquia, que, por sua vez, chegarão por fases, tendo em conta os autos de medição.

Carlos Martins confirmou, depois de questionado pelo elemento do PSD/CDS, António Correia, que o valor do subsídio transitou do orçamento anterior e divulgou a intenção de ver a requalificação concluída “em maio”.

O presidente da Junta referiu-se ainda a uma rubrica nas receitas, “no valor de 11 mil euros”, dez mil dos quais “referentes a um subsídio que está inscrito no Programa de Apoio à Economia Local” da autarquia da Trofa – para “uma obra que a Junta fez na Rua dos Padins” – e mil de “possíveis vendas no cemitério”. A intenção do executivo é alargá-lo “para o lado do infantário”, para aumentar a lotação, uma vez que os espaços, apesar de vagos, “estão quase todos vendidos”, e depois avançar para a requalificação, com “drenagem de águas pluviais” e “iluminação mais nobre”.

As receitas fixas da Junta proveem do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF) e do protocolo de delegação de competências assinado com a autarquia que, segundo Carlos Martins, “terá o mesmo valor que em 2013”.

Os elementos da coligação PSD/CDS explicaram, pela voz de António Correia, que a abstenção na proposta de orçamento e PPI é “o benefício da dúvida”, para que “se realizem o máximo de obras possível, já que há muitas que estão no plano há muito tempo e são necessárias para a qualidade de vida dos murenses”.

Antes da ordem do dia, Ana Sofia Martins, da coligação PSD/CDS, questionou o executivo sobre o desaparecimento da lona que anunciava a obra da requalificação da zona envolvente à capela de S. Pantaleão. Carlos Martins esclareceu que “foi furtada”, em pleno dia, “às dez da manhã”. “Tive dúvida que pudesse ser alguém da Câmara, mas de lá disseram-me que não tinham feito nada. Entretanto, houve uma pessoa que retirou as matrículas das duas carrinhas de caixa aberta que estavam lá e vamos fazer queixa à GNR”, frisou.

A independente Margarida Pinto elogiou a ideia do executivo de promover a iniciativa Muro Doce, um workshop de sobremesas de Natal. Carlos Martins afirmou que, perante a parca fonte de receitas da Junta, “é este tipo de atividades que se podem fazer para promover o convívio da população”; anunciando a próxima, a leitura de Contos de Natal, no dia 19 de janeiro, pelas 16 horas, no salão nobre da Junta de Freguesia.

António Correia sugeriu ao executivo a colocação de um contentor do lixo, perto de uma urbanização na Rua José Moura Coutinho, a pedido de alguns populares, que temem atravessar a estrada nacional 14.

Carlos Martins referiu que o pedido vai ser endereçado à empresa municipal Trofáguas, que gere a recolha do lixo, informando também que “vão ser colocadas sete passadeiras” na estrada.

Na sessão, o presidente da Junta informou que está a “aguardar” desenvolvimentos para as obras de reabilitação na Estrada Nacional 318, face “a um contrato que a Câmara tem com a Indaqua, que previa a requalificação do piso quando fossem colocadas as condutas de água”.

Já o regimento da Assembleia foi aprovado por unanimidade.

No período de intervenção do público, António Araújo solicitou ao executivo que fossem podadas as árvores no largo da Serra. Carlos Martins explicou que esse processo “poderá acontecer só daqui a alguns anos, porque a engenheira da Câmara não quer que se corte, porque explica que elas seguem o rumo natural de crescimento e se podar ficam desproporcionadas”.