Qualquer líder terá sempre uma tarefa difícil, pois a sua acção vai muito para além de saber dar ordens e como tal a sua tarefa nunca está terminada. Um líder tem de ter responsabilidade e carisma para com isso conseguir motivar a sua equipa de trabalho para que esta dê sempre o seu máximo. Hoje ser líder em tempo de crise é um trabalho reforçado e de muito esforço, mas há que ter a coragem e o discernimento para se fazer, a escolha correcta tendo sempre em mente alguns aspectos importantes.

Numa altura como a actual não se deve ver esta situação de crise como sendo algo em que nada podemos fazer. Bem pelo contrário! Devemos analisar os motivos que originam tal "desconforto" e tirar daí as grandes lições para situações presentes e futuras. Isto para não falarmos de que qualquer crise deve ser sempre encarada de "frente", com implementação de medidas de fundo e não simplesmente de remendos ou teorias sem aplicabilidade na prática. Neste cenário a experiência, a coerência e a credibilidade são características muito importantes.

Naturalmente que o líder deve apoiar-se na sua equipa pois ninguém consegue resolver este tipo de situações sozinho, procurando que a mesma esteja ao corrente de todas as informações, nomeadamente as relevantes. Tem, na nossa opinião, de ter a equipa motivada e levar a mesma a vestir com entusiasmo a camisola e a dar o tudo por tudo para se ultrapassar os obstáculos que aparecem, com respeito e elevação.

No entanto, como ninguém consegue resolver tudo de uma só vez, o melhor que há a fazer é não perder tempo com problemas menores, do tipo "disse …disse", questões de relevância duvidosa ou utópica, etc., devendo-se, isso sim, resolver-se os problemas factuais, uma de cada vez, bem e definitivamente. Quem tudo diz fazer, normalmente nada ou muito pouco faz!

Obviamente que não é fácil atingir-se todos os objectivos num cenário destes, pois a vida torna-se muito mais difícil. Exige-se, portanto, mais trabalho e só se podem oferecer muitas incertezas e poucas certezas. Daí que se deve concentrar no mais importante, sendo naturalmente ousado e perspicaz.

 

Por outro lado, numa equipa há sempre quem mais se destaque. Definir com rigor as competências que nesta fase são cruciais e procurar ver quem as possui, deve ser uma das tarefas do líder. Observar e ouvir, são requisitos importantes, deixando que os seus colaboradores se manifestem e mostrem, assim, todo o seu potencial. Este deve apoiar-se nas pessoas que tem as capacidades que lhe fazem mais falta. São essas pessoas que lhe vão ser fundamentais no seu êxito futuro.

Acima de tudo deve mostrar que trabalha e que se empenha com a mesma paixão e motivação que todos esperam de um líder a "sério", ou seja, deve ser um exemplo para a sua equipa e para todos os que o rodeiam, estando sempre disponível para qualquer tipo de esclarecimento.

Já agora mais uma pequena nota. A diferença entre um grupo e uma equipa reside no seu nível de autonomia. Uma equipa não existe sem que haja um objectivo em comum, mas é primordial que cada membro consiga ter ideias próprias. Numa equipa não existem imprescindíveis. Mas se porventura numa equipa não se consegue trabalhar sem determinado elemento, então é porque não é uma equipa mas sim apenas e só um grupo de pessoas.

Terminamos dizendo:

FAÇA EQUIPA E NÃO GRUPO!

Alberto Maia