Rua Vale do Coronado e Capela Mortuária prioritárias para membros da assembleia

A Assembleia de Freguesia de S.Mamede do Coronado aprovou, por unanimidade, o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) e Orçamento para 2009, que esteve no centro da discussão na última assembleia de 2008, realizada no dia 30 de Dezembro.

De acordo com o PPI e Orçamento para 2009, o executivo de S.Mamede vai dispor de uma receita no valor de cerca de 420 mil euros. No plano estão determinadas várias intervenções, como a pavimentação ou repavimentação de várias ruas e travessas da freguesia, assim como a conclusão do alargamento do cemitério, a construção da Capela Mortuária, a construção de um polidesportivo no campo de futebol da freguesia, bem como o arranjo urbanístico do Largo da Urbanização de Vilar de Lila, entre várias outras obras pretendidas na freguesia.

Na apresentação do PPI e Orçamento para 2009, o presidente da Junta, Modesto Torres, referiu que o mesmo “não passa de um documento previsional” e que espera “realizá-lo na sua totalidade”. “Mas se realizá-lo em 70 ou 75 por cento, já me considero uma pessoa satisfeita mas não totalmente realizada”, acrescentou.

Do lado da oposição, José Ferreira, líder da bancada do PS, considerou o PPI “muito pouco ambicioso para uma freguesia onde falta qualidade de vida” e lamentou estar perante “o pior orçamento apresentado até hoje”. “São obras que se vêm repetir”, apontou o membro socialista, fazendo referência às obras no cemitério e ao arranjo urbanístico do Largo da Urbanização de Vilar de Lila, “que até ao final do ano estariam concluídas” segundo o executivo e não estão.

Já Augusto Jesus, membro eleito pelo CDS/PP, referiu que o PPI apresentado “é um PPI realista, dentro das limitações”. “Penso que o executivo irá cumprir mais ou menos aquilo que está aqui plasmado”, acrescentou. A posição foi partilhada por Cardoso Monteiro, membro do PSD, que considerou, apesar de limitado, “um bom orçamento”.

Em resposta à posição de José Ferreira, o presidente da Junta, afirmou que “o princípio básico para uma qualquer população ter qualidade de vida chama-se saneamento básico e abastecimento de água”, acrescentando que essa valência “existe na freguesia com uma cobertura de cerca de 50 por cento”.

“Enquanto estivemos sob a alçada política do Governo do PS, nunca se avançou para além do alargamento do cemitério, pelo contrário”, apontou ainda Modesto Torres. Relativamente à questão do arranjo urbanístico do Largo da Urbanização de Vilar de Lila, o presidente da Junta justificou que “ou se faz o arranjo urbanístico ou se faz as acessibilidades da freguesia”. “Optou-se por fazer as acessibilidades da freguesia”, esclareceu, fazendo referência à Rua de Mendões e à Rua de Brêto. Os arranjos urbanísticos “vão ser executados, é uma questão de tempo”, garantiu.

 

Rua Vale do Coronado e Capela Mortuária consideradas obras prioritárias

 

Ao longo da discussão das opções do PPI e Orçamento para 2009, os membros da assembleia, eleitos pelo PS e CDS/PP, consideraram como obras prioritárias a requalificação da Rua Vale do Coronado e a construção da Capela Mortuária, abordando várias vezes o presidente da Junta sobre a necessidade da sua execução. José Barbosa, membro eleito pelo PS, advertiu o presidente do Executivo para a necessidade da construção da Capela Mortuária assim como para “as valetas perigosas” da Rua Vale do Coronado, cuja requalificação considera “uma necessidade”. A opinião foi reiterada por Augusto Jesus, do CDS/PP, para quem a intervenção na Rua Vale do Coronado “é mais importante e mais prioritário”. “A rua principal que atravessa a freguesia continua em paralelo. Não se percebe como em tantos anos continua assim”, apontou Augusto Jesus. Em resposta ao membro do CDS/PP, o presidente da Junta lembrou que a primeira obra de pavimentação, há 11 anos, “foi precisamente a Rua Vale do Coronado, desde S.Romão até Vila”, porque “esse espaço estava num estado deplorável”.

Relativamente à Rua Vale do Coronado, Modesto Torres referiu que existem “duas vias que estão na perspectiva de serem candidatáveis ao QREN”. “As duas vias para serem reformuladas têm necessidade de um investimento muito forte”, sublinhou Modesto Torres, acrescentando que “se possível, elas vão ser candidatadas aos fundos comunitários” e adiantando ainda que “também o museu de arte sacra poderá ser candidatável ao terceiro quadro comunitário de apoio”.

“A Capela Mortuária só ainda não está a funcionar em termos de cemitério, porque entretanto houve necessidade de partir para outras coisas, não no que diz respeito à Junta, mas no que diz respeito à Câmara”, justificou Modesto Torres.

Na assembleia foi ainda deliberada, com a votação de cinco votos favoráveis (dois do

PSD e três da Mesa de Assembleia) e três abstenções, a passagem a tempo inteiro do presidente da Junta, Modesto Torres.

No ponto da ordem de trabalhos relativo a outros assuntos de interesse para a freguesia, o presidente do executivo apresentou as actividades desenvolvidas pela Junta, como diversas obras na freguesia e outras iniciativas, das quais fez particular referência, entre outras, à renegociação do Programa UNIVA, na sequência da decisão do Governo Central de terminar com estes Programas. Modesto Torres lamentou tal decisão, frisando que “a UNIVA de S.Mamede, durante o tempo que existiu, colocou no mercado activo de trabalho cerca de 250 pessoas”. Ainda na apresentação da actividade da freguesia, o presidente do executivo frisou a participação de S.Mamede no Torneio Inter-Freguesias e na Estafeta da União, no âmbito da comemoração dos 10 anos do concelho.