Mesmo depois de ter sido alvo de uma intervenção para a remoção das placas de fibrocimento que cobriam os corredores, a Escola Básica 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques ainda não está livre de estruturas com amianto, substância potencialmente cancerígena. Ainda existem placas de fibrocimento “nos pavilhões, à exceção do desportivo”, confirmou o diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa, Paulino Macedo.
“A dotação orçamental não permitiu fazer mais”, acrescentou. Paulino Macedo “não” tem “informação” sobre se há intenção da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares – Direção de Serviços da Região Norte de remover as restantes placas de fibrocimento que resistem no estabelecimento de ensino, cujas instalações estão na alçada da autarquia, desde a recente transferência de competências da tutela. “A informação que tenho é que há vontade da Câmara Municipal de apresentar uma candidatura para requalificar a escola”, afiançou.
Contactada pelo NT, a Câmara Municipal da Trofa não respondeu às questões que tinham que ver com a hipotética candidatura, nem se pretendem remover as placas de fibrocimento.
Sem resposta ficaram também as questões relativas à Escola Básica de Esprela, outro estabelecimento do Agrupamento de Escolas da Trofa, que apresenta placas de fibrocimento, com amianto, no edifício.
Segundo Paulino Macedo, a intervenção nesta escola “é urgente”, mas “não só pelas placas de amianto”. “É urgente uma requalificação”.
O diretor do Agrupamento afirmou que “a autarquia está atenta e já diligenciou orçamentos” para “requalificar a escola”, no entanto há um cenário a ter em conta que é o risco de investir a longo prazo e a possibilidade de a escola encerrar por falta de alunos. “Para já, esse problema não se põe, até porque temos três turmas, atualmente. Nos próximos dois anos, não me parece que haja esse risco”, asseverou.

Requalificação da Escola  Secundária concluída este ano letivo

Em visita recente às obras de requalificação da Escola Secundária da Trofa, o Conselho Geral do estabelecimento foi informado que “a calendarização está a ser cumprida” e que “no próximo ano letivo, tudo estará a funcionar em pleno”.
A Parque Escolar, empresa que está a realizar a obra, fez algumas alterações ao projeto, nomeadamente nos espaços exteriores, área civil e instalações técnicas para “redução de custos”, que segundo Paulino “não afetaram em nada a qualidade e a perspetiva de funcionamento em pleno da escola”.
O diretor do Agrupamento defende que, após a empreitada, e com as novas condições do estabelecimento, a Trofa terá de “reavaliar toda a rede escolar”.