A linha do metro na Trofa irá permitir construir oito novas estações, sete à superfície e uma subterrânea, numa extensão de 10 quilómetros, no troço entre o ISMAI e Paradela. O projecto, avaliado em 140 milhões de euros, prevê também zonas de parqueamento automóvel em cinco das oito estações.

Está concretizado mais um passo fundamental para a obra do metro na Trofa, que deverá estar a circular em finais de 2011. Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes, veio à Trofa no passado sábado para presidir ao lançamento do concurso para a construção da linha do metro. A responsável pela pasta dos transportes garantiu que este é o momento de “repor a justiça”, já que há oito anos a população deste concelho ficou privada do comboio.

“Por um lado tem a ver com o facto desta linha ser uma linha que estava na primeira fase da Metro do Porto e, como se sabe, a primeira fase está concluída e esta linha ainda não está construída, portanto é colmatar essa deficiência, repor essa verdade que é termos que ter aqui uma ligação”, asseverou ao NT/TrofaTv, não deixando de frisar que “as pessoas antes tinham uma linha ferroviária e deixaram de ter para que se pudesse concretizar o metro do Porto”. “Não podem deixar de ter a linha ferroviária e não ter sido feito o metro”, defendeu.

metro

Ana Paula Vitorino adiantou que se empenhou “pessoalmente” neste projecto e reconheceu a pressão exercida pelos deputados eleitos pelo distrito do Porto, que considerou determinante para o avanço da obra, que deverá estar concluída antes do final de 2011. “A senhora deputada Joana Lima foi uma pessoa que fez uma pressão muito grande para que fosse para a frente este projecto e o Sr. Renato Sampaio e vários autarcas fizeram uma grande pressão para que fosse para a frente este projecto nas melhores condições possíveis”, considerou.

Aproveitando o canal da antiga linha ferroviária de Guimarães, a linha do metro na Trofa irá requalificar as velhas estações ferroviárias do Muro, Bougado e Trofa e permitir construir oito novas estações, sete à superfície e uma subterrânea, numa extensão de 10 quilómetros, no troço entre o ISMAI e Paradela. O projecto, avaliado em 140 milhões de euros, prevê também zonas de parqueamento automóvel em cinco das oito estações.

Para Ricardo Fonseca, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, a obra do metro na Trofa é um projecto em que a empresa “sempre apostou desde que tomou posse”. “Estamos em condições de lançar o concurso, com certeza o faremos na próxima semana e dentro de cerca de 2 anos e pouco teremos o metro a servir o concelho da Trofa”, garantiu.

A entrada da Trofa para a Área Metropolitana do Porto e para a Junta Metropolitana foram para Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia trofense, fundamentais para desbloquear o encravamento do metro e “defender com unhas e dentes a expansão da linha verde do ISMAI até Paradela”. Outro momento fundamental para o edil foi em 2006, aquando da inauguração da estação do metro até ao aeroporto. “Tive a oportunidade de falar com o senhor Primeiro-Ministro e esclarecer-lhe que havia uma falha enorme do Governo em relação à Trofa e ele ficou sensibilizado por isso”, afirmou Vasconcelos. Um reunião privada no Porto com várias entidades também “deu os seus frutos”, segundo o edil. “Passados 24, 48 horas tinha em cima da minha secretária aquilo que eram as condições que deviam constar no protocolo a assinar entre a Junta e o Governo para a construção do metro até à Trofa, individualizando-o e dando-lhe prioridade para a sua construção”, avançou.

Para Bernardino Vasconcelos apenas faltam as variantes à EN 14 e EN 104 para “mudar a face” ao concelho e tornar a Trofa “bonita”. Sobre estas acessibilidades em falta, o edil adiantou que o projecto vai “em bom caminho e bom andamento” e que “o ante-projecto para o estudo de impacto ambiental está em apreciação neste momento no Ministério do Ambiente na Comissão de Avaliação”.

Vasconcelos garantiu que não tem dúvidas de que as variantes à EN 14 e 104 vão rapidamente sair do papel, adiantando que “se alguém tentar parar as obras das variantes poderá desencadear uma verdadeira revolução”.