Um protesto nacional levou para as ruas estudantes de várias cidades, no dia 13 de março. Na Escola Secundária da Trofa, os alunos faltaram às aulas durante a parte de manhã e reivindicaram melhores condições, assim como o reinício das obras de requalificação do estabelecimento.

Alunos de mais de cem escolas manifestaram-se em todo o País para exigir mais financiamento para a Educação. Na Trofa, mais precisamente na Escola Secundária, “cerca de duas centenas de alunos” decidiram faltar às aulas, durante a parte da manhã, e ficar à porta do estabelecimento de ensino em forma de protesto pela falta de condições.

Segundo Miguel Guimarães, presidente da Associação de Estudantes (AE), os alunos têm “vários motivos de queixa”, nomeadamente “com o ginásio que tem más condições”. Por exemplo, quando chove, os alunos “não podem fazer aulas de educação física”, porque o piso do pavilhão “está bastante escorregadio e molhado”. Outras das queixas apresentadas prendem-se com o facto de “grande parte dos alunos não gostar da comida” e de “várias casas de banho estarem indisponíveis”, sendo que as que estão abertas, “muitas vezes não têm papel higiénico”, que é “um bem essencial”.

Mas os alunos estão mais descontentes com a interrupção das obras de remodelação da escola, suspensas desde 2011, e pelo facto de a promessa de que em janeiro de 2013 recomeçariam não ter sido cumprida. Miguel Guimarães afirmou que os estudantes sabem que “os contentores estão a ser pagos” e que “vários deles não estão a ser utilizados”. “Estão a gastar muito dinheiro desnecessariamente”, frisou.

Além disso, “os alunos estão a fazer testes intermédios nos contentores”, o que “é uma vergonha”, porque as estruturas “não têm as condições necessárias” e pelo “barulho”. “Por fora, isto é tudo muito bonito, mas não nos podemos esquecer que por trás há várias obras que ainda estão por fazer e as condições não proporcionam um meio muito agradável para os alunos”, acrescentou.

De acordo com fonte da escola, o reinício das obras está previsto para junho e prolongar-se-á durante o próximo ano letivo. O presidente da AE asseverou que não tem “nenhuma informação relativamente a isso”.

Já a meio da manhã, uma delegação da Associação de Estudantes foi recebida pela direção da escola, liderada por Paulino Macedo, que ficou a par das reivindicações dos alunos. Miguel Guimarães contou que é “um fator bastante positivo” ter a direção solidária com as aspirações dos jovens, frisando que “confia plenamente” no seu trabalho. “O professor Paulino, que é uma excelente pessoa, sempre se mostrou disponível para tudo e zelou pelo bem dos alunos. Tenho bastante contacto com ele, é uma pessoa cinco estrelas, que se disponibiliza para tudo, não tenho nenhuma razão de queixa”, mencionou, salientando que “as coisas vão melhorar daqui para a frente”.