A Assembleia de Freguesia de Alvarelhos, na passada quinta-feira, decorreu à semelhança das anteriores sem grandes divergências entre o executivo e a oposição. Adriano Teixeira, membro socialista, lamentou apenas que, com um saldo de 10 mil euros, a Junta de Freguesia esteja a “apertar o cinto”, podendo “realizar mais obras”.

O “elevado grau de rigor a nível de execução orçamental” da Junta de Freguesia de Alvarelhos não surpreendeu na reunião da Assembleia de Freguesia na passada quinta-feira. Joaquim Oliveira, autarca alvarelhense, afirmou que “a previsão realizada aproxima-se quase sempre na casa dos 100 por cento”, defendendo a correcção das contas do ano 2008.

No entanto, Adriano Teixeira, membro socialista na Assembleia, estava “espantado” com o saldo de 10 mil euros apresentado pelo executivo. “O saldo está sempre positivo e o Sr. Presidente não precisa de estar preocupado com as contas, porque tem margem suficiente para fazer obras e outras coisas”, afirmou.

Apesar do reparo feito pelo membro socialista, Joaquim Oliveira não comentou e preferiu requerer de todos os membros a votação unânime das contas relativas ao ano 2008, pedido que foi satisfeito.

Ainda no período da ordem do dia foi votada, por unanimidade e sem discussão por parte de nenhum membro da assembleia, o ponto sobre a análise da situação financeira da Junta de Freguesia.

Já no período anterior ao da ordem do dia, foram referidos por vários membros alguns assuntos de interesse para a Freguesia. Adriano Teixeira foi o primeiro a tomar a palavra para alertar sobre a falta de uma grade de protecção num muro que se encontra em frente ao posto médico de Alvarelhos, na Rua Santa Isabel, porque segundo o membro, “o muro não tem qualquer apoio e pode causar qualquer transtorno, um dia pode cair um idoso, ou até uma criança”, referiu. Um buraco à entrada da Urbanização dos Casais também é motivo de preocupação de Adriano Teixeira: “há muito tempo que está assim e o asfalto colocado não resolveu a situação”.

Joaquim Moreira, membro do PSD, alertou ainda o presidente da Junta para o estado da via junto à Ponte Juncal “onde se junta muita água quando chove e as pessoas molham-se todas”.

O presidente do executivo respondeu às várias sugestões apresentadas e começou pela protecção do muro na Rua Santa Isabel que, segundo Joaquim Oliveira, “em breve vai ser tomada uma decisão quanto ao muro”. Quanto ao buraco à entrada da Urbanização dos Casais o autarca esclareceu que o buraco “foi tapado provisoriamente por causa das chuvas” e garantiu ter “conhecimento do assunto”. Relativamente à água da chuva que fica depositada junto à ponte, Joaquim Oliveira referiu que “é susceptível de acontecer, porque é um ponto mais baixo”, no entanto vai “mandar verificar se o pavimento precisa de ser subido”, acrescentou.

O público também teve voz nesta assembleia, onde Aires Moreira e José Lopes uniram-se para reclamar o estado da Rua das Mimosas, onde moram. “Queria saber para quando está previsto o arranjo ou alargamento da rua, porque com os pequenos arranjos que têm feito, a rua está cada vez pior”, afirmou Aires Moreira.

Relativamente ao assunto, Joaquim Oliveira explicou que “houve um arranjo, não em termos de pavimentação, mas apenas para facilitar a circulação”. “Relativamente ao arranjo definitivo, foi já feita a instalação do saneamento e abastecimento de água, então urge um alargamento”, no entanto, “não tem sido fácil falar com o proprietário de um campo, que nunca se mostrou receptivo para fazer o alargamento”, explicou. O autarca afirmou que o arranjo da rua “está em cima da mesa, mas não está para ser feito este ano” e acrescentou: “penso que será possível fazer se houver a colaboração de todos no que toca a cedências”.

Pedro Sousa questionou ainda o presidente relativamente à localização dos Paços do concelho e se “os interesses dos alvarelhenses estão a ser salvaguardados”, referindo ainda as duas reuniões realizadas em Santiago e S. Martinho de Bougado para a apresentação da comissão que irá decidir a localização do edifício para apresentar as propostas à Câmara Municipal.

Em resposta ao alvarelhense, Joaquim Oliveira esclareceu o motivo da instituição da comissão e explicou que os “locais mais interessantes” para a construção dos Paços do Concelho seriam as freguesias de S. Martinho e Santiago de Bougado. “Não tenho dúvidas que os Paços do Concelho ficarão entre a serração da Capela e a Feruni, porque a maioria das opiniões apontam para esses locais”, sustentou.