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Ano 2011

Arrancaram as obras de construção do Intercetor de Covelas

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Poderá estar resolvido dentro de cinco meses o problema dos maus odores provenientes das lagoas da empresa Savinor.

A construção do intercetor de Covelas começou esta quarta-feira e com esta obra, no valor de 392.010,54 euros, a empresa municipal Trofáguas vai instalar numa extensão de 7,5 quilómetros, entre a ponte sobre o rio Trofa na EN14 e a área envolvente à Savinor, esta infraestrutura há muito reclamada pela empresa. A empreitada vai ser executada em parceria entre a Empresa Municipal e a Savinor.

Luís Rebelo, presidente do conselho de administração da Trofáguas adiantou que com a construção deste intercetor, “temos a forte convicção de que a empreitada vai permitir o restabelecimento do tão desejado equilíbrio ambiental no concelho, em particular nas freguesias de S. Romão do Coronado e Covelas”.

O responsável da empresa adiantou ainda que “a Trofáguas continuará a sensibilizar os munícipes para o pedido de ligação ao coletor de saneamento, uma vez que se trata de uma ação muito importante para o meio ambiente e para melhorar a qualidade de vida da população trofense”. O presidente do conselho de administração lembrou “a existência de apoios sociais para as famílias carenciadas (devidamente comprovada), vai permitir aumentar ainda mais o número de pedidos de ligação em todo o concelho”.

Já para João Pedro Azevedo, presidente do conselho de Administração da Savinor esta “é sem dúvida nenhuma uma excelente notícia! Este é um investimento fundamental para darmos um grande passo decisivo na melhoria das condições de laboração da SAVINOR, sendo com profundo agrado que, e apesar dos atrasos alheios à nossa vontade, vemos esta obra a arrancar”. O responsável mostrou-se satisfeito pelo facto de esta empreitada contribuir para “ uma maior qualidade de vida da população abrangida por este equipamento.

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Estamos perante um forte investimento privado, dado que este será financiado pela SAVINOR em mais de 80 por cento do seu custo, que irá responder a uma necessidade pública, como é o caso da supressão dos odores desagradáveis e a criação de saneamento público para algumas populações da região”.

João Pedro Azevedo realçou que “o intercetor permitirá ainda dar solução adequada às águas residuais domésticas produzidas pela população de S. Romão do Coronado e Covelas, que ainda não tem este equipamento à sua disposição, conferindo uma maior qualidade de vida para esta”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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