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Ano 2011

Alvarelhos celebrou padroeira

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Alvarelhos manteve viva a tradição e a população saiu à rua para celebrar a Festa da Padroeira, Nossa Senhora da Assunção.

O passo certeiro e as melodias afinadas funcionaram como sinal de partida para um dos momentos mais importantes das festividades em honra de Nossa Senhora da Assunção. A Fanfarra de Alvarelhos tinha honras de início na procissão, que percorreu as ruas da freguesia, na quente tarde de segunda-feira, 15 de agosto.

Depois dos bombos e dos tambores, seguiam meninas com cestas de pétalas, que lançavam para o chão, onde um tapete rosado imediatamente se formava. As cruzes e as lanternas abriam caminho para os estandartes, com alusões a santos e movimentos religiosos. Os andores, como não podia deixar de ser, chamavam a atenção por onde passava, com arranjos florais que demonstravam o empenho e fé de quem fez questão que os santos saíssem à rua. Os pais e os padrinhos formavam duas filas que antecediam uns dos protagonistas do dia: os jovens que realizaram a sua Profissão de Fé naquela manhã. O pároco, José Ramos, a Comissão de Festas, as autoridades civis e a banda de música seguiam logo atrás na procissão que terminava com os fiéis que faziam questão, por promessa, por fé ou simples curiosidade, de encorpar aquela demonstração de fé.

E se a procissão foi o momento alto do último dia de festividades, a atuação do cantor Marcus e das suas bailarinas, na noite anterior, também foi digna de registo: “Ao nível do chão, não se tem noção das pessoas que estavam no concerto, mas quando subimos ao palco, e vimos o mar de gente, parecia o concerto do Tony Carreira”, gracejaram. A Comissão de Festas ficou “agradavelmente surpreendida” com a multidão que acorreu ao centro da freguesia. “Não estávamos à espera de tanta gente”, confessaram já depois de a festa ter terminado

O dia da procissão “também teve muita gente”, que mostraram o seu agrado com “a banda, os andores, o enfeitamento da igreja e a fanfarra”.

Por tudo isto, a Comissão de Festas fez um “balanço positivo”. “Nós achamos que correu bem e as as pessoas que se têm dirigido à comissão dizem que foi uma maravilha e dão-nos os parabéns”.

O objetivo inicial era que “tudo corresse como o planeado” e as seis mulheres não podiam estar mais satisfeitas: “Houve muita gente que, mesmo durante os dias da festa, vinha ter connosco para dar a sua ajuda, o que é sinal que viram o trabalho e reconheceram o mérito”.

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Apesar do trabalho, os elementos da Comissão de Festas não descartam a possibilidade de realizar a romaria do próximo ano: “Podemos não ser as mesmas, mas fica a ideia no ar e temos a convicção de que as festas não vão acabar”.

Depois de terminada a festa, “as contas estão todas saldadas”, faltando “ainda receber algum dinheiro, mas, supostamente, vai correr tudo bem”.

As responsáveis pela organização das festas em honra de Nossa Senhora da Assunção fizeram questão de agradecer “a todas as pessoas”: “Sem elas, não conseguíamos fazer o que fizemos”. Ficou ainda o agradecimento “a todos os patrocinadores, à Junta de Freguesia de Alvarelhos e à Câmara Municipal da Trofa”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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