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Ano 2011

Alunos do Colégio da Trofa solidários

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Grupo de alunos do Colégio da Trofa escolheu como tema do trabalho de Área de Projecto a solidariedade. Uma das iniciativas previstas decorreu na noite de sexta-feira.

 

“Solidariedade é saber dar a mão a um outro amigo que é teu irmão”. Esta foi uma das mensagens que a Oficina de Cavaquinhos e os Amigos do Canto do TCA (Trofa Comunidade de Aprendentes) transmitiram ao público durante o espectáculo solidário “Por um novo sorriso”. As bailarinas da escola Passos de Dança subiram ao palco e encantaram o público com os passos executados ao som de música jazz e clássica. A encerrar o espectáculo de sábado, a Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem do Porto levou a tradição estudantil ao Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado. A surpresa da noite foi a participação especial de dois alunos (Beatriz Moniz e João Fonseca) do Colégio da Trofa que também quiseram associar-se à causa e, para isso, interpretaram dois temas musicais.

A iniciativa foi promovida por um grupo de alunos do Colégio da Trofa, no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Ana Barroso, Bruno Figueiredo, Bruno Soares, João Fonseca, Mauro Marques e Rui Silva frequentam o 12º ano e meteram os pés ao caminho para levarem um novo sorriso aos utentes da Muro de Abrigo. O espectáculo serviu para angariar fundos que vão ser usados para realizar outra actividade: um passeio ao Bom Jesus, em Braga, em meados de Março, em que os alunos pretendem conviver com os idosos, reavivando algumas tradições. Para além disso, vão ainda organizar um espectáculo de variedades na instituição.

Depois de “conhecer” a associação murense, os jovens resolveram desenvolver as suas actividades de forma a proporcionar “momentos diferentes” a todos os utentes. Fátima Silva, responsável da associação, ficou “muito satisfeita, comovida e agradada” com a ideia dos jovens, sobretudo pelo facto de “nem serem do Muro”. “Acho que vai ser um trabalho muito bonito”, atestou.

Fátima Silva garantiu que os idosos se sentiam “contentes e vaidosos” com a atenção e dedicação dos jovens. “’Porquê nós? Mas eles não são daqui do Muro’ era o que os idosos mais comentavam. Aliás quando reparam que não temos qualquer subsídio ficam admirados como é que conseguimos manter uma instituição já com tanta gente”, garantiu a responsável.

Bruno Soares foi o porta-voz do grupo de alunos e explicou que o objectivo era também “realizar o maior espectáculo organizado pelo Colégio da Trofa”. “A vida é uma boa escola e os mais velhos podem-nos transmitir a sua experiência e ajudar-nos a enfrentar o futuro e os problemas. É uma mais-valia para todos nós termos a possibilidade de conviver com os idosos da Muro de Abrigo e porque não dar um novo sorriso a essas pessoas, mas apesar de todo o trabalho, nós acabamos por também ganhar um sorriso novo”, afirmou.

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A professora de Área de Projecto, Liliana Ribeiro, não escondia que ficou “muito surpresa” quando o grupo de alunos lhe apresentou o projecto. “Demonstraram um empenho muito grande, esforçaram-se e conseguiram superar as expectativas. Estou muito orgulhosa e tento ajudá-los em tudo e mais alguma coisa, porque é esse o meu papel: formar jovens capazes e felizes pelos projectos em que se envolvem”, declarou a docente.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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