A EB 2/3 de Alvarelhos desenvolve, desde 2005, projetos em conjunto com outras escolas europeias. Este ano letivo concluiu um filme em que os alunos contracenam sem estar no mesmo local. 

Já imaginou um filme feito por atores de nacionalidades diferentes que nunca se viram, contracenaram, mas nunca estiveram juntos? Não é ilusão, mas sim uma das maravilhas da tecnologia. Os alunos da Escola Básica 2/3 de Alvarelhos fizeram parte do elenco do filme “O capuchinho vermelho” e tiveram como realizador o seu professor de inglês, António Monteiro, que idealizou o projeto, integrado no “eTwinning”. A ideia passou por fazer com que “alunos que não se conheciam contracenassem num projeto único, através do processo de edição” de vídeo, explicou o docente. 

Os alunos portugueses contracenaram com outros da Eslovénia, Espanha e Itália. Rita Rocha foi a mãe do capuchinho vermelho. Na sessão de apresentação do resultado final, a aluna confessou ao NT que gostou da experiência: “Senti-me bem e foi agradável. Colaboramos muito todos os elementos da turma e a professora também nos ajudou muito”. Quanto às dificuldades, elenca-as sem hesitar: “Decorar o papel e pronunciar bem as palavras em inglês”.

Apesar de contracenar com jovens da sua idade com nacionalidades diferentes, Rita Rocha não contactou muito com os outros atores: “Íamos falando, mas o professor é que falava mais, porque era difícil a comunicação”. António Monteiro afirmou que este foi o trabalho “mais ambicioso” que desenvolveu através do “eTwinning”, no qual participa desde 2005 e que consiste em “parcerias que as escolas europeias fazem entre si com o grande objetivo de desenvolver projetos em comum, utilizando uma língua estrangeira e também as tecnologias de informação”.

Empenho dos alunos dão ânimo para continuar

O docente explicou que a grande motivação para se dedicar a estes trabalhos extracurriculares se explica pelo empenho dos alunos: “A partir do momento em que eles percebem a ideia, tornam-se os mais entusiastas e querem trabalhar quer seja na pesquisa, quer seja na realização”. E para um professor de Inglês, este projeto surgiu na melhor altura para poder transmitir a importância da língua no quotidiano. “Por vezes, parece-lhes irreal e que nunca precisarão de utilizar na sua vida, mas no projeto sentem mesmo a necessidade de aprender inglês. Com os produtos finais veem que vale a pena investir no conhecimento da língua que hoje em dia e no futuro será sempre essencial”, sublinhou.

Para além da realização do filme, a escola de Alvarelhos também se responsabilizou pela banda sonora, aproveitando os elementos da Oficina da Música. Luís Mota foi baterista, mas já esteve integrado noutros projetos, como o inicial, que consistia em “comunicar com uma turma da Irlanda através do software Skype”. “Tivemos outro que envolvia nove ou dez países, que consistia em fazermos perguntas sobre a cultura e a geografia do país de origem e que nos ajudava também a estudar”, contou. Mais de 300 alunos estiveram envolvidos em projetos “eTwinning” na EB 2/3 de Alvarelhos.

Em maio, está previsto que outro termine com a vinda de um urso de peluche que está a percorrer 24 países da Europa para alegrar alunos com necessidades especiais. António Monteiro confessou que este é o projeto mais compensador a nível emocional.

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