Vender aquilo que já não usam serviu de mote aos alunos do terceiro ciclo, da Escola EB 2/3 Napoleão Sousa Marques, para a realização da Feira do Consumo que, na sexta-feira, atraiu ao estabelecimento de ensino muitos clientes.

 Mesmo sem bancas e barracas de feira, os alunos da Escola Básica Professor Napoleão Sousa Marques “armaram” a tenda ali mesmo no chão e apregoavam, sem hesitações, os produtos que queriam vender.

Roupa, brinquedos, bonecos, velharias e utensílios que todos utilizam no dia-a-dia serviram de base à “Feira do Consumo”, protagonizada pelos alunos e onde pais e professores assumiram o papel de clientes, regateando os preços e tentando fomentar o espírito empreendedor dos vendedores por um dia.

“Não está em causa o lucro, mas o dar sentido à velharia que temos em casa e ao mesmo tempo sensibilizá-los (alunos) e educá-los para o aproveitamento que podemos dar a estas coisas, que para nós já não têm interesse, mas que para outros têm uma importância relevante”, explicou Paulino Macedo, presidente do Conselho Executivo da escola.

A iniciativa para a realização desta “Feira do Consumo” partiu dos professores, que quiseram “dar uma nova roupagem” ao projecto de empreendedorismo proposto pela Câmara Municipal da Trofa às escolas do concelho.

“No âmbito do projecto que a Câmara Municipal nos lançou de empreendedorismo nas escolas, nós fizemos várias acções ao longo do ano. Fizemos várias acções de sensibilização e formação com os professores e quisemos dar uma roupagem ao espírito empreendedor. Esta ideia de utilizar velharias e outros objectos que estão nas nossas casas é excelente e com o espírito empreendedor os miúdos montaram estas bancas”, explicou.

Mas Ana Ribeiro, professora do Projecto de Empreendedorismo e de Educação Visual na escola, lembrou: “o que não for vendido aqui vai ser dado a instituições de solidariedade”. Isto porque os alunos para além de serem “empreendedores criativos”, são “empreendedores solidários”.

“Os alunos aderiram a esta iniciativa de uma forma muito empenhada, embora as aulas de empreendedorismo fossem um pouco enfadonhas, quando se propôs a prática eles ficaram mais dispostos, fizeram os cartazes e estão aqui hoje (sexta-feira) nesta feira”, acrescentou a professora.