A ALE da Trofa foi apresentada como um dos oito projetos de Áreas de Acolhimento Empresariais do Norte de Portugal. CCDR-N anunciou um investimento de 134 milhões de euros, cofinanciados em 56 milhões.

A Área de Localização Empresarial da Trofa (ALET) é um dos oito projetos que foram aprovados pela autoridade de gestão do “ON. 2 – O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte), anunciou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR-N), no dia 8 de abril.

As oito infraestruturas de Áreas de Acolhimento Empresarial totalizam um investimento de 134 milhões de euros, cofinanciados pelo ON.2, pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), em 56 milhões.

A ALE da Trofa é uma espécie de condomínio com poderes delegados para o licenciamento industrial de empresas e terá 27 lotes, com uma área global de 57 hectares. Este projeto conta com um investimento de 31 milhões de euros, cofinanciados em 8 milhões pelo FEDER.

Juntamente com a ALE da Trofa, foram apresentados os projetos do Parque Empresarial de Recuperação de Materiais e do Parque Empresarial da Cortiça (Santa Maria da Feira), da AAE de Ul-Loureiro (Oliveira de Azeméis), do Minho Park Monção, do Gaia Park, da AAE de Chaves e do Polo 5 da Cidade Empresarial de Paços de Ferreira.

As AEE vão ocupar um total de 320 hectares – dos quais 125 estão reservados a áreas verdes – e terão capacidade para acolher entre 300 a 400 empresas.

Os oito projectos foram pensados para serem “amigos” do ambiente e seguir uma política de eco-eficiência.

O objetivo destas infraestruturas é criar uma interação entre as empresas, as universidades e unidades tecnológicas. Nas AAE não vão faltar valências e serviços avançados como restaurantes, segurança, serviços médicos, bancos, creches e serviços de informação e formação.

Para Carlos Lage, presidente da CCDR-N, os projetos trarão “um retorno direto para os municípios, até porque os lotes são mesmo vendidos a quem se queira instalar neles”.

A autoridade de gestão do ON.2 considera que, “ao funcionarem em regime condominial fechado e com gestão profissional destes espaços”, as infraestruturas “beneficiarão de uma oferta alargada de facilidades”. Os projetos preveem ainda a “disponibilização de serviços avançados de apoio à gestão e ainda de serviços tecnológicos”.

Este conjunto de aprovações concretiza os objetivos fixados no ‘Plano de Ação para o Acolhimento Empresarial’, desenvolvido pela CCDR-N, em 2007, que visa promover uma rede de acolhimento empresarial moderna, coerente, sustentável e capaz de fomentar a competitividade económica”, referiu fonte da CCDR-N.

Paralelamente à apresentação dos projetos, foram ainda divulgados os resultados da execução financeira do ON.2 no primeiro trimestre de 2011, que “superou a meta estabelecida pela autoridade de gestão para este período (19,18 por cento), alcançando os 19,3 por cento”. De acordo com a CCDR-N, “à data, o ON.2 injetou na economia regional 573 milhões de euros de fundos comunitários”.

A CCDR-N estabeleceu o objetivo de executar 40 por cento da sua dotação orçamental, meta que equivale a 700 milhões de euros de fundos comunitários, até ao final de 2011.

Carlos Lage espera que “a situação de dificuldade financeira do País não ponha em causa este objetivo tão importante para a economia da região Norte e para a modernização da sua base estrutural”.