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Ano 2011

Andam a azucrinar a vida das pessoas

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A carga tributária elevada, que os cidadãos “carregam” através de vários impostos, deveria servir para que os detentores do poder, no governo e nas autarquias, assegurassem uma qualidade de vida digna aos portugueses. Mas, não é essa a realidade, pois a prestação de serviços que o estado presta aos cidadãos, está muito longe de se poder apelidar de qualidade.

Tem sido uma constante, nos últimos tempos, o aumento de impostos com que os decisores políticos “brindam” os cidadãos quando chegam ao poder, fazendo o contrário do que anunciavam em campanha eleitoral, ou mesmo quando estavam na oposição. A característica da classe política que temos é fazer no poder o contrário do que apregoam quando estão na oposição.

A ideia de cobrar impostos é, teoricamente, para o estado obter receitas para assim poder suportar os custos dos bens públicos que só assim podem ser assegurados aos cidadãos. A saúde, a educação, a segurança e a recuperação de estradas, são os exemplos clássicos desses bens públicos. É verdade que a situação financeira do país é muito grave para que o estado possa assegurar em pleno esses bens públicos, mas o aumento de impostos não é a única solução. Existem muitas outras soluções. É só preciso vontade política.

Os decisores políticos não devem pensar só no aumento no lado das receitas, é preciso pensar também do lado da redução drástica das despesas públicas, quer da administração central quer da administração local. E aqui, desde logo, as empresas públicas, que são autênticos “sorvedouros” de despesas. É o desejado “emagrecimento” da máquina do estado; fazer mais com menos.

Um bom exercício para “emagrecimento” da máquina do estado, é a redução drástica da burocracia, que serve só para alimentar e justificar a “gordura” em excesso. A grande quantidade de impostos é um exemplo disso mesmo. É exigível uma reforma profunda do sistema tributário, que está obsoleto e cheio de “ramificações” sem qualquer utilidade. Tantos impostos, para quê?

Há países que têm apenas um imposto: o IRS, um imposto sobre o rendimento das pessoas e das empresas. E não tem mais impostos, como nós temos. Não têm sisa, nem imposto de sucessões e doações, nem imposto de circulação, nem imposto sobre os produtos petrolíferos, nem imposto automóvel, nem taxas municipais, nem derrama. Não têm nada disto e, por isso, não precisam da máquina fiscal “pesadíssima” para cobrar esses impostos. Não precisam de uma “imensidão” de funcionários, nem de tantos edifícios, nem tantas mobílias, nem tantos computadores, nem tanta despesa de economato. Não gastam o dinheiro dos impostos, que os cidadãos pagam, em nada disto e a máquina fiscal funciona em pleno, ao contrário da nossa.

Não pagar os impostos previstos na lei, é grave desordem moral e causa de perturbação social, mas a máquina do estado não serve só para andar a azucrinar a vida das pessoas. Também deve servir, para servir bem os cidadãos na saúde, na educação, na justiça e na segurança. Os cidadãos cumpridores merecem!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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