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Edição 430

“As pessoas gostaram muito da ExpoTrofa do ano passado”

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A ExpoTrofa começa no sábado, 6 de julho, e promete divulgar o comércio, a indústria, o artesanato e o associativismo do concelho. Tomé Carvalho garante que população gostou dos moldes do certame do ano passado.

Já começou a contagem decrescente para mais uma edição da ExpoTrofa. O entra e sai de carros e carrinhas de um dos parques de estacionamento da nova estação de comboios, local que vai receber o certame, denunciam os últimos preparativos para um dos eventos de maior expressão do concelho, por juntar artesãos, associações e empresas para uma feira que visa revitalizar os diferentes setores da comunidade trofense.

A localização repete-se pelo segundo ano consecutivo, confirmando os indícios deixados pela presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, no final do certame em 2012, acerca “do sucesso” da escolha.

A atividade é promovida pela Câmara Municipal da Trofa em parceria com a Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores, e contará com a presença de “centenas de empresas, 15 artesãos, 28 associações e 12 tasquinhas”. Magalhães Moreira, vereador do pelouro do Turismo da autarquia, afirmou que esta “a maior mostra das potencialidades do concelho” manteve os moldes do ano passado, pois “o modo de funcionamento foi quase perfeito”. “Quer a organização dos eventos, quer a organização da festa correu bem. Há algumas melhorias que são introduzidas, principalmente na zona da restauração, porque o ano passado notou-se que tinha algum vento que causava alguma incomodidade e tentamos corrigir”, informou.

Quanto às inovações para 2013, destacam-se “o quartel aberto dos Bombeiros Voluntários da Trofa”, que terão um piquete a responder às solicitações da população a partir do recinto do certame, e “o posto de primeiros socorros da Cruz Vermelha Portuguesa”.

Este ano, a ExpoTrofa conta com a participação das juntas de freguesia de S. Mamede do Coronado, S. Martinho de Bougado, Guidões e Muro, ao contrário do que acontece com as de Alvarelhos, Santiago de Bougado, S. Romão do Coronado e Covelas. Magalhães Moreira não se alargou nos comentários sobre a não participação dessas juntas, afirmando apenas que “a prioridade” é dada aos “grupos e associações dessas freguesias para que participem no dia que lhes é dedicado”. “Já não é a primeira vez que isto sucede, este ano foi sintomático relativamente às juntas de freguesia que pertencem ao PSD. As entidades são livres de procederem como entenderem. Se calhar é assim que eles entendem que defendem melhor as populações”, referiu.

Na organização também participa a Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores que, através da venda dos stands, tenta angariar fundos para a maior romaria do concelho. Segundo o presidente da Comissão de Festas, Tomé Carvalho, outra das novidades desta edição passa pela “presença de empresários da metalomecânica”, que vão “expor máquinas de CNC.

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“As pessoas gostaram muito dos moldes do ano passado e, por isso, preocuparam-se em inscrever-se com antecedência para garantir o seu lugar”, afiançou, garantindo que o feedback da população é igualmente positivo: “Isto é um espaço de excelência e o certame estará bem montado. Toda a gente diz bem deste local e abençoada a hora que viemos para cá”.

A inauguração do certame está marcada para as 17 horas de sábado, 6 de julho, dia dedicado a S. Martinho de Bougado. O recinto pode ser visitado de segunda a quinta-feira, das 19 às 23.30 horas, na sexta-feira, das 19 às 24 horas, aos sábados, das 17 às 24 horas, e aos domingos, das 15 às 24 horas.

As tasquinhas estão abertas das 19 às 24 horas, de segunda à sexta-feira, no primeiro sábado abre mais cedo duas horas e no segundo sábado e domingos funcionam das 12 às 24 horas.

 

Bar da Comissão de Festas com grande afluência no fim de semana

O calor ajudou a Comissão de Festas que levou “muitas pessoas” a frequentar o Bar da Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores. À semelhança do que disse o poeta, “estranha-se e depois entranha-se”. “No início, veio muito frio a população que vinha ainda tinha algum receio, mas este fim de semana foi excelente, com bar cheio. Já no outro fim de semana, com a sardinhada de S. João, correu muito bem. O povo está a aderir e estamos mesmo no caminho certo. Só falta acabar um terraço lá ao fundo, para estar pronto para os expositores e os carrosséis”, informou Tomé Carvalho.

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Edição 430

«…E até mortos vão a nosso lado.» Do poema «Jornada» de José Gomes Ferreira

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atanagildolobo

O ministro caiu. Demitiu-se. Já há oito meses atrás tinha chegado à conclusão de que não tinha credibilidade, que falhara nos objetivos, nas previsões, na sua política. Já pedira a demissão por duas vezes. Alguém o andou a aguentar e à sua política no governo durante este tempo. Quem? Porquê? No passado dia 27 de junho realizou-se uma grande greve geral, sobretudo no sector público. De alguma forma, entre outros resultados da greve, como por exemplo saber-se que há gente, que apesar de perder um dia de salário, se indigna, protesta, luta por este país, acredita em Portugal e nos portugueses, aconteceu outro: Gaspar demitiu-se, o ministro caiu.

Também no passado dia 27 de junho ter-se-á realizado, provavelmente, a última assembleia de freguesia, antes da inevitável retoma da independência e da autonomia que um dia acontecerá, quiçá brevemente, na minha freguesia: Guidões.

O presidente da junta, Bernardino Maia, de forma emotiva e genuína, elogiou as atuações políticas de três pessoas já falecidas que, cada uma á sua maneira e em diferentes tempos, contribuíram positivamente para o debate democrático, para a resolução dos problemas concretos, para uma maior vivacidade na democracia em Guidões. Segundo afirmou, as suas influências marcaram a freguesia desde o tempo que integrava o concelho de Santo Tirso até hoje, fazendo de Guidões a «freguesia mais politizada». Obviamente que fiquei surpreendentemente encantado pela declaração, embora comovido, sendo duas dessas figuras os meus camaradas Arnaldo Ferreira e Augusto Lobo. Mas digo também ter-se tratado de um manifesto absolutamente justo. Provavelmente a história democrática de Guidões e mesmo a história de duas dezenas de anos antes de instalada a democracia, teria sido diferente se esses dois homens não tivessem existido. Eu acrescentaria, e estamos a falar apenas de pessoas que já desapareceram, o nome de Agostinho Ferreira Lopes, outra figura incontornável da história democrática de Guidões dos últimos sessenta anos. A história faz-se sempre mais tarde. E um dia essa história far-se-á.

Resta-me uma palavra para o Sr. Presidente. Contou a maioria PS com a oposição da CDU de 1993 a 1997 e de 2005 até agora, na assembleia de freguesia. Uma oposição lisa, sem borbulhas, contundente quando necessária, combatente sempre, proponente às vezes, coerente e consequente, permanentemente. É verdade que ao longo desses anos, foi mais o que nos separou do que o que nos uniu. Mas também é verdade que no grande valor, no mais alto de todos os valores estivemos unidos: o amor à nossa freguesia. Este combate, esta luta pela preservação da freguesia, contra a malfazeja política do PSD e do CDS que agora nos obrigou a agregar com Alvarelhos, extinguindo assim duas freguesias históricas, ao arrepio da vontade do povo, não terminou. A luta prosseguirá comigo, consigo e com todos os outros que se oponham à extinção das freguesias e assim germinará novas vozes, fomentará novos combates, até que a legalidade seja reposta e a freguesia seja devolvida ao seu legitimo proprietário: o povo.

Subsiste ainda uma saudação pela sua postura democrática, pela sua aceitação de críticas políticas, pelo seu poder de análise e também, já agora, uma coisa que até é rara em políticos no poder, pela sua capacidade de autocrítica política. Estou a lembrar-me da questão do grande terreno da urbanização de Vilar ou das taxas do cemitério, em que a história veio a confirmar a análise atempada da CDU.

Por isso, este abraço na despedida do cargo que desempenha, realçando o muito que nos separa, mas enfatizando sobretudo o essencial do que nos une politicamente e que, consequentemente, não será de adeus, mas de reencontro e de reafirmação na luta pela nossa freguesia e

«Aqueles que se percam no caminho

Que importa? Chegarão no nosso brado

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Porque nenhum de nós anda sozinho

E até mortos vão a nosso lado.»

 

Guidões, 2 de julho de 2013.

 

Atanagildo Lobo

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Edição 430

“S. Mamede ganhou um novo rumo, dinâmica e vitalidade”

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Em entrevista ao NT, José Ferreira faz balanço do mandato 

José Ferreira assumiu pela primeira vez a presidência de S. Mamede do Coronado há quatro anos. Em entrevista ao NT, o autarca nomeou a Casa Mortuária como uma das obras mais importantes do mandato e afirmou que a primeira grande dificuldade encontrada foi “uma dívida de 70 mil euros deixada pelo executivo anterior”.

Como avalia o mandato que está prestes a completar, assim como toda a sua governação na Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado?

José Ferreira (JF): O meu mandato à frente da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado é francamente positivo. Toda a minha governação se pautou por muito empenho, rigor e perseverança, mas sobretudo, foi o trabalho e o apoio de toda a minha equipa que muito contribuiu para o sucesso da nossa governação.

A freguesia de S. Mamede ganhou connosco um novo rumo, uma nova dinâmica e sobretudo vitalidade. 

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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