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Edição 420

Ambiente – Apostar numa herança para o futuro.

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Apesar da extensa área florestal, dos inúmeros cursos de água que atravessam o espaço natural do nosso concelho e de uma cultura com as suas raízes na terra, a Trofa não tem sabido ao longo dos anos, potenciar todas as oportunidades que a nossa riqueza ambiental nos oferece. É inexistente no concelho da Trofa uma correta e eficaz estratégia de proteção e dinamização ambiental que explore e extraia do ambiente em terras trofenses, todas as potencialidades que este coloca ao nosso dispor.

Em tempos de crise, urge explorar e aproveitar todas essas oportunidades, como aliás já o têm feito (e bem) alguns dos municípios nossos vizinhos.

Os tempos de crise e de acalmia económica são inevitavelmente tempos difíceis para todos, mas são também tempos propícios à reflexão, ao reequacionar de novos caminhos, ao repensar e redesenhar de novos paradigmas sócio-economómicos, assentes na economia verde, na sustentabilidade, na proteção ambiental e nos recursos endógenos oferecidos pela envolvente natural.

Um património ambiental enriquecido e devidamente preservado, é possivelmente a melhor herança que podemos deixar às futuras gerações trofenses. Um património que uma vez destruído ou amputado muito dificilmente será recuperado.

Todos sabemos que os impactos ambientais decorrentes de processos de urbanização e industrialização desordenados têm sido continuamente ignorados e negligenciados no nosso concelho em detrimento de uma vã ilusão de crescimento económico. Os nossos rios estão hoje permanentemente poluídos, as nossas ribeiras estão imundas e transformam-se demasiadas vezes em vergonhosos e mal cheirosos esgotos a céu aberto. Os nossos lençóis freáticos são diariamente contaminados. Os índices de poluição do ar e sonora são elevados. Os maus cheiros são permanentes por todo o concelho e por vezes nauseabundos (afastando inclusive a população trofense do salutar convívio social ao ar livre). Os monstruosos contentores de recolha de resíduos sólidos urbanos, embora úteis, repugnam os trofenses pelas suas exageradas dimensões, pelas péssimas localizações onde estão colocados (nas zonas mais nobres da cidade e das freguesias) e pelo espaço envolvente sempre imundo e a carecer de limpeza e higienização periódicas. As nossas matas estão desvirtuadas e sufocadas por intermináveis exércitos de eucaliptos. Não existem espaços desportivos ao ar livre, redes de percursos pedestres ou ciclísticos que favoreçam o contacto entre os nossos munícipes e os espaços naturais do nosso concelho.

É pois urgente e fundamental valorizar o ambiente em todo o concelho da Trofa. É necessário encontrar, redesenhar e recuperar os espaços naturais por forma a favorecerem o contacto, a partilha e a interação entre a população trofense e seu meio ambiente. São necessárias novas estratégias de dinamização e educação ambiental, promovendo-se políticas de redução, reutilização, reciclagem e respeito pelo ambiente em todas as suas dimensões, fazendo destas uma prática constante.

Estando no nosso ADN fundador uma especial atenção às causas ambientais, o BLOCO DE ESQUERDA TROFA propõe um conjunto de novas políticas municipais que apostem na devolução da cidade e do ambiente às pessoas, através da despoluição dos nossos rios e ribeiras e da requalificação das suas margens; numa utilização cuidadosa e criteriosa dos territórios ambientalmente sensíveis; na criação de novos espaços verdes, redes de percursos pedestres e ciclovias para usufruto dos trofenses; promoção e apoio a programas de reflorestação com vegetação autóctone; revitalização e proteção de toda a área arborizada dos parques; na proteção do património natural e paisagístico do concelho; monitorização da qualidade do ar, dos solos e dos cursos de água; nos estímulos à consciência ambiental dos munícipes através de projetos de promoção e de educação ambiental; numa gestão eficiente mas discreta dos resíduos sólidos urbanos, sempre na ótica da sua redução, reutilização e reciclagem.

O BLOCO DE ESQUERDA TROFA está convicto que a adoção pelo município do conjunto de políticas acima propostas, propiciaria uma melhoria imediata e significativa da qualidade de vida em todo o concelho, assim como, simultaneamente ofereceríamos aos trofenses nossos descendentes uma incalculável herança para o seu futuro.

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Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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Edição 420

Pôr o nariz vermelho para ajudar crianças doentes (c/video)

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Cerca de 300 crianças do Colégio da Trofa ajudaram a “receitar” alegria para as crianças doentes que estão nos serviços pediátricos dos hospitais portugueses.

 “O Nariz Vermelho é fantástico, pois ajuda as crianças que estão no hospital tristes e fazem-nas rir”. Esta foi a mensagem que o pequeno Vasco Araújo, aluno do Colégio da Trofa, pendurou num mural que assinalou o Dia do Nariz Vermelho, 19 de abril, no estabelecimento de ensino.

