O ano escolar arrancou e tudo indica que não iremos ter um ano atribulado como em anos anteriores, sobretudo no ano passado.

 Não há notícias, este ano, de situações muito graves, o que é um bom indício de que iremos ter o mínimo indispensável de paz social.

Acredito que irão aparecer, aqui ou além, alguns problemas relacionados com uma ou outra escola mas, as primeiras impressões, são muito boas.

Se há sectores da sociedade onde é importante que haja paz social, a educação é um deles, indubitavelmente.

É indispensável uma população bem formada para que o país possa aspirar a bons níveis de desenvolvimento.

Fala-se muito em formação. Fala-se que o povo não tem cultura e formação suficientes para as necessidades de desenvolvimento do país.

Sendo assim, vamos todos apostar na formação, a começar pelas escolas, pelo ensino oficial.

Este ano, a maioria dos estudantes que procura o ensino superior conseguiu a sua matrícula na primeira escolha. Isto é: o curso que a maioria pretendeu, conseguiu. Alguns, infelizmente, mas menos de 15%, terá que optar por outro curso, que não seria aquele que escolheu em primeiro lugar, ou aguardar mais algum tempo, ou subir as notas, para ingressar no curso que definiu como primeira escolha.

Mas, já é positivo que quase 85% tenha conseguido entrar para o curso que escolheu em primeiro lugar.

Penso que, este ano, batemos o recorde de estudantes no ensino superior. É positivo para o país que, a prazo, colherá os benefícios da formação que essa juventude irá receber nas faculdades, sem prejuízo dos ajustamentos que o mercado de trabalho irá obrigar.

Não é fácil ter a quantidade de alunos em cursos que seja a exacta medida do que o mercado de trabalho necessitará, mas há tendências que importa observar para que esse equilíbrio seja o mais possível conseguido.

Tanto quanto possível, as escolas e as universidades devem proporcionar cursos que permitam aos alunos, uma vez terminado o curso, encontrarem um mercado de trabalho receptivo às suas habilitações.

E, naturalmente, também, há um objectivo de elevação cultural da população a conseguir através da escola.

Até ao momento, apesar dalguns pequenos problemas parece que o arranque não foi em falso e a ministra, que teve no ano lectivo anterior, o seu annus horribilis, irá ter, parece, em 2008/2009, um ano bem mais tranquilo.

Obviamente, terá tido os seus méritos. Fez o trabalho "de casa", organizou tudo e, no arranque, não está a mostrar falhas graves.

Oxalá, para bem de todos, que este ano seja bem melhor que o anterior.

Serão Portugal e os portugueses que ganham.

 

Afonso Paixão