Junta de Freguesia de Alvarelhos está contra o encerramento da Escola da Giesta 2. O presidente da Junta, Joaquim Oliveira, deu conta do caso aos membros da Assembleia e pediu “bom-senso por parte do agrupamento, da Câmara e da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte)”.

Foi apenas na presença de um alvarelhense que os autarcas da freguesia discutiram a gestão feita pelo executivo que comanda os destinos de Alvarelhos, esta segunda-feira.

Adriano Teixeira, membro do Partido Socialista (PS), foi o primeiro a abrir as hostes e a questionar o executivo quanto ao facto de terem equacionado encerrar a Escola Básica Giesta 2. Joaquim Oliveira, presidente da Junta de Freguesia, adiantou que tinha conhecimento dessa intenção por parte da associação de pais da escola, que “esteve na Junta e disse que o Agrupamento (de Escolas do Castro) e a Câmara queriam fechar a escola”.

O estabelecimento, localizado no lugar de Cidoi, passaria a ser ocupado pelos alunos do ensino pré-primário e os que se encontravam no espaço seriam transferidos para a Giesta 1. “Estavam a preparar-se para pôr um contentor na Giesta 1 e espetarem as crianças todas lá e isso não é solução”, acusou Joaquim Oliveira, que garantiu já ter tomado diligências quanto à situação que considera “gravíssima”. “Pais estavam indignados porque a situação não levava em conta os interesses dos alunos e dos pais”, acrescentou o autarca.

“Perante este quadro a Junta escreveu à senhora presidente da Câmara mostrando a solidariedade do executivo para com os alunos e pais e expondo uma série de questões sobre alguns condicionalismos”, adiantou. No entanto, “nem o agrupamento, nem a Câmara tiveram resposta” e agora Joaquim Oliveira pede “o bom-senso do agrupamento, da Câmara e da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte)”.

Joaquim Oliveira aproveitou o período antes da ordem do dia para apresentar o valor da construção do edifício da Junta de Freguesia, 258.457,14 euros, ao membro socialista José Júlio, que o tinha questionado na anterior sessão da Assembleia de Freguesia. Do custo total da obra, informou ainda que faltam apenas pagar “entre 1500 a 2 000 euros”.

O autarca informou ainda que a Junta de Freguesia há três semanas atrás enviou um ofício à Câmara Municipal da Trofa, à CCDR-Norte e à Inspecção do Ambiente dando conta de que a Junta de Freguesia de Guilhabreu, em Vila do Conde, que faz fronteira com Alvarelhos”, efectuou uma linha de águas pluviais” e agora em Alvarelhos está “a sair uma linha de esgotos e águas”. Esta situação foi denunciada pelos moradores na zona e o executivo de Alvarelhos intimou a Junta de Guilhabreu para que “arranjasse uma solução”, dando “um prazo de quatro meses para o assunto estar resolvido”.

Já no período da ordem do dia foi analisada a situação financeira da Junta de Freguesia. Perante os documentos apresentados José Júlio mostrou-se satisfeito por constatar que “a Junta ainda tem capital”. Com 71 mil 757 euros Joaquim Oliveira garantiu “aplicar em despesas de capital”.

Os segundo e terceiro pontos da ordem de trabalhos apresentavam para discussão e aprovação por parte dos membros da Assembleia a Estrutura e organização dos serviços da Junta de Freguesia e a Norma do controlo interno. Os dois pontos foram aprovados por unanimidade.

 

Poucos, mas bons”

O único alvarelhense a marcar presença na sessão foi Pedro Sousa, que mostrou o seu desagrado para com o facto de alguns jovens circularem “a alta velocidade” na Rua das Camélias e até utilizarem o espaço onde “várias crianças brincam” para “fazer piões” com as viaturas. Lamentou ainda o facto de no mês de Julho se comemorar os 100 anos da proclamação do Castro de Alvarelhos a monumento nacional. “Eu pesquisei na página da Câmara para ver se havia alguma actividade para celebrar o dia, mas nada”, comentou.

Joaquim Oliveira garantiu não ter conhecimento de “quaisquer celebrações” e por isso terá escrito uma carta à Câmara, para a qual ainda não tinha obtido uma resposta. No entanto, o autarca garantiu que se continuassem a “ignorar a efeméride” que tomaria “outras posições”.

Quanto ao problema na Rua das Camélias, Joaquim Oliveira explicou que “a GNR já tem conhecimento do caso”. No entanto, afirmou que o caso estaria resolvido assim que “mais pessoas vão morar para lá”.