No Dia da Cidade, que evocou os 29 anos da elevação de Vila Nova de Famalicão a cidade, a autarquia entregou a Armindo Costa o título de cidadão honorário do município.

Armindo Costa recebeu a mais alta distinção do concelho de Vila Nova de Famalicão. O ex-presidente da autarquia famalicense foi galardoado com o título de honorário do município, por “ter sido responsável pelo forte impulso de desenvolvimento que o concelho conheceu na última década”.

A homenagem, que foi aprovada por unanimidade pelo executivo liderado por Paulo Cunha, foi feita na quarta-feira, 9 de julho, dia que marcou o 29º aniversário da elevação de Vila Nova de Famalicão a cidade.

Na sessão solene realizada na Casa das Artes, foram ainda entregues medalhas de mérito municipal a 32 personalidades (entre elas vários ex-presidentes de junta) e 19 instituições em áreas como desporto, cultura e solidariedade.

Armindo Costa partilhou a distinção com “todos os trabalhadores da autarquia”, que o “acompanharam na concretização do grande projeto para este grande concelho”. “Com determinação, grande competência e muito trabalho desenvolvido em conjunto colocamos Famalicão no topo. Sem a vossa competência e excelência do nosso trabalho não teríamos chegado onde chegamos nem teríamos feito as obras que concretizamos”, sublinhou, sem esquecer de “agradecer” também “aos autarcas das 49 freguesias” que “foram os pilares do desenvolvimento verificado em cada uma das freguesias”.

O ex-presidente também elogiou a comunicação social, referindo que esta “foi parte da dinâmica” que levou Famalicão “ao patamar mais elevado das autarquias portuguesas”.

Paulo Cunha explicou que a homenagem a Armindo Costa e às restantes individualidades e associações pretende “quebrar” a “rotina da vertigem para a crítica”. Se por um lado, o autarca defende que “não devemos deixar de assinalar os maus exemplos”, por outro, “devemos concentrar energia para assinalar os feitos, os méritos e as boas ações”.

Direcionando o discurso para a atividade municipal, Paulo Cunha referiu que existe “três desafios” que uma autarquia tem pela frente. O primeiro prende-se com o “desenvolvimento económico”, sobre o qual atesta que “as autarquias devem ser verdadeiras indutoras” desse desígnio, criando “condições” para que “empresários e empreendedores” sejam “elementos estruturantes” para esse desenvolvimento.

Segue-se o “desafio social”, com atenção para “o contexto emergência” que “continua” no seio de “muitas famílias”. Para as apoiar, principalmente às numerosas, a autarquia “vai criar um terceiro escalão” e potenciar o projeto “Casa Feliz”, que visa o apoio à renda e à renovação da habitação.

A “responsabilidade intergeracional” foi o terceiro desafio enunciado por Paulo Cunha. É preciso “reconhecer os feitos dos seniores” e “dar-lhes qualidade de vida”, assim como é necessário “proteger o futuro” e “não hipotecar a geração vindoura”.

Paulo Cunha desafiou ainda a população a participar no “plano estratégico” do concelho, que iniciará “brevemente”, para que “seja uma bitola que guie as medidas de crescimento” e “um modelo que possa gerir as oportunidades em termos de quadro comunitário”.

A celebração do Dia da Cidade também ficou marcada por uma festa dedicada aos seniores, no Parque de Sinçães, e pelo espetáculo “Dance Against the Machine”, por Mariana Tengner Barros, da companhia EDge – London Contemporany Dance Scholl, no Anfiteatro do Parque da Devesa.