Seis fiscais da ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica desencadearam esta segunda-feira uma acção de fiscalização na Expotrofa, que decorre desde sábado no Parque Nossa Senhora das Dores, no concelho da Trofa.

 A acção de fiscalização incidiu sobre as tasquinhas que servem refeições e bolos e estendeu-se também a alguns stands de demonstração instalados no recinto.

Durante cerca de duas horas a ASAE passou "a pente fino" o interior das Tasquinhas dando relevo sobretudo a questões de higiene, ao acondicionamento dos alimentos nos refrigeradores, à forma como estavam vestidas as pessoas envolvidas na confecção das refeições.

Em declarações ao NT o responsável de Comunicação da ASAE salientou que "não foram encontradas situações anómalas pelo que não foram instaurados processos de contra-ordenação nem processos crime contra os operadores que operar na Expotrofa", concluiu.

Recorde-se que este ano as exigências em termos de instalação, higiene e segurança dos expositores foram mais "apertadas", tendo inclusive a autarquia realizado algumas reuniões preparatórias, informados os expositores, sobretudo os da área alimentar das exigências legislativas em termos de higiene e segurança que deveriam cumprir e zelar pela qualidade das refeições.

Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia salientou que "a Edição 20047 foi preparada com especial cuidado e demos uma atenção redobrada às questões ambientais, de higiene e segurança. Cumprimos todos os requisitos exigidos por lei para que este certame seja reconhecido e possamos continuar a alcançar o sucesso de iniciativas anteriores", assegurou o autarca.

Fiscalizações continuam

À margem da fiscalização da Expotrofa, a ASAE está a levar a cabo uma acção de fiscalização a empresas de panificação e a suiniculturas em toda a zona norte, com incidência no concelho da Trofa. Assim, e segundo dados revelados pelo Gabinete de Comunicação da ASAE das 13 empresas de panificação visitadas, as 13 foram alvo de processos de contra-ordenação por não estarem a cumprir todas as imposições legais e destas, cinco acabaram mesmo por ver a sua actividade suspensa. O NT sabe que uma das empresas de panificação cuja actividade foi suspensa está sedeada no concelho da Trofa.

No entanto e segundo o Gabinete de Comunicação da ASAE, estas empresas poderão voltar a laborar, necessitando apenas cumprir todas as exigências e solicitar uma nova fiscalização, podendo consegui-lo em apenas 24 horas.

O NT sabe que na passada terça-feira algumas brigadas da ASAE fiscalizaram explorações de suinicultura no concelho da Trofa, mas não foi ainda possível apurar os resultados destas  acções.