Assembleia-S.-Romao

Na Assembleia de Freguesia romanense da passada quinta-feira a Quinta de S. Romão foi apresentada como a obra prioritária do executivo, para onde foi já canalizado 88 por cento do saldo de 2008.

 Foi num ambiente de consenso e sem grandes divergências que decorreu a última Assembleia de Freguesia em S. Romão do Coronado, na passada quinta-feira, onde em cima da mesa estiveram a Conta de Gerência de 2008, a primeira alteração ao orçamento de 2009 e ainda o protocolo de delegação de competências entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia.

O arranjo urbanístico no entroncamento junto à EB 1 de Fonteleite, a execução da primeira fase do projecto de remodelação da Quinta de S. Romão, a rectificação da iluminação pública no troço em falta na Rua do FC S. Romão, entre outros, e a substituição de grande parte das armaduras de iluminação pública foram algumas das actividades concretizadas apresentadas no início pelo executivo. Relativamente à iluminação pública, o membro do PS Joaquim Pereira propôs ao executivo a colocação de uma segunda armadura de iluminação junto à EB1 de Portela. Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia, adiantou que essa situação já foi pedida e que se encontram mais casos semelhantes na freguesia à espera de serem solucionados.

Na apresentação das contas de 2008, o líder do executivo salientou o “trabalho satisfatório” desenvolvido em 2008, apresentando como reflexos do mesmo a taxa de 91 por cento de execução das receitas e a taxa de 78 por cento relativa à realização das despesas. Lembrando a conclusão da obra da Casa da Ressurreição, realçou ainda o saldo de cerca de 34 mil que transitou de 2008 para 2009. Sem objecções por parte da oposição, a Conta de Gerência do ano de 2008 foi aprovada por maioria com cinco votos favoráveis do PSD, três abstenções e um voto não favorável do PS.

No ponto relativo à primeira alteração ao orçamento de 2009, aprovado por unanimidade, o presidente do executivo apresentou como prioridade a obra da Quinta de S. Romão, para onde deve ser canalizada a maior parte da poupança, no sentido de lá se criarem “condições de acordo com o que a freguesia necessita”. Guilherme Ramos frisou a importância desta obra, recordando que “dos 34 mil euros que foram apurados no final de 2008, cerca de 30 mil euros foram para as obras da Quinta de S. Romão. Recorde-se que o edifício, quando concluído, servirá as instalações da futura Junta de Freguesia, bem como outras valências para os romanenses, como um parque infantil e um auditório.

Foi no momento da discussão do protocolo de delegação de competências entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia que surgiram as maiores objecções, tendo o documento sido reprovado por toda a bancada socialista com quatro votos não favoráveis, mas aprovado por maioria com cinco votos favoráveis do PSD. Vítor Martins, da bancada socialista, considerou insuficientes as verbas da Câmara Municipal destinadas à Junta de Freguesia abrangidas no protocolo e afirmou que “S. Romão é uma freguesia em crescimento”. A opinião foi partilhada por Joaquim Pereira, membro eleito pelo PS, que classificou de “injusto” o respectivo protocolo. “Temos de olhar pelos interesses da freguesia, que necessita cada vez mais de ser limpa”, sublinhou.

Já no espaço reservado ao público, Lázaro Oliveira apelou o executivo de S. Romão do Coronado para colocar umas lombas antes das passadeiras localizadas na Rua António Sérgio, junto à EB 1 de Fonteleite e na Rua do Horizonte. O romanense alertou para “a velocidade enorme” com que os automobilistas circulam nesses locais e considerou de extrema importância a colocação de “umas lombas bem visíveis para obrigar a reduzir a velocidade”. O presidente da Junta de Freguesia respondeu aos apelos do elemento do público, justificando que “as estradas nacionais não podem ter lombas, apenas as camarárias” e avançou que o executivo “está a tentar colocar semáforos junto à Igreja” no sentido de moderar a velocidade dos automobilistas. A necessidade de limitação da velocidade foi reiterada por Joaquim Cruz, do Partido Socialista, que defendeu a existência de dois semáforos limitadores na Igreja e no largo dos Correios.

Por sua vez, o elemento do público Lázaro Oliveira fez ainda referência à falta de sinalização informativa à entrada da rua que acede a Covelas com indicação de aquela estrada servir de acesso aos concelhos limítrofes. “São muitas as pessoas durante o dia que ali passam e perguntam se por ali dá para ir para Santo Tirso, Trofa ou Famalicão”, afirmou. O estacionamento “à balda” no largo dos CTT e a respectiva falta de actuação da GNR foram outras questões levantadas pelo romanense, que lembrou que o Parque da Estação “tem mais do que espaço” e não é devidamente aproveitado.