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Setenta e cinco anos depois, Armando Marques recebeu Laura Oliveira no altar da Igreja do Muro. O casal murense, de 96 e 93 anos, respetivamente, celebrou as bodas de diamante e renovou os votos de um casamento de tal modo duradouro que, na freguesia, se falava em algo “inédito”. A missa foi presidida por Manuel Domingues, com a presença do pároco Rui Alves e da família numerosa que o casal construiu ao longo de mais de sete décadas. A igreja encheu, ao contrário do que aconteceu em 1940, quando Armando e Laura, acompanhados por dois padrinhos, comprometeram-se perante Deus amarem-se e respeitarem-se, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias das suas vidas. Naquele tempo, depois da cerimónia, seguiram para casa, “com uma garrafa de vinho fino e uma regueifa de pão de ló oferecida por um casal amigo” e assim “se fez a festa”, que terminou “à noite”, contou Armando Marques.
Com uma lucidez admirável, o casal manifestou emoção pelas surpresas preparadas pela família e que incluiu arroz e pétalas à saída da Igreja e uma limousine, que os levaria para o local do almoço. Além da família, muitos conterrâneos também marcaram presença na cerimónia. “Fiquei a saber de amigos que tenho e nem sabia”, afirmou Armando Marques.
Em jeito de brincadeira, Armando afirmou que o segredo de tão longa união foi “não se dar mal com a esposa”. “Olhe que é difícil aturar uma mulher durante 75 anos. É preciso ser um marido muito bom”, contou, arrancando uma sonora gargalhada a Laura.
Por sua vez, a esposa considera que Deus foi uma peça importante para atingir tal feito. “Ele está sempre do nosso lado, acompanha-nos a toda a hora”, evidenciou.
Para o pároco Rui Alves, que duvida ter “outra oportunidade” para presenciar outro “acontecimento” como este, o que aconteceu na Igreja “foi um hino à família” e ao que o casal “construiu”.
O acontecimento foi de tal modo importante, que até contou com a presença do presidente da Junta de Freguesia do Muro, Carlos Martins.