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Ano 2008

AS TEORIAS DO URBANISMO

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Que impere o bom senso

Quem, como eu, não tenha formação sobre a matéria, arrisca a cometer umas quantas imprecisões. Contudo, apesar dessa falta de formação, há uma questão importante, que é o senso comum e o bom senso que são aplicáveis em qualquer assunto que nos diga respeito.

   Nas últimas décadas, têm imperado um conjunto de conceitos de urbanismo que nos levaram, na minha muito modesta opinião, a uma situação, que é a de hoje, muito prejudicial a todos os níveis.

Há, em Portugal, segundo dados fornecidos através da comunicação social, meio milhão de casas desabitadas. O suficiente para albergar cerca de dois milhões de pessoas.

Se tivermos em conta que a nossa população não tem aumentado, ou tem aumentado pouquíssimo, e se tivermos também em conta que as cidades têm crescido em área, depressa concluiremos que o que tem acontecido é a destruição de terrenos nas periferias das cidades.

Hoje, temos o interior deserto de pessoas, que migraram para o litoral, e temos os centros das maiores cidades sem moradores.

Lisboa e Porto, por exemplo, têm perdido centenas de milhar de habitantes, enquanto os municípios vizinhos estão cada vez mais saturados, havendo um trânsito infernal todos os dias entre as grandes cidades e as periferias.

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Existem, nestes dois exemplos, cidades fantasma, no interior das cidades, com prédios em ruínas e que servem de albergue a marginais e pessoas sem abrigo.

Enquanto isso, todos os municípios procuram alargar os seus perímetros urbanos porque todos querem ser grandes. Se não forem grandes na realidade, procuram sê-lo na aparência.

Alguém, ligado ao urbanismo, afirmou que os Planos Directores Municipais, a nível nacional permitiriam que a população triplicasse.

Como a população não cresce, a nível nacional, isto significa que continuaremos a destruir terrenos e a desertificar os centros das cidades.

Hoje fala-se, gratuitamente, na minha opinião, a propósito de tudo e de nada, em amplos espaços, defendendo o alargamento das periferias, significando isso que os centros das cidades ficarão cada vez mais desertos e degradados. Só que os amplos espaços deixam de ser amplos à medida que vão sendo ocupados.

Isto é qualidade de vida? È agradável percorrer certas ruas do Porto ou de Lisboa? São ruas que, em tempos não muito distantes, tinham vida e pessoas a viver e trabalhar.

Alguns países europeus têm já empresas do ramo da construção civil especializadas na recuperação de edifícios enquanto em Portugal pouco se vê. Vê-se mais a construir nos terrenos livres, deixando, na maioria dos casos, os edifícios velhos que vão ficando assim mesmo: velhos e a cair.

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Não está aqui implícita qualquer crítica a quem quer que seja, em particular, porque se trata dum problema que tem várias facetas e as questões económicas de cada um não podem ser vistas isoladamente, nomeadamente dos pequenos proprietários, que não têm dinheiro para recuperar os edifícios. É um problema mais vasto para o qual não existem soluções simples, creio.

Mas os poderes públicos, no âmbito das suas atribuições, devem fazer um esforço acrescido para evitar a degradação e desertificação dos centros urbanos e a destruição evitável de terrenos.

Estas situações também são aplicáveis à Trofa.

Sem termos ainda um problema sério de desertificação, devemos evitar as teorias de fuga permanente para as periferias deixando o centro abandonado e sem moradores nem equipamentos.

O Catulo, por exemplo, não tem um problema de saturação. Tem um problema de trânsito que não se resolve com o abandono. Resolve-se com a construção das variantes que, esperemos, esteja para breve.

Solucionado que esteja a questão de excesso de trânsito de passagem, o Catulo pode ser uma zona perfeitamente desafogada e agradável, se não for abandonado.

E deve lá ter próximo os Paços do Concelho que evitarão que as ruas envolventes se transformem em ruas degradadas e sem gente. Deve ser escolhida uma boa implantação e essa é uma questão que está em aberto.

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Estamos a tempo de evitar os problemas das grandes cidades portuguesas.

 

Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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