Cerca de 250 pessoas participaram no 4º Encontro sobre Maus-Tratos, Negligência e Risco na Infância e na Adolescência, que foi promovido pela Associação de Solidariedade e Acção Social (ASAS).

A instituição conseguiu retirar algumas conclusões interessantes deste encontro, como por exemplo a necessidade de uma intervenção articulada das diferentes instituições que trabalham com crianças e jovens e a especialização dos seus técnicos para as matérias que constituem objeto da sua intervenção.

Um dos palestrantes alertou para a necessidade urgente de denunciar casos de abuso ou maltrato, assim como a necessidade de um diagnóstico correto e célere com avaliação forense e do risco.

Destacou-se neste encontro também a necessidade de repensar o modo como o sistema de justiça aborda a matéria dos menores em perigo, particularmente as situações que configuram ofensa à autodeterminação e à liberdade sexual das crianças, a receção e a avaliação das denúncias, a promoção e proteção dos direitos da vítima, e a recolha de informação e de prova com validade processual penal e a sua avaliação em tempo útil.

O conceito de adoção foi apresentado neste 4º encontro da ASAS como uma medida que permite reparar a adversidade precoce presente nas trajetórias de desenvolvimento das crianças e jovens que vivenciaram o abandono, maus-tratos, e negligência e/ou cresceram em situação de risco.

Foram apresentados no final deste colóquio dados relativos aos últimos dez anos que mostram um progresso significativo em Portugal no que toca à investigação e ao combate aos maus-tratos e negligência de crianças e jovens. 

 

A Viagem da Asinhas pelo Mundo da Adopção

No IV Encontro sobre Maus – Tratos, Negligência e Risco na Infância e na Adolescência, foi lançado o livro “A Viagem da Asinhas pelo Mundo da Adopção”, da autora Vera Ramalho.

Esta é uma história de descobertas e emoções que transmite uma mensagem de ternura sobre a adoção. Um tema que ainda apresenta muitas nuances desconhecidas.

No lançamento desta obra literária, a coordenadora técnica do Centro de Acolhimento Temporário Raízes, Telma Pinto, explicou como surgiu esta ideia. “Este livro nasceu da necessidade de trabalhar alguns dos anseios que as crianças sentem face a um projeto de vida que tanto desejam, mas que ao mesmo tempo lhes desperta inseguranças”, afirmou Telma Pinto. 

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