Alvarelhos manteve viva a tradição e a população saiu à rua para celebrar a Festa da Padroeira, Nossa Senhora da Assunção.

O passo certeiro e as melodias afinadas funcionaram como sinal de partida para um dos momentos mais importantes das festividades em honra de Nossa Senhora da Assunção. A Fanfarra de Alvarelhos tinha honras de início na procissão, que percorreu as ruas da freguesia, na quente tarde de segunda-feira, 15 de agosto.

Depois dos bombos e dos tambores, seguiam meninas com cestas de pétalas, que lançavam para o chão, onde um tapete rosado imediatamente se formava. As cruzes e as lanternas abriam caminho para os estandartes, com alusões a santos e movimentos religiosos. Os andores, como não podia deixar de ser, chamavam a atenção por onde passava, com arranjos florais que demonstravam o empenho e fé de quem fez questão que os santos saíssem à rua. Os pais e os padrinhos formavam duas filas que antecediam uns dos protagonistas do dia: os jovens que realizaram a sua Profissão de Fé naquela manhã. O pároco, José Ramos, a Comissão de Festas, as autoridades civis e a banda de música seguiam logo atrás na procissão que terminava com os fiéis que faziam questão, por promessa, por fé ou simples curiosidade, de encorpar aquela demonstração de fé.

E se a procissão foi o momento alto do último dia de festividades, a atuação do cantor Marcus e das suas bailarinas, na noite anterior, também foi digna de registo: “Ao nível do chão, não se tem noção das pessoas que estavam no concerto, mas quando subimos ao palco, e vimos o mar de gente, parecia o concerto do Tony Carreira”, gracejaram. A Comissão de Festas ficou “agradavelmente surpreendida” com a multidão que acorreu ao centro da freguesia. “Não estávamos à espera de tanta gente”, confessaram já depois de a festa ter terminado

O dia da procissão “também teve muita gente”, que mostraram o seu agrado com “a banda, os andores, o enfeitamento da igreja e a fanfarra”.

Por tudo isto, a Comissão de Festas fez um “balanço positivo”. “Nós achamos que correu bem e as as pessoas que se têm dirigido à comissão dizem que foi uma maravilha e dão-nos os parabéns”.

O objetivo inicial era que “tudo corresse como o planeado” e as seis mulheres não podiam estar mais satisfeitas: “Houve muita gente que, mesmo durante os dias da festa, vinha ter connosco para dar a sua ajuda, o que é sinal que viram o trabalho e reconheceram o mérito”.

Apesar do trabalho, os elementos da Comissão de Festas não descartam a possibilidade de realizar a romaria do próximo ano: “Podemos não ser as mesmas, mas fica a ideia no ar e temos a convicção de que as festas não vão acabar”.

Depois de terminada a festa, “as contas estão todas saldadas”, faltando “ainda receber algum dinheiro, mas, supostamente, vai correr tudo bem”.

As responsáveis pela organização das festas em honra de Nossa Senhora da Assunção fizeram questão de agradecer “a todas as pessoas”: “Sem elas, não conseguíamos fazer o que fizemos”. Ficou ainda o agradecimento “a todos os patrocinadores, à Junta de Freguesia de Alvarelhos e à Câmara Municipal da Trofa”.

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