Depois de ter sido adiada, no dia 28 de Setembro, por falta de número justificativo de elementos, a Assembleia de Freguesia do Muro, voltou a reunir no passado dia 3 de Outubro.

  Três membros eleitos nas listas do Partido Social Democrata para a Assembleia de Freguesia do Muro, renunciaram ao mandato. A carta de renuncia foi apresentada na última reunião daquele órgão autárquico, que  deveria ter decorrido na há duas semanas mas que, por falta de quorum acabou por ter de ser adiada para a semana passada.

Uma ausência notada foi a de Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia, que devido a problemas de saúde não marcou presença na reunião, sendo substituído por António Correia, nas explicações aos partidos com acento naquele órgão.

O resultado das análises realizadas pela Câmara Municipal à água dos fontanários de Gueidãos, que comprovou que a água é própria para consumo e a do fontanário de Milares, onde a água foi declarada imprópria para o consumo, foram um dos temas abordados.

Adelino Pinto, membro da bancada Socialista, chamou à atenção para a existência de valetas onde se deposita água "choca", na estrada em direcção a S. Gens. Este assunto, do qual o executivo da Junta tem conhecimento,visto que como explicou o responsável , "já recebemos outras queixas, mas só será resolvido quando tivermos saneamento", esclareceu António Correia, representante do presidente da Junta.

No período da ordem do dia, foi discutida a primeira revisão ao orçamento para 2007, alterado devido ao aumento das despesas, que foi aprovado por unanimidade.

Chegado ao período de intervenção do público, Joaquim Vinhas, mostrou a sua indignação relativamente ao estado em que se encontra o cemitério da freguesia. Apesar de as paredes terem sido pintadas e algumas árvores arrancadas, devido à sua elevada dimensão, o murense sugeriu a colocação de umas caixas por onde passasse a água e o lixo, proveniente da limpeza das campas.

O representante do executivo da Junta do Muro explicou, que o cemitério, "tem graves problemas desde a sua construção", sendo por isso " impossível fazer as caixas, visto estas iriam implicar custos muito elevados, e acarretariam outros problemas, "o cemitério é de todos e todos temos de cuidar dele, não deixando o lixo em qualquer lado", concluiu.

O presidente da mesa, Baldomero Talaia, propôs ainda a colocação de alguns papéis pelo cemitério, chamando a atenção para estes actos pouco cívicos.

De referir ainda, que todos os membros da assembleia, desejaram a recuperação rápida do presidente da Junta, Carlos Martins, que foi sujeito a uma intervenção cirúrgica na passada semana.