As palavras de carinho para as crianças que estão nos serviços pediátricos e os elogios à Operação Nariz Vermelho multiplicaram-se numa espécie de estendal que esvoaçava ao sabor do vento, enquanto as cerca de 300 crianças do Colégio dançavam ao som das batidas de “Vermelho”, de Fafá de Belém, e “Don’t Worry, Be Happy”, de Bobby McFerrin.

Esta atividade aconteceu um pouco por todo o país, em 150 escolas, envolvendo cerca de 50 mil crianças, que puseram o nariz vermelho por uma causa solidária.

A iniciativa acontece há cinco anos e visa angariar fundos para a Operação Nariz Vermelho, cujo principal propósito é assegurar de forma contínua um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Simultaneamente, contribui para sensibilizar os mais novos para a solidariedade social.

O Colégio da Trofa uniu-se a esta causa e juntou as crianças no espaço desportivo exterior para uma manhã de aulas diferente.

 

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A aluna Maria Oliveira sabe como ajudar as crianças doentes: “Indo aos hospitais, fazer voluntariado e com estes narizes, perucas e camisolas fazer palhaçadas para as animar”.

O Colégio participa nesta iniciativa há três anos. “O projeto Nariz Vermelho tem em conta as crianças que vivem uma situação delicada e vai ao encontro de duas das principais preocupações da escola. No processo de aprendizagem, uma das nossas preocupações para consolidar o conhecimento dos nossos alunos é prepará-los para o futuro, para além da faceta social e cívica. A formação cívica é fundamental”, explicou o coordenador Alfredo Almeida.

Ao longo da manhã, as crianças do pré-escolar e do 1º e 2º ciclos estiveram bastante ativas escrevendo cartas para aqueles que se encontram hospitalizados, lançaram balões e apresentaram uma coreografia que foi preparada com contributo dos professores, coordenação e direção.

No ano transato, juntaram-se à iniciativa 80 escolas, 30 mil alunos e foram angariados 22 mil euros em donativos, número que deve ser superado graças à participação crescente de estabelecimentos de ensino.

“Para nós, a importância é, por um lado, pedagógica porque as crianças ficam sensibilizadas com as realidades de outras que se encontram hospitalizadas. Elas começam a ser solidárias, ajudando a angariar fundos”, afirmou Nicole Azevedo, madrinha da operação nariz vermelho.

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“12 horas solidárias” valem “2 toneladas” de alimentos

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Nas “12 Horas Solidárias” do Aquaplace foram doadas “duas toneladas” de bens alimentares, anunciou a autarquia da Trofa.
Tinham já a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos e a presidente da Câmara Municipal feito as honras de inauguração quando os nadadores de palmo e meio saltaram para a piscina, dando início às “12 Horas Solidárias”, na Academia MunicipalAquaplace, no sábado.
Na piscina, pequenos e graúdos divertiam-se, enquanto noutras salas, um grupo soava em bica em cima das bicicletas de spinning e outro composto integralmente por elementos femininos cumpria à risca os exercícios no step.
Poucos minutos depois de começar, a iniciativa já tinha angariado um grande número de bens alimentares. Só a Fanfarra ofereceu um grande cabaz e todos os grupos que animaram o evento fizeram o mesmo.
Para participar nas “12 Horas Solidárias”, as pessoas tinham que doar, pelo menos, um alimento, entre enlatados, azeite, arroz, massa, farinha, bolachas, açúcar, grão-de-bico e cereais.
De acordo com a autarquia, foram angariadas “duas toneladas” de bens alimentares, que vão ser doados “a instituições de solidariedade locais, ainda a designar”.
Durante o dia, houve diversas aulas abertas ao público, nas mais diversas modalidades, desde spinning à mega aula hidroginástica, que encerrou a iniciativa.
“A importância de iniciativas como esta que permitem que a própria comunidade possa contribuir para a melhoria do bemestar de inúmeros agregados familiares do concelho, fortalecendo assim os laços de solidariedade entre a população”, afirmou Joana Lima, presidente da Câmara, antes de abrir as “12 Horas Solidárias”.
A autarca afirmou ainda que “no momento que atravessamos, todos somos poucos para fazer face às carências de muitas famílias, não só do nosso concelho mas, infelizmente, de todo o País”. “Sendo este evento de cariz familiar e informal, vive essencialmente de contribuir para
uma causa solidária que nos une, procurando em simultâneo proporcionar um lugar de convívio entre todos aqueles que gostam de desporto”, acrescentou.

“Ajuda Solidária” no Aquaplace

Ricardo Santos e Luís Dinis estiveram no Aquaplace a dar a conhecer o seu projeto solidário, que é percorrer 800 quilómetros até Santiago de Compostela, a partir de França. A “Ajuda Solidária” consiste na venda de quilómetros, cujos fundos reverterão a duas associações, uma da Trofa e outra de Famalicão. “A iniciativa no Aquaplace correu muito bem, deu para dar a conhecer o evento a quem não conhecia. Tivemos muitos curiosos que nos felicitaram pela iniciativa e nos deram força.A angariação de quilómetros também foi muito positiva e superou as expectativas”, afirmaram.

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