A adjudicação da 2.ª fase das obras do caminho-de-ferro constitui um pequeno/grande passo para a estruturação urbana da Trofa.

Esta adjudicação constitui apenas a continuação das obras já iniciadas e, só por si, nada acrescenta de novo ao que estava previsto há muito tempo, mas não deixa de constituir um passo mais, porque não vai haver mais atrasos, em direcção à estruturação da cidade.

Sendo uma obra da Refer, mereceu a presença da Sra. Secretária de Estado e da Câmara Municipal. A importância da obra mereceu a presença das duas entidades mais importantes com interesse directo, além da presença de muitos convidados que não se quiseram alhear de tão importante equipamento que, se destinando a beneficiar toda a região, traz benefícios indiscutíveis para a Trofa.

A génese desta obra foi das mais polémicas que existiu na Trofa, em que, cada um à sua maneira, quis o que considerava melhor para a Trofa.

É, também, um bom exemplo, que não posso deixar de reconhecer, que a colaboração entre entidades, Governo, Câmara Municipal e empresa, é muito mais benéfica para todos do que os “célebres” murros na mesa que raramente conduzem a “bom porto“.

Adepto que sou do diálogo e da colaboração entre entidades, que evitam olhar às cores políticas, não posso deixar de estar satisfeito com o comportamento das instituições que atrás referi. A Trofa e o país é que ficam a ganhar porque não se trata de obra conjuntural, mas sim de obra que vai influenciar e condicionar o desenvolvimento da Trofa e da região para o futuro.

Esta opção de obra tem, na minha modesta opinião, várias virtudes. Soluciona, definitivamente, o problema da divisão física do centro da cidade; alarga o centro urbano, evitando, para futuro, eventual saturação; facilita a mobilidade interna, encurta a distância em cerca de quinhentos metros com as benéficas consequências de consumos energéticos e, por essa via, diminui, quer os tempos das viagens, quer a produção de poluição.

Não deixará de produzir os seus efeitos benéficos para futuro, ainda que não visíveis no imediato, e apesar dos transtornos que vai causar durante os trabalhos.

Obviamente que também trará alguns inconvenientes. Há pessoas que se sentirão lesadas, nomeadamente os proprietários dos terrenos por onde passa. Esses serão os sacrificados pelo bem comum e é necessário que sejam justamente indemnizados ou compensados para se evitar prejuízos.

Excepcionando estas eventuais situações, temos todos os motivos para estarmos satisfeitos, moderadamente optimistas e com a convicção que a Trofa ficará melhor com esta obra.

O futuro vai-se construindo com pequenos passos e este passo é um pequeno/grande passo para a melhoria da Trofa e da região norte.

Oxalá todos os passos a dar sejam neste sentido.

 

 

Afonso Paixão