No jantar de apresentação de Paulo Serra como candidato pelo CDS à Câmara Municipal da Trofa, foram também apresentados os cabeças-de-lista pelo partido a todas a freguesias do concelho. Na Quinta da Azenha, em Guidões, o NT/Trofa Tv ouviu os projectos defendidos pelos candidatos.

A “experiência autárquica bastante trabalhada” é para Ricardo Barros a sua mais-valia ao candidatar-se pelo CDS a Santiago de Bougado. Reconhecendo os seus “adversários fortes”, o candidato mostra confiança para conquistar a maioria dos votos dos bougadenses, pelos quais quer fazer mais. “Verifico que pouca coisa se tem feito, as obras mais profundas não têm sido trabalhadas”, considerou, referindo que uma das prioridades defendidas é a obra do Centro de Dia. É também objectivo “pedir a colaboração dos órgãos autárquicos dentro do PDM e das vias de comunicação para que sejam feitas na Trofa umas variantes” e “fazer uma ligação de Santiago de Bougado a Famalicão”, para além de “acabar com as ruas em paralelo em Santiago de Bougado”.

“Resolver o problema das variantes, que é um cancro que está a atrasar muito a Trofa” é também a vontade de Pedro Silva, que se candidata como independente a S. Martinho de Bougado. O candidato quer ainda apostar na vertente social, assim como “criar condições para que as pessoas possam ocupar os seus tempos livres e as crianças possam ter jardins-de-infância e as pessoas melhores condições de vida”. Pedro Silva não tem dúvidas da mais-valia do CDS para S. Martinho de Bougado: “a sua equipa muito homogénea de pessoas muito experientes, muitos deles empresários, pessoas que já deram muito à terra e pessoas que têm uma visão muita acertada sobre a realidade de S. Martinho de Bougado”.

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“Servir melhor os alvarelhenses com mais democracia e diálogo” é a proposta defendida por Rodrigo Araújo, candidato à freguesia de Alvarelhos, que pretende dar continuidade às obras já iniciadas e começar outras, como intervenções em algumas ruas da freguesia. Rodrigo Araújo propõe-se também a construir um passeio na avenida de S. Gens, assim como instalar iluminação pública em “muitas ruas”. “Mais democracia e mais unidade” é alternativa o candidato pelo CDS a Alvarelhos que defende ainda a necessidade de “olhar mais para os pobres e não só para os ricos” para acabar com as “muitas contradições” existentes na freguesia.

Já na freguesia vizinha, Guidões, Marco Silva pretende fomentar o apoio à agricultura que, por sua vez, tem vindo a ser prejudicada na freguesia”. “Dinâmica, força e vontade de crescer” são os ingredientes, segundo Marco Silva, para fazer crescer a freguesia e o concelho. E porque “todas as freguesias são importantes para o crescimento do concelho”, esse crescimento é feito “apoiando a educação para gerações futuras na freguesia e concelho”. Para o candidato a Guidões, “a reconfiguração dos recursos que a freguesia dispõe tanto ao nível da manutenção dos recursos hídricos e a sua aproveitação para a agricultura e outras actividades, bem como algum património cultural e rural não está a ser aproveitado como deve ser”, considera. “Gerar alguma actividade económica” para fazer prosperar alguns negócios na localidade também são projectos fundamentais para Marco Silva, que não deixa de querer criar ainda “uma diversificação de actividades de ensino e de experiências para os mais novos e um pólo agrário”. “A instrução agrária é de mérito e o património cultural deverá ser melhor aproveitado”, rematou.

A construção da sede da Junta de Freguesia, a água e o saneamento básico são as prioridades para o candidato a Covelas, Nicolau Silva. “Covelas está a precisar de novas ideias e projectos e penso que quem está neste momento a presidente está completamente ultrapassado”, afirmou, acrescentando que ao seu lado possui “uma equipa dinâmica e trabalhadora” para “fazer muito melhor” por Covelas. “Queremos em primeiro lugar apoiar as pessoas, ter o saneamento básico e a água que Covelas não tem”, salientou, considerando que “no século XXI não é normal não termos estas necessidades tão grandes”.

Já em S. Mamede Coronado, Augusto de Jesus quer fazer da freguesia “o que ela merece, porque em relação a outras freguesias ficou para trás tanto ao nível de investimentos, como a nível da organização de eventos”. O candidato a S. Mamede não promete “obras megalómanas”, mas quer ver realizadas aquelas que “em 12 anos do poder do PSD nunca se fizeram”. Entre elas está a terceira fase do alargamento do cemitério, que é “um elefante branco que continua a comer dinheiro”, segundo Augusto de Jesus. A pavimentação da Rua Vale do Coronado e da Rua de S. Mamede, um parque de jogos, divulgar a arte-sacra da freguesia e construir uma creche são outras das pretensões para S. Mamede do Coronado, freguesia que “é preciso trabalhar e dinamizar”.

Para S. Romão do Coronado, mais-valia do CDS é o “desenvolvimento”, de acordo com o candidato António Gonçalves. “Estamos muito atrasados em relação ao desenvolvimento de S. Romão”, afirmou, sublinhando a necessidade de “dar qualidade de vida às pessoas, principalmente com água e saneamento que não chega a toda a freguesia”. Para S. Romão, António Gonçalves defende “melhores arruamentos”, a aposta na iniciativa privada e pública “para criar mais postos de trabalho”.

Executivo camarário brincou com a Junta de Freguesia do Muro”

A esperança de “uma nova mentalidade política” é o principal motivo que leva Carlos Martins a recandidatar-se pelo CDS ao Muro. “O grande projecto que tenho para a freguesia é tratar toda a gente por igual, não havendo favorecimentos políticos O Muro é uma terra de bem com pessoas civilizadas e o que eu não queria era divisões partidárias e conflitos entre as pessoas”, asseverou ao NT/TrofaTv. Carlos Martins acredita que o Muro vá ter “alguma obra”, mas os projectos “dependem de quem os aceita” e a “Câmara está super endividada”. O candidato e actual presidente da Junta de Freguesia do Muro foi mais longe e acusou a autarquia de “nunca rever a vitória do CDS no Muro”. “O executivo camarário brincou com a Junta de Freguesia do Muro”, alertou Carlos Martins que foi ainda peremptório quanto à postura da autarquia em relação ao Muro: “a bandeira do PSD tem um certo peso no concelho e depois é só chegar ao Muro na altura das eleições e arranjar algumas pessoas que peguem na bandeira para apoiarem os que nunca ajudaram a freguesia. Há aqui um grande contra-senso e por isso a minha luta não é por um partido político, mas sim por uma causa e principalmente pelo povo do Muro, que acho que foi hostilizado nestes quatro anos”.