Associação Recreativa de Paradela tem eleições marcadas para 13 de abril, mas ainda não apareceram candidatos. José Ferreira garantiu que não se recandidata.

O futuro da Associação Recreativa de Paradela pode estar comprometido. José Ferreira, atual presidente da coletividade, garantiu que a sua recandidatura “está fora de questão”. A Assembleia-geral da AR Paradela está agendada para o dia 13 de abril e até ao momento não surgiram candidatos para assumir a direção. Se tal se mantiver, a AR Paradela pode fechar portas.

“Estive seis anos à frente da associação, é altura de dar lugar a outros”, afirma José Ferreira, justificando a sua posição. A “vida familiar” e a “falta de apoio, este ano, por parte de muitas pessoas” são os outros motivos apontados para a saída do atual corpo diretivo, já que o ainda presidente anunciou que toda a direção o deve acompanhar na saída. Apesar dos esforços, José Ferreira “não” está a “conseguir encontrar pessoas para assumirem os cargos”. De facto, o responsável faz um “apelo” para que quem o possa fazer apresente uma lista para ir a eleições.

De acordo com os estatutos da coletividade, no caso de não existirem candidatos, a atual direção vai manter-se nos cargos até à assembleia seguinte. Depois disso, José Ferreira vaticina “um vazio diretivo”, que pode resultar no fim da AR Paradela. “Se não aparecer ninguém, pendura-se as chaves no chaveiro”, afirmou, sem esconder que se vai sentir “triste se isso acontecer, pois é uma associação que representa o nome da Trofa e do concelho há 15 anos”.

Amadeu Pinheiro, presidente da Assembleia-geral, acredita que “Paradela não deixará cair a sua associação”, uma vez que “é já amplamente conhecida, bem como as atividades que realiza, algumas de âmbito nacional como é o BTT”.

“Se não aparecerem candidatos, irei pedir à atual direção para se manter em funções até à próxima assembleia, até porque temos várias atividades a decorrer e não podem de maneira nenhuma acabar”. Depois disso, deve ser convocada nova reunião para o início de maio, na expectativa de que surjam novos candidatos.

Se em maio não se resolver o vazio diretivo, Amadeu Pinheiro vai pedir a José Ferreira para continuar em funções: “Estou convencido que a atual direção irá continuar em gestão até que apareçam novos responsáveis”.