As obras levadas a cabo no cemitério, a planta da delimitação do território da freguesia e os maus cheiros provocados pela Savinor, foram os pratos fortes da Assembleia de Freguesia de S. Mamede do Coronado, que reuniu no passado dia 12 de Outubro.

  A execução das obras na freguesia de S. Mamede do Coronado, foram alvo de criticas por parte dos membros eleitos da bancada do PS e CDS, José Ferreira e Augusto Jesus, que referiram o facto de Modesto Torres atrasar a  consecução das obras para a época do período eleitoral, entre elas, a obra do cemitério. Modesto Torres, presidente da Junta de Freguesia, contestou afirmando que no dia um de Novembro, as obras neste espaço estarão concluídas, "não a 100 por cento visto que existem morosidades por parte da EDP". Contrariando os restantes membros da assembleia, o membro da bancada do PSD, António Cardoso Monteiro, desvalorizou a data em que as obras ficarão concluídas "desde que estas fiquem feitas", afirmou.

O edil congratulou-se ainda com o facto de não terem existido fogos florestais este verão na freguesia. O Curso de Alfabetização, a decorrer futuramente na freguesia em parceria com a Univa, também foi nomeado por Modesto, que enalteceu a colaboração de uma antiga professora da freguesia de Covelas. Foi ainda apresentado projecto para o Largo Vilar de Lila, e relativamente à construção da Capela Mortuária o presidente da Junta prometeu a sua construção para o "futuro". Face a esta imprecisão, o membro da bancada do PS, José Ferreira, mostrou a sua indignação, visto que "arriscamo-nos a ser a única freguesia sem capela mortuária", asseverou.

De referir ainda que o património do Clube os Mamedenses é já pertença da Junta de Freguesia, graças à acção da Junta e do membro Rui Machado, que se disponibilizou para, gratuitamente, tratar de toda a parte burocrática.

Para consulta, apenas, esteve a planta com as delimitações da freguesia de S. Mamede do Coronado. As fronteiras acordadas entre as freguesias do Muro, Covelas, Santiago de Bougado, S. Romão do Coronado e S. Mamede, resultaram num território, "onde não ganhamos, nem perdemos nada", explicou Modesto. Esta proposta, "será válida só quando existir uma acta entre as freguesias", afirmou o presidente, "mas nada faz prever que seja alterada, porque eu acredito na palavra dos presidentes de junta envolvidos". Os maiores pontos de divergência situavam-se na Rua de Cabrito, e na zona da Socitel. Na Rua de Cabrito os terrenos acabaram por ser cedidos, por se encontrarem licenciados como sendo de S. Romão, no tempo em que a Trofa ainda não era concelho, "e para evitar constrangimentos às pessoas que moram nos referidos terrenos, resolvemos ceder", explicou Modesto Torres. Quanto à zona da Socitel, "defendi que S. Mamede terminava do lado de lá da linha, cedemos aquele terreno, mas a Socitel é nossa", confirmou.

O problema Savinor, o "drama pestilento" que afecta não só as populações vizinhas deste complexo industrial, mas todo o concelho, esteve também em discussão. Relativamente a este assunto, todos os membros concordaram com a marcação de uma reunião para em conjunto elaborarem uma moção, que se juntasse às muitas já enviadas às entidades responsáveis. Esta, será redigida na presença de todos os membros na próxima quinta-feira, pelas 21.30 horas, na sede da assembleia de freguesia de S. Mamede do Coronado.

O membro Vítor Rocha, solicitou, por carta, a suspensão do seu mandato, por um período de 180 dias, devido ao seu afastamento da área da freguesia. Em substituição deste membro, que também fazia parte da mesa, tomou o lugar de primeiro secretário, Rui Gonçalves, membro da bancada do PSD, sendo agora o seu lugar, na bancada do partido, ocupado por Ricardo Silva